Diário da Assembleia Geral do ISCF

“Tudo o que se fizer a bem da família, por pequeno que seja é grande”. (Mons. Brás)

A Família no centro das atenções

Encontra aqui os vários artigos do Dr. Juan Ambrósio sobre a Família...

Encontro Mundial das Famílias 2015

O Vaticano apresentou dia 24 de março em conferência de imprensa o 7.º Encontro Mundial da Família, que vai decorrer de 22 a 27 de setembro de 2015 na cidade norte-americana de Filadélfia.

A saúde mental dos portugueses

Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas...

O trabalho, dom e direito

A sociedade portuguesa e internacional, vive uma situação de crise generalizada e de aumento das desigualdades sociais...

Longe vão os tempos

Longe vão os tempos dos preconceitos culturais em que se aceitava que era a mãe que tinha de cuidar dos filhos...

Dar esperança em tempo de crise

Vivemos tempos difíceis. A família, como célula base da sociedade, é imediatamente afetada por esta crise generalizada e que promete perdurar. Neste contexto, exige-se um novo paradigma, uma nova forma de estar e de nos relacionarmos.

23 de junho de 2009

De Carcavelos a Casegas

Por Alexandrina Gouveia
No dia 20 de Junho mais um grupo visitou a casa museu do Padre Brás e alguns lugares por onde passou, nomeadamente as Minas da Panasqueira, que ficam ali bem perto.
O grupo das Cooperadoras de Carcavelos organizou para as suas funcionárias um dia em "peregrinação" à casa museu onde vivei o Mons. Alves Brás, para que as mesmas pudessem "tocar", de uma forma muito especial, a vida daquele que fundou a Instituição onde trabalham.
A visita findou com a Eucaristia presidida pelo padre Morgadinho que presenteou o grupo com a sua presença nesta pequena mas profunda "peregrinação".

19 de junho de 2009

Missão das Cooperadoras em Cabinda


Nestes últimos anos, o Jornal da Família, tem publicitado algumas Campanhas em favor do Povo de Cabinda/Angola, onde as Cooperadoras da Família estão em missão desde o ano 2000. A última Campanha, “Um sorriso para Cabinda”, que foi lançada em Dezembro de 2007, assinalou os 75 anos de fundação do Instituto Secular das Cooperadoras da Família. O Jornal da Família entrevistou a Cooperadora Lídia Gomes Pranchas, na sua passagem por Portugal, a fim de melhor conhecer a missão das Cooperadoras em Cabinda, e informar sobre o modo como essas Campanhas têm contribuído para apoiar o povo Cabindense.

Lídia Gomes Pranchas
Cooperadora da Família

Jornal da Família (JF) - Lídia, sabemos que vive em Cabinda, há 6 anos, com mais duas Cooperadoras, pode descrever-nos, o que tem sido essa experiência missionária?

Lídia - Começo por agradecer esta oportunidade que me permite falar do trabalho missionário que estamos a realizar junto do povo de Cabinda, um povo muito acolhedor e respeitador. A nossa acção missionária engloba o cuidado da promoção humana e da formação das pessoas, para que o sonho que acalentam, de um futuro melhor, se torne realidade.
Isto mesmo tem constituído para nós, um incentivo e um estímulo a prosseguir e perseguir o objectivo que nos anima: proporcionar às pessoas a possibilidade de desfrutarem desse futuro como realidade objectiva e não mera utopia…




JF - Essa experiência de missão dá sentido e possibilita a realização da vocação de Consagrada Secular e Cooperadora da Família?

Lídia - Esta experiência, dá um especial sentido a todas as dimensões da nossa vida, porque a pessoa é esta tríade inseparável e intrínseca de humano, psicológico e espiritual ou religioso. E, quando se procura Ser, com e para os outros, a realização pessoal é plena, tanto mais, quanto este “ser com e para os outros” constitui o cerne da vida e missão de qualquer consagrado secular, estando na linha de fronteira, de modo a consagrar o mundo, a partir de dentro, evangelizando as mesmas realidades.

JF - No dia a dia da vossa permanência em Cabinda, como se solidarizam com o povo? o que lhe oferecem, como o apoiam?

Lídia - Bom, o nosso dia a dia é, em parte, igual ao de todos. Porém, a missão exige viver-se numa tensão permanente para se saber quanto, quando e como necessitam de apoio, para além do testemunho permanente da nossa vivência de fé. Implica o identificar as suas carências, que são imensas: desde necessidades básicas às culturais e lúdicas, salvo a dança e a música, porque aí ninguém os bate… Assim, a acção desenvolvida, concretiza-se materialmente na distribuição de bens alimentares, quando existem; de medicamentos e aplicação de tratamentos ambulatórios; de alfabetização e aulas de ensino básico; formação feminina (costura, bordados, relações humanas e culinária) e formação familiar. Com o nosso transporte, apoiamos a população, tanto para ir buscar lenha, levar e trazer pessoas, fazer outros serviços nas lavras, como transportamos pessoas e bens para a cidade, cerca de 40 km, em situações de emergência e outras necessidades pontuais. Tudo realizamos, para que as pessoas sejam capazes de enfrentar o futuro, pelos seus próprios meios. Gostaríamos de poder ministrar, também, a formação profissional, por forma a capacitá-los para gerir o seu futuro, criar o seu próprio emprego, já que este rareia. Confiamos que este sonho se torne brevemente realidade.

JF - Percebe-se que existem carências a vários níveis, o que deve gerar algum sentido de impotência a quem vive lado a lado. O que mais lhes custa nessa situação?

Lídia - É verdade, ali as pessoas sofrem de muitas e várias carências. Só para exemplificar: não há transportes públicos que façam ligação entre os vários municípios; não há condições nem modos de conservar e escoar os excedentes agrícolas, logo, trabalha-se a terra para se comer no dia a dia…; não há empregos para a maioria das pessoas, para além dos funcionários públicos, há pouco comércio, pouca indústria e poucos serviços à comunidade.
Para além do trabalho agrícola, alguns dedicam-se à pesca, onde isso é possível.
Quanto à impotência sentida, para ajudar a solucionar estes problemas, é difícil explicar por palavras humanas o que nos vai na alma… Neste contexto, vai-se alimentando a esperança e criando mentalidade, apelando à necessidade e importância de se formarem e prepararem, pois, estamos certas, de que um dia o sol também brilhará no horizonte das suas vidas!

JF - Muitos dos leitores do Jornal da Família têm contribuído para as Campanhas com géneros e monetariamente. Pode informar-nos da utilidade prática dessas Campanhas?

Lídia - Com todo o gosto. Para além da Campanha "Apadrinhar", gostaria de dar especial realce à Campanha - 'Uma Tenda para Deus' que teve como objectivo satisfazer o pedido de um grupo de refugiados que queriam construir uma capela, lembram-se?!.
Muito bem! Essa capela foi construída na aldeia de Kumboliambo e hoje está identificada com o nome de ‘Capela-Igreja Católica da Sagrada Família’. Eu própria transportei uma imagem da Sagrada Família, que aí foi entronizada como Padroeira, em 2001. Outra Campanha, foi para apoiar o Orfanato, uma Instituição Católica que alberga cerca de meia centena de rapazes, órfãos, ou provenientes de famílias em dificuldade. Com o seu produto compraram-se alfaias agrícolas, particularmente um mini-tractor para facilitar o cultivo das terras. Uma terceira Campanha destinava-se à aquisição de uma fotocopiadora para o mesmo Orfanato, já que este tem anexada uma Escola de Ensino Básico, presentemente com cerca de duas centenas e meia de alunos, da pré à 6ª classe. Porém, de acordo com o Director do mesmo, viu-se que era mais útil a aquisição de um gerador de energia, uma vez que a falta de electricidade é muito frequente, para não dizer quase diária. Está operacional e com muita utilidade, como deve calcular…
A Campanha, 'Um Sorriso para Cabinda' destina-se à construção de uma nova residência de apoio social e formação profissional para adolescentes e jovens de modo a prepará-los e qualificá-los, tanto quanto possível, em ordem a um melhor futuro.
Graças a Deus, conseguiu-se um terreno de 100x80 m, localizado a cerca de 5 km da cidade, onde já construímos o muro de vedação, conforme se pode comprovar pela foto. Aguardamos aprovação do projecto planta dos edifícios/ equipamentos com capacidade de resposta aos objectivos que nos propusemos realizar: apoiar, socialmente, o maior número possível de jovens e prepará-los para o futuro, ministrando Cursos de Formação Profissional na área dos Serviços, em parceria com a Escola Profissional de Serviço e Apoio Social de Portugal, Fundação Mons. Joaquim Alves Brás.

JF - Pelo que nos diz, as necessidades são imensas. Tudo leva a crer que é necessário continuar a suscitar a solidariedade com Cabinda!

Lídia - Sem dúvida. A nossa acção seria muito limitada, sem a solidariedade de todos. Queremos efectivamente ser uma alma grande ao serviço do Evangelho, da Formação e da Solidariedade.
Esse é o grande objectivo que nos move, desde a primeira hora. Daí mantermos a esperança de que se todos contribuírem com o seu ‘óbulo’, por pequeno que seja, a obra há-de nascer…

JF - A última Campanha, “Um Sorriso para Cabinda” destinava-se à construção desse dito Centro de Formação Profissional e Apoio Social. Sabe-se que a morosidade dos processos, é um grande obstáculo. Pode dizer-nos, mais concretamente, que passos já foram dados para a sua realização?

Lídia - A pergunta é de facto pertinente e tem a sua razão de ser, porque a morosidade é realmente muito grande. Graças a Deus, cremos estar no bom caminho.
Muitos passos foram já dados e presentemente aguardamos a aprovação por Lisboa do Projecto/
Planta dos edifícios. Tivemos em mãos um primeiro esboço que não foi terminado por razões alheias à nossa vontade. Tivemos que iniciar outro projecto, o que provocou algum atraso. Mas se Deus quiser, vamos conseguir.

JF - Sei que existe uma jovem natural de Cabinda, em caminhada formativa, com perspectivas de ser Cooperadora. Como vive Cabinda a questão das vocações de consagração e sacerdotais?

Lídia - Sim, por graça de Deus, já temos uma vocacionada. Mas, tal como a crise económica tem rosto mundial, também no campo vocacional se sentem as normais dificuldades. A ‘messe continua grande, mas os trabalhadores... Há que rezar muito ao Senhor da Messe para que envie os operários para a Sua Messe'.
Todos são chamados a dar o melhor de si para minorar os efeitos nefastos da “crise”, ou para que os seus efeitos não sejam tão negativos na Família, na Sociedade e na Igreja. Cabinda não é excepção, como deve calcular.
Diz-se que na Europa, a falta de vocações tem a sua origem na crise da família. Mas parece mais lógico considerar a falta de vivência dos valores, que assola em todas as sociedades, porque o mundo tornou-se esta pequena aldeia global, tanto para o bem como para o mal… Quanto às vocações ao sacerdócio também vão aparecendo, talvez não tanto quanto as necessárias ou as desejáveis. Porém, comparando com a Europa, damo-nos por muito felizes, pois sempre vai entrando um número razoável de jovens para o Seminário, embora nem todos perseverem.

JF - Com base na experiência missionária destes anos, que palavra, que apelos e que desafios gostaria de deixar aos leitores do Jornal da Família?

Lídia - Os desafios são mais que muitos. O primeiro dos quais é viver, na família, nas comunidades e nos grupos, os valores do respeito, da honestidade, da verdade, da fidelidade e da solidariedade.
Estes valores são a base para uma convivência pacífica e para o reconhecimento da igual dignidade da pessoa humana.
É indispensável ter-se a ousadia de reconhecer, testemunhar e anunciar o valor sagrado e inviolável da pessoa humana, sem olhar à raça, cor, condição social, religião ou nação. Se assim for, então é verdade o que diz o nosso poeta “Deus quer, o homem sonha e a obra nasce”. Por fim, quero deixar uma palavra de sentida gratidão, a todos os que têm colaborado para a concretização dos nossos projectos, em Cabinda. E permito-me apelar, de novo, à solidariedade para o crescimento e a solidez do Reino de Deus, na cidade dos homens, mais concretamente, a promoção de cada pessoa a dignificação da família.


17 de junho de 2009

País visita 'Casa Museu'

A Casa Museu Monsenhor Joaquim Alves Brás – em Casegas - continua a ser local de peregrinação. Sobretudo desde Março, ali têm acorrido várias pessoas, nomeadamente grupos organizados pela Família Blasiana, provenientes de diversos pontos do País: Figueira da Foz, Lar Betânia e Casa de Retiros de Fátima, Porto, Elvas, Portalegre, Castelo Branco, Guimarães e Santo Tirso.
Estão ainda agendadas para este mês os grupos de Carcavelos, Lisboa (Estrela), Lisboa (Penha de França), Abrantes e Viseu.
Que Mons. Brás a todos contagie com a ousadia de tudo fazer a bem da Família e da humanidade.


Grupo de Guimarães e Santo Tirso nas escadas da Casa Museu – Casegas

15 de junho de 2009

Crise faz aumentar aborto em Portugal

O número de Interrupções Voluntárias da Gravidez (IVG) aumentou em Portugal desde o início do ano, um crescimento que pode estar associado à crise económica e aos receios do seu impacto no aumento da família, segundo responsáveis clínicos.

Só no Hospital Amadora-Sintra, que serve 700 mil habitantes, dos quais uma significativa parte tem dificuldades sócio-económicas, os abortos aumentaram cerca de 23 por cento, enquanto os nascimentos estão a diminuir.
O presidente do conselho de administração do Hospital Dr. Fernando Fonseca (conhecido como Amadora Sintra), Artur Vaz, disse à agência Lusa que nos primeiros quatro meses deste ano foram realizadas 663 IVG através desta instituição.
As IVG que são solicitadas ao Hospital Amadora-Sintra são encaminhadas para clínicas privadas, embora pagas pelo hospital, uma vez que os médicos desta unidade de saúde são quase todos objectores de consciência. (ler tudo)


por Lusa

13 de junho de 2009

Verão e exames aumentam anorexia e bulimia

O Verão e a época de exames são duas fases do ano em que os especialistas aconselham os pais a estar atentos ao comportamento alimentar dos filhos. Isto porque há mais condições para novos casos de anorexia e bulimia. "É uma altura do ano que pode ser mais problemática e exige mais atenção dos pais e professores", reconhece a nutricionista Alexandra Bento.
As jovens adolescentes são as que mais sofrem de anorexia e bulimia nervosas. Por isso, a fase dos exames é uma das mais críticas já que "os rituais de alimentação podem ser escondidos debaixo do estudo intenso", alerta a presidente da Associação Portuguesa dos Nutricionistas.
Por seu lado, o psiquiatra Daniel Sampaio entende que o Verão pode um factor de risco, porque "as pessoas preocupam-se mais com o corpo e fazem mais dietas". No entanto, sublinha que "a dieta não provoca anorexia, embora seja perigosa nas raparigas que têm um peso normal e têm antecedentes de distúrbios alimentares".
Já a endocrinologista Isabel do Carmo acredita que podem surgir mais casos de bulimia do que anorexia nesta época do ano. "Os últimos dados mostram que em Portugal o risco de bulimia nervosa é dez vezes superior ao de anorexia", explica a especialista.
Posição contrária tem o nutricionista João Breda, que considera não estar provada a maior incidência de anorexia e bulimia no Verão. O coordenador da Plataforma contra a Obesidade, da Direcção-Geral da Saúde, lembra a importância "de se fazer uma alimentação saudável". E alerta: "As restrições loucas são sempre de evitar porque criam uma má relação com os alimentos, podendo desencadear um comportamento mais arriscado."
A última tendência entre as jovens é a troca de dietas através de mensagens escritas de telemóvel. Uma moda criticada por Isabel do Carmo. "Essas dietas que cabem num texto de mensagem são mesmo erradas", alerta a especialista.
Daniel Sampaio lembra que "não se deve fazer dietas sem a supervisão de um médico ou nutricionista". Apesar do risco, Isabel do Carmo acredita que "quando as jovens têm uma personalidade saudável abandonam estes projectos ao fim de alguns dias".
Os blogues e páginas da Internet que incentivam à anorexia e bulimia também preocupam os especialistas. Isabel do Carmo considera "muito preocupante" as informações que circulam na Internet e sugere "um controlo descontraído" por parte dos pais. Uma forma é "colocar o computador na sala de estar", limitando assim os acessos dos mais novos, indica. Também Alexandra Bento aconselha os pais a "estar mais atentos". Embora admita que "a Internet não é fácil de controlar".
O grande perigo é a tentação para imitar os comportamentos descritos nas páginas da Internet que defendem o ideal de ser magro a qualquer preço.


por Ana Bela Ferreira
in DN

Há cinco novas cidades em Portugal

Parlamento aprovou por consenso elevação das vilas da Senhora da Hora, Samora Correia, Valença, São Pedro do Sul e Borba.

A Assembleia da República aprovou ontem, por unanimidade, a criação de cinco novas cidades. Os parlamentares votaram a elevação das vilas da Senhora da Hora (Matosinhos), Samora Correia (Benavente, distrito de Santarém), Valença (distrito de Viana do Castelo), São Pedro do Sul (Viseu) e Borba (distrito de Évora).
No pacote autárquico que ontem foi a votos (pela primeira vez nesta legislatura, dado que nenhuma proposta nesta matéria tinha ainda subido ao plenário), contam-se também 22 povoações que passam agora a vila.
Na lista estão Valongo do Vouga (Águeda), Soza (em Vagos, distrito de Aveiro), Arões S. Romão (Fafe), São Pedro (Figueira da Foz), Marinha das Ondas (Figueira da Foz), Lavos (Figueira da Foz), Bensafrim (Lagos), Foz do Arelho (Caldas da Rainha), A-dos-Francos (Caldas da Rainha), Prior Velho (Loures), Casal de Cambra (Sintra), Montelavar (Sintra), Ancede (Baião, distrito do Porto), Guifões (Matosinhos), Vilarinho (Santo Tirso), Senhora Aparecida (Lousada), Olival (Ourém, distrito de Santarém), Castro Laboreiro (Melgaço, Viana do Castelo), Soajo (Arcos de Valdevez), Lordelo (Vila Real), Tavarede (Figueira da Foz) e Madalena (Vila Nova de Gaia).
De fora do acordo parlamentar (a lista foi consensualizada pelos vários partidos na comissão de Poder Local, Ambiente e Ordenamento do Território) ficaram todos os projectos de lei que implicavam alterações aos limites territoriais das freguesias - a maioria parlamentar socialista não quis mexer nesta matéria. Pelo caminho ficaram também várias as propostas para a alteração do nome de povoações.
Os vários projectos de lei ontem aprovados no Parlamento seguem agora para promulgação do Presidente da República.


por Susete Francisco
in DN, 13 De Junho de 2009

2 de junho de 2009

A Assembleia Geral não terminou!!

Com a Sessão de encerramento, presidida por Sua Excia Revma D. Augusto César, Bispo Emérito de Portalegre e Castelo Branco, terminou no último dia do mês de Maio, em Fátima, a Assembleia Geral do Instituto Secular das Cooperadoras da Família, Solenidade de Pentecostes, dia em que o mesmo Instituto nasceu, há setenta e seis anos. Motivo redobrado de louvor, acção de graças, desafio e empenho.
No decurso dos trabalhos, como os Apóstolos, também as representantes do Instituto sentiram a fragilidade da matéria de que são feitas - “barro” - , face à realidade social envolvente, onde se sentem enviadas a ser testemunhas: “sede Minhas testemunhas”;
Como os Apóstolo também as Delegadas experimentaram algum “medo” perante os factos. Mas, mais intenso o apelo à fé, à presença de Deus, avivou a consciência de não estar em nome pessoal. Foi o Senhor que convocou todas e cada uma - “Não fostes vós que Me escolhestes…”
Como Maria, as Delegadas cantaram “Magnificat” ao Senhor pelas maravilhas feitas no e através do Instituto, por mediação dos membros Conselho Geral cessante.
Como Maria, o novo Conselho eleito no decurso da Assembleia, se inclina diante do Senhor e repete: “Eis a Serva do Senhor, faça-se segundo a Tua Palavra”; e em conjunto com: Dulce Teixeira de Sousa, (Coordenadora Geral); Maria Alice Marques Cardoso; Maria da Conceição Gomes Vieira, Maria Henriqueta Monteiro Baptista; Maria de Fátima Castanheira Baptista; Cristina Margarida Ferreira Reis; Etelvina da Conceição Covêlo da Silva, cada Delegada, com todo o Instituto experimenta a Comunhão: viemos ó Deus para fazer a Tua vontade.

D. Augusto César ao dirigir a Palavra aos membros da Assembleia, salientou: “Para além do quotidiano, é preciso, de vez em quando, saber parar, reunir-se sem agenda e saber ver, rezar, o quotidiano, (…) só há duas coisas que conseguem empenhar o mundo: o escândalo e o essencial, o escândalo capta atenção de todos, o essencial só alguns o conseguem captar, isso só com o Espírito Santo. Captando o essencial e fazendo nós a leitura do social, é preciso não ter medo de responder sempre com o essencial”.

Não vos deixeis absorver tanto pelo trabalho, Vós sois o ISCF, deveis espelhar isso mesmo, quem vir o vosso rosto diga estas são Cooperadoras da Família. Nós temos potencial e o Espírito vai-se manifestando. É o Espírito que nos dá o rosto do rejuvenescimento, cada idade nos permite ver, descobrir o Espírito. O Espírito Santo sabe seleccionar, mesmo o que nos parece negativo, não tenhais medo, o Espírito sabe seleccionar.

“Desejo que todas sejais sábias, Sábias neste Caminho do Amor, o caminho que o Fundador vos deixou Mas é preciso dar-Lhe atenção, espaço e tempo.” – manifestou o Prelado a terminar.

A Assembleia terminou? Não.

O grande desafio que se coloca hoje ao ISCF é ser ele mesmo. A Família e na família está o presente, o futuro da humanidade, da igreja, do Instituto.


A Assembleia vai agora iniciar-se é a certeza que move as Delegadas. Todo o ISCF, vive este momento, num só coração e uma só alma, com um único desejo: Ser fiel ao Autor de tantas maravilhas, para dar novo vigor ao Instituto, revigorar a missão na fidelidade ao Carisma que o Fundador Venerável Joaquim Alves Brás.

Cada Cooperadora da Família é agora, com novo impulso, o impulso do Espírito, desafiada a ser no seu meio presença profética a anunciar aos homens caminhos novos, que o façam tornar à verdade e beleza da primeira hora.

Deolinda Araújo

31 de maio de 2009

XII Assembleia Geral do ISCF - O último dia de trabalhos

A Assembleia vai começar

Chegadas ao último dia de Assembleia Geral do Instituto, na Solenidade de Pentecostes, dia em que o mesmo nasceu, há setenta e seis anos, é motivo redobrado de louvor, acção de graças, desafio e empenho. Aqui estivemos 10 dias na expectativa da vinda do mesmo Espírito que renova todas as coisas.
Como os Apóstolos também, as representantes do Instituto sentiram a fragilidade da matéria de que são feitas “barro”, face à realidade social envolvente, onde se sentem enviadas a ser testemunhas: “sede Minhas testemunhas”.
Como os Apóstolo também as Delegadas experimentaram algum “medo” perante os factos. Mas, mais intenso o apelo à fé, à presença de Deus, avivou a consciência de não estar em nome pessoal, foi o Senhor que convocou todas e cada uma das delegadas.
A Assembleia terminou? Não.
"A Assembleia vai agora iniciar-se" é a certeza que move as Delegadas. Todo o ISCF, vive este momento, num só coração e numa só alma, com um único desejo: Ser fiel ao Autor de tantas maravilhas, para dar novo vigor ao Instituto, revigorar a missão na fidelidade ao Carisma do Fundador Venerável Joaquim Alves Brás.
A Família e na família está o presente, o futuro da humanidade, do mundo da igreja.
Neste Domingo de Pentecostes, num abraço fraterno de Parabéns a todo o Instituto, ainda em ambiente de Assembleia Geral exorta-se todos os membros a darem o melhor de si, de mãos dadas com o Conselho agora eleito, para construirmos o Instituto sonhado por Deus através do Fundador, para bem do Reino, Felicidade e santificação de cada Cooperadora e pela Santificação da Família.

Todas são importantes, ninguém substitui ninguém: “A parte da vinha que vos está confiada ficará inculta se cada uma de vós não realizar a sua parte” (Venerável Joaquim Alves Brás)

Deolinda Araújo – 31/05/2009

29 de maio de 2009

XII Assembleia Geral do ISCF (continuação dos trabalhos)

"Orai sem cessar"

Hoje, a nota sobre o decorrer dos trabalhos da XII Assembleia Geral tem um cariz muito especial. Há medida que o tempo avança agudiza-se o sentido de responsabilidade, que recai sobre as Delegadas, e a esperança, expectativa do momento que se aproxima: a Eleição da Coordenadora Geral e seu Conselho, que irá conduzir os destinos do ISCF, 2009/2015.
Em cada dia, experimentámos a força, de tantos que se fizeram presentes, através das comunicações e mensagens enviadas à Assembleia, garantindo a oferta de oração, sofrimentos, sacrifícios, o dia-a-dia transformado em oferta agradável a Deus, pelos bons frutos dos trabalhos.
Todas agradecem a nossa oração. Tenhamo-las presentes!
COOPERADORAS DA FAMÍLIA
"Deixai-vos conduzir pelo Espírito”
Ele realiza em vós Sua Obra Misteriosa
Fruto abundante do Amor
Dinamismo profundo da Graça.
Crescei na fé, na abertura ao Espírito,
No discernimento espiritual,
Para que Ele vos torne capazes
“De perceber e interpretar
As suas variadas e subtis manifestações”.

“Amai o Vosso Instituto, amai-o a valer”
Deixai-vos amar por Jesus Cristo.
Ele ama-vos e sussurra de mansinho:
“Dei-vos o exemplo: como Eu fiz, fazei”.
Deixai que vos forme no Meu Coração
Aprendei de Mim: “manso e humilde”
Assim sereis fermento de qualidade
A implementar no mundo o Corpo de Cristo.
E deixar nos caminhos que trilhais,
Rastos concretos da Trindade a sugerir aos Homens
O Encanto e a Saudade da Beleza Divina.

Amai o vosso Carisma:
Santificação da Família.
Vivei o vosso ideal:
Passar por toda a parte a fazer o bem.
Transformai em vida o vosso lema:
“Mãos no Trabalho, Coração em Deus”
Descobri, formai a vossa identidade
“Na eminente ciência de Jesus Cristo”.

Actualizai-vos continuamente
Para ser “Ala avançada da Igreja”,
Rivalizai umas com as outras,
Na estima, no Amor Fraterno,
Permanecei na Fidelidade e simplicidade
Em Comunhão Eclesial
“Escondidas com Cristo em Deus”

Deolinda Araújo

28 de maio de 2009

Estar no mundo sem ser do mundo

XII Assembleia Geral do Instituto Secular das Cooperadoras da Família


Desafio à radicalidade de vida
No decurso dos trabalhos da Assembleia-geral do ISCF, uma reflexão se impõe, após o aprofundamento de alguns dos documentos apresentados para análise, assente também na Palavra de Deus ouvida e proclamada na Liturgia destes dias.
“Estar no Mundo sem ser do Mundo”- Jesus não pede ao Pai que tire os Seus do mundo, mas diz: “Como Tu me enviastes, assim eu os envio” (Jo 17,21). Jesus não se exclui da sociedade. Esteve no meio da agitação, do conviver humano, fez amizade, especialmente com os que andavam perdidos (Mt 9,12), em tudo foi semelhante a nós (aos do seu tempo), menos no pecado. (Heb 4,15)

27 de maio de 2009

XII Assembleia Geral do Instituto Secular das Cooperadora da Família

Desde o passado dia 22, o Instituto Secular das Cooperadoras da Família (ISCF) encontra-se reunido na sua XII Assembleia Geral Ordinária, em Fátima.
Este encontro conta com a presença de 40 delegadas, e tem por objectivo "debater, reflectir e rezar" as grandes coordenadas do Instituto, "na hora presente, olhando o futuro na expectativa de alargar horizontes", perspectivar os próximos seis anos, assim como eleger a futura Coordenadora Geral e seu Conselho que conduzirá os destinos do Instituto até 2015.
A orientação de todos os trabalhos terá em conta a "Identidade da Família Blasiana: O Instituto no contexto da Família Blasiana, relações Inter/institucionais. A Missão da Família Blasiana desafios sociais e pastorais".


Fátima 22 a 31 de Maio de 2009

"Fermento de Qualidade a Evangelizar, pela Família, a Humanidade”


Este acontecimento marcante e desafiante na vida do Instituto e consequentemente na vida de cada um dos Membros do Instituto teve início sob o significado profético do Serviço.
Todo o processo de preparação da mesma Assembleia outra coisa não foi senão um estar ao Serviço. Isto reflectiu-se logo na chamada feita a todo o Instituto, mais diria, a toda a Família Blasiana, pelo Conselho Geral no sentido do envolver todas as Cooperadoras da Família, através da oração e toda a vida oferecida como sacrifício agradável a Deus, pelos bons frutos da mesma. Este apelo ao Serviço ganhou corpo e forma mais concreta na nomeação de algumas Comissões de Trabalho para se debruçarem sobre assuntos que a Assembleia irá ser chamada a reflectir, deliberar e ponderar, nas diversas vertentes englobantes da vida e acção do ISCF. (ler mais)
Ver também:

Documento:

“Fermento de Qualidade a Evangelizar pela Família, a Humanidade”

As Delegadas, presentes na XII Assembleia Geral Ordinária do Instituto Secular das Cooperadoras da Família, prosseguem os Trabalhos da mesma na expectativa de discernimento contínuo do querer do Espírito Santo, conscientes da responsabilidade e do Dom que têm em mãos: ISCF.
A Eucaristia é o momento fulcral de cada dia, nele as Delegadas buscam energias necessárias e imprescindíveis para viverem, momento a momento o trabalho a desenvolver.
“Na Fidelidade ao Fundador, Aprofundar o Carisma, Revitalizar a Missão Hoje, Projectando o Amanhã.” Este o Documento de Fundo agora a ser aprofundado e discutido, apresentado por Monsenhor Victor Feytor Pinto que rasgou alguns caminhos, alertou e deu achegas em relação há projecção futura, apresentando com o dinamismo que lhe é peculiar o panorama actual do mundo a que como Consagradas Seculares somos chamas e enviadas . (ler mais)


Trabalhos: 27 de Maio

Os trabalhos da XII Assembleia Geral Ordinária do Instituto Secular da Cooperadoras da Família prosseguem ao ritmo próprio de uma reunião deste género, dada a intensidade, profundidade, oportunidade e exigência dos mesmos.
Até ao momento as Delegadas debateram, estudaram, aprofundaram e sobretudo, tentaram rezar três documentos de suma importância, escutando o Espírito Santo para discernir o melhor caminho a trilhar no rasto do Fundador de Padre Joaquim Alves Brás.

“Relatório da Vida e Acção do Instituto relativo ao sexénio 2003/2009”;
“A Missão da Família Blasiana”;
“Na Fidelidade ao Espírito do Fundador aprofundar o carisma e revitalizar a missão hoje”.
 


Um documento sobre a Pastoral de conjunto do Instituto: Familiar, Juvenil, Vocacional, bem como um outro sobre as Linhas Programáticas de vida e acção para o próximo sexénio, são outro temas e documentos que irão ocupar os próximos dias e trabalho das Delegadas.

Salientamos ainda no dia 30 de Maio de 2009, reservado à eleição da Coordenadora Geral e seu Conselho que irão conduzir o Instituto nos próximos seis anos e assim levar à práticas as conclusões e decisões desta Assembleia.

Estes subsídios têm dado o toque e revelado o rosto claro da realidade em que o Instituto está inserido, onde é enviado a dar respostas adequadas nomeadamente no campo da Família.

Nomeada pela Assembleia, a Comissão redactorial das Conclusões está já a trabalhar no sentido de redigir as Conclusões desta Assembleia, as quais deverão ser pedra de toque, alavanca para catapultar toda a vida e acção do ISCF, no próximo sexénio.

Deolinda Araújo
27 de Maio de 2009

25 de maio de 2009

Deseducação sexual

A educação sexual é indispensável na formação de todos. Por isso, as escolas devem interessar-se pelo tema e dar aulas sérias e formativas. Há anos que a questão é discutida nos meios didácticos e políticos e o Parlamento tem analisado sucessivos projectos de lei. Apesar disso, a educação sexual não melhorou nem se prevê que melhore nas próximas décadas em Portugal. Os responsáveis só complicam um assunto que não precisa de ajuda para ser difícil.
A educação política também é essencial e as escolas devem incluí-la. Mas que pensaria se esses programas lectivos fossem baseados nos projectos de um partido minoritário e extremista, por exemplo o Bloco de Esquerda? Que acharia se na escola as crianças e jovens aprendessem que "a energia deve ser pública" (porque não o pão?), que no meio da crise se deve adoptar a semana de 35 horas e palermices semelhantes? Para não falar na ditadura do proletariado e revolução permanente, escondidas nas suas raízes maoístas e trotskistas. Seria um terrível abuso do sistema educativo.
É exactamente essa infâmia que tem sido cometida nos últimos anos no campo da educação sexual escolar. Um grupo de iluminados, defendendo fanaticamente posições extremistas que assumem como únicas razoáveis, tem capturado o ensino impondo essas ideias como "educação sexual". Ideias que, por acaso, são opostas às da maioria das famílias portuguesas, que esses especialistas desprezam como conservadora e tacanha, pretendendo iluminá-la do alto da sua ciência.
De forma sub-reptícia nos corredores do ministério ou abertamente nos debates políticos, tem-se assistido a intensa campanha para coagir a sociedade a seguir alguns princípios, autodenominados de progressistas, justos e livres. Esses princípios são aqueles a que a sociedade até há pouco chamava "porcalhões". As aulas devem mostrar órgãos sexuais às crianças e explicar os detalhes de carícias, coito e contracepção. A masturbação é natural, o impulso sexual deve ser promovido, se praticado com segurança, e há perfeita equivalência entre todas as opções sexuais. Pudor, castidade e matrimónio são disparates.
Já deve ter reparado que no nosso tempo existe uma intensa controvérsia acerca das questões da família e do sexo. Aspectos consensuais há milénios são momentaneamente polémicos e vivemos enorme confusão de valores e critérios. Isso não nos deve escandalizar, porque todas as gerações têm os seus debates fundamentais. Se vivêssemos há uns séculos, ver-nos-íamos envolvidos em discussões, hoje abstrusas, acerca do sistema político, empresarial ou religioso. Aliás são os mesmos activistas revolucionários que, órfãos dessas antigas lutas político-económicas, vêm agora atacar a instituição familiar com a fúria dos velhos combates laborais. A alcova substituiu a empresa e o direito à greve foi trocado pelo direito ao deboche. Os esquerdistas andam agora paradoxalmente aliados a marialvas e proxenetas.
Em consequência, o Governo, incapaz de resolver desemprego e falências, preocupa-se com a facilitação do divórcio dos casais e a promoção do casamento de homossexuais. Os ministros, que fizeram explodir o défice, subsidiam abortos e querem distribuir preservativos gratuitos nas escolas. O mais incrível é não se darem conta do ridículo. As gerações futuras vão rir à grande com a tolice dos nossos políticos que pateticamente se encarniçam a regular o baixo-ventre.
Devemos terçar armas nas lutas do momento mas sem temer pelos valores vitais. Em breve, as posições extremistas contra o matrimónio e a castidade, hoje julgadas indiscutíveis e gritadas com fúria, serão tão cómicas e obsoletas como são as ideias económicas do Bloco de Esquerda, tão respeitadas há 50 anos (altura em que também o PS as defendia). As tolices acabam sempre vencidas. O mal são as vítimas que criam entretanto.
Felizmente, não são os partidos, deputados e especialistas em educação que dão aulas, mas os professores. Professores que em geral têm filhos e amam a família. O mundo é sempre melhor que a caricatura legal.

Assim não, senhores da oposição


Embora não fosse surpresa para ninguém, o certo é que causou um certo impacto social, a informação veiculada pela Direcção-Geral da Saúde, através da Internet de que durante o ano de 2008, voltaram a decrescer os nascimentos em Portugal, nomeadamente no Interior do País, onde se manteve a tendência decrescente da taxa de natalidade, face aos valores do ano anterior, o que significa, sem tirar nem pôr, que há menos bebés a nascerem no nosso País.

Por Fabião Baptista

Tanto as autarquias, como os Centros de Saúde, estão devidamente alertados para este facto, chamando-se, constantemente, a atenção, para a desertificação que está a acentuar-se, no interior do País, com todas as perniciosas consequências que daí advêm.

Muitos dos presidentes de Câmaras, numa desesperada, mas louvável, tentativa de inverterem esta situação, já criaram incentivos, não só para se processar o aumento da natalidade, como para a fixação de jovens nos seus concelhos, oferecendo-lhes terrenos, a preços simbólicos e facultando-lhes projectos de construção de casas e até crédito e auxílios vários para poderem edificar as suas próprias habitações. Mas até agora, tudo tem resultado em vão. E, para agravar a situação, surgiu a ideia luminosa, do Ministério da Saúde, de encerrar grande número de maternidades, obrigando a que muitos portugueses nasçam em reduzidos e incómodos espaços de ambulâncias de bombeiros voluntários e outros tivessem de, pela primeira vez, ver a luz do dia, em Badajoz.

Mas o problema não é só de agora, pois já vem de longe. Em 2001, nasceram em Portugal, apenas 112.825 nados vivos, ou seja, menos 7.246 do que no ano de 2000. Daí para cá, os nascimentos têm vindo sempre a decrescer. Isto deve preocupar todos os portugueses, onde há uma população envelhecida E mais deve inquietar ainda, quando vemos parte da Juventude Socialista, o Bloco de Esquerda e seus afins, a lutarem, desesperadamente, para que sejam legalizados os chamados “casamentos dos homossexuais”.

Estaremos na raia da loucura, em auto-gestão? Será deste modo que se incentivarão os jovens a terem mais rebentos biológicos?

Para que não restem dúvidas, veja-se algumas das declarações, respigadas dum discurso político do líder da Juventude Socialista, Duarte Cordeiro, proferidas no último Congresso do Porto e transmitidas na TSF, às 16h51, do dia 20 de Julho de 2008: “O casamento homossexual é uma imposição do princípio da igualdade, acreditando que o PS se empenhará na defesa desta causa. Deparamos com uma das poucas desigualdades existentes na lei, impondo-se a alteração, a vários níveis”. Logo de seguida, Duarte Cordeiro asseverou, peremptoriamente: “Trata-se da felicidade de milhares de pessoas deste País”. Duarte Cordeiro reafirmou, mais tarde, aos órgãos da Comunicação Social que “os jovens socialistas estão vivamente empenhados nesta batalha, pelos direitos fundamentais dos cidadãos e cidadãs homossexuais, embora estejamos cientes que a alteração da Lei se deva fazer através da força reformista do PS e do seu empenho na defesa das liberdades em democracia”. Bonita tirada, não há dúvida… Só que, temos seguro conhecimento de que grande parte dos militantes socialistas, jovens e não jovens, não parecem muito dispostos a comungarem desta opinião do líder da JS. Nada nos admira esta atitude. Caso contrário, ficaríamos desolados, ao saber que as maiores preocupações deste grande Partido, eram assim tão redutoras e tão pouco ambiciosas. Como é possível, havendo problemas tão graves a resolver na nossa sociedade, como seja o desemprego, onde 70 mil jovens licenciados procuram ocupação; onde todas as semanas, há fábricas e encerrarem os seus portões e espaços comerciais a ficarem insolventes; onde a fome já é uma triste realidade; onde os leques salariais são uma verdadeira afronta e um desolador ultraje a quem trabalha; onde os assaltos, à mão armada, são o pão-nosso de cada dia; onde a justiça perdeu toda a credibilidade; onde tudo se faz para destruir a FAMÍLIA e diluir os alicerces fundamentais do matrimónio; onde o empobrecimento do erário público é já uma preocupante realidade, à vista de quem quer que seja; onde o sistema bancário está periclitante; onde tudo isto acontece, a juventude Socialista abstrai-se de todas estas “bagatelas” e concentra toda a sua estuante força e sinergia partidária, no “casamento dos homossexuais”. Até parece que oficializando a união pelo “casamento”, de dois homens ou de duas mulheres, conhecidos em linguagem popular por “larilas” e por “lésbicas”, todos os problemas ficam resolvidos. Será esta, a preocupação mais premente da Juventude Socialista? Eu não acredito. Até porque, a grande maioria da mocidade socialista, não defende ideias tão aberrantes e mesmo dentro do PS, há, felizmente, uma grande corrente que repudia esta forma de pensar, à frente dos quais se situa a deputada Maria do Rosário Carneiro.

Se já há poucos nascimentos, com os chamados “casamentos homossexuais”, então o número de nascituros desceria drasticamente. Será assim que a JS deseja contribuir para atenuar a desertificação do Interior do País? Será que a JS vai organizar manifestações, colóquios e comícios para pederastas e lésbicas? Será que vamos assistir a marchas de GAY´s, integradas nas campanhas eleitorais e na propaganda socialista, nos próximos actos eleitorais?

Muitos desatinos, disparates e loucuras, têm acontecido, ultimamente, neste País, cada vez mais decadente, corrupto, desacreditado e endividado.

Uns, levando instituições de crédito à falência e outros atentando contra ancestrais valores morais e princípios de ética social, numa tentativa de destruição de célula básica de todas as Sociedades, que é a FAMÍLIA.

Neste pélago de desvarios, nem sequer temos, uma Oposição forte, destemida e contundente. Se tivéssemos líderes à altura, frontais e tenazes, quando José Sócrates invectivou Manuela Ferreira Leite, alegando que o PS era um Partido de Liberdades e não era conservador (alusão presumível aos “ casamentos dos homossexuais”), a líder dos Sociais-democratas poderia ter retrucado, de maneira estentória e com certa retumbância, em defesa da democraticidade do seu Partido de sempre e onde José Sócrates também já militou. Mas não. Talvez com receio de perder os votos, encolheu-se, acobardou-se e resmungou uma salamordice qualquer e por aí se ficou.

Assim não, senhores da oposição…

18 de maio de 2009

Anatomia da traição

A humanidade partilha alguns valores comuns que, em qualquer cultura, época ou tradição, definem a sua natureza. Um deles é o repúdio universal pelos traidores. Desde sempre a infidelidade foi sumamente desprezada, com delatores e apóstatas tratados com asco. Mas se os princípios da raça humana são gerais e permanentes, cada período, povo e doutrina tradu-los à sua maneira, sublinhando uns, esbatendo outros, nem sempre com o indispensável equilíbrio.
Vivemos num tempo onde a eterna abjecção pela traição anda muito omissa. A cultura contemporânea admira a liberdade e o individualismo, que deram grandes ganhos na ciência, progresso e justiça. É pois inevitável que as virtudes complementares, lealdade ou obediência, acabem silenciadas ou até menosprezadas. "Fidelidade canina" é insulto. Ainda respeitamos os superiores e cumprimos deveres na comunidade, mas admiramos o atrevimento dos rebeldes e o engenho dos espiões, raramente condenando a sua baixeza.
A traição é tanto mais tolerável quanto mais próxima e efectiva é a afronta. No que toca aos princípios abstractos apresentamo-nos tão fiéis como sempre. Todos juram respeitar a justiça, democracia, liberdade e afins. Mas descendo a coisas mais concretas, como a pátria, a traição é muito menos repudiada que em épocas passadas. O patriota é visto como tolo e o nacionalista como perigoso. Quem fizer acções gravemente opostas ao interesse nacional basta que invoque ideologia ou interesses particulares para isso ser compreensível ou até aceitável.
Se o patriotismo é relativizado, ainda é mais vaga a lealdade à comunidade, empresa, amigos. Enxovalham-se chefes, acusam-se governantes, suspeita-se de tribunais. Uma ligação, mesmo institucional, só é sustentável enquanto o interesse pessoal estiver alinhado com o grupo. Muda-se de clube sem dificuldade e abandonam-se alianças sem compromisso. Se houver problema é meramente legal, porque eticamente a carreira, sucesso e até comodidade de cada um são hoje argumentos para justificar qualquer trânsfuga. Admira-se quem denuncia os seus e desconfia-se de quem os defende. Talvez não haja mais corrupção, mas como todos pensam que há, isso é pior do que haver.
Passando a campos mais íntimos, na família a traição até deixou de ser defeito. O adultério, sempre frequente, tornou-se banal; o divórcio, antes raro, passou a recomendável. A promiscuidade e o flirt são o ideal. Nisso não se vê traição, mas mera expressão da autonomia pessoal. Quem abandona mulher ou marido e filhos está justificado porque, como o amor tinha acabado, nada mais havia a fazer. A devoção conjugal fica reduzida à condição de gasolina que se gasta após alguns quilómetros. De injúria e quebra de compromisso nem sequer se fala.
O limite encontra-se na religião, onde já nem se consegue entender como possa existir traição. Cada um é soberano nas suas relações com Deus e pode quebrá-las quando lhe apetecer. Os termos são definidos a partir das opções e condições humanas de cada um, não a partir da transcendência. É Deus e a Igreja quem se devem dar por muito satisfeitos com a nossa homenagem eventual. É comum ouvir frases como "sou católico, mas..."; raramente "sou católico, por isso...".
Existe ainda uma forma mais profunda e radical de traição. Este texto começou afirmando que a humanidade partilha alguns valores comuns que definem a sua natureza em qualquer cultura. Hoje este postulado é discutido ou rejeitado frontalmente, vivendo-se um relativismo, quer filosófico quer pragmático.
É verdade que a nossa era proclamou os direitos humanos universais e muito se esforça por os defender. Mas a sua aplicação concreta vem sujeita à maior arbitrariedade. Esses direitos aparecem compatíveis, e até justificativos de infâmias como tortura, aborto, eutanásia, guerrilha, divórcio, casamento sem casais, manipulações genéticas, pena de morte, etc. Recusar a existência de valores uni- versais e objectivos é a suprema traição pessoal porque constitui uma desleal- dade à humanidade, à sua própria natureza.


por João César das Neves
in DN, 20090518

13 de maio de 2009

VI Encontro Mundial das Famílias

Foi para nós uma experiência inesquecível a participação no VI Encontro Nacional das Famílias em Janeiro de 2009 que constou de duas partes: o Congresso, com a duração de 3 dias, e o Encontro das Famílias propriamente dito, durante dois dias.
Desde o início que as nossas expectativas foram superadas em vários aspectos: em primeiro lugar o número de pessoas. Encontrarmo-nos entre 10.000 pessoas de todas as idades e de várias gerações de avós a netos que em conjunto proclamam a sua fé, testemunham a sua pertença à família como fundamental na construção da sua pessoa e transmitem a alegria de estar juntos, não podia deixar de nos comover e ao mesmo tempo contagiar.
Não podemos deixar de salientar o papel desempenhado por centenas de jovens voluntários que colaboraram no serviço de ordem e contagiaram todos com a sua juventude e alegria.
O tema do encontro "A Família Formadora dos Valores Humanos e Cristãos" é de grande actualidade neste momento em que por todo o lado a família é questionada na sua essência, como comunidade de pessoas fundada no amor, ao serviço da vida e com um papel insubstituivel a desempenhar como célula da sociedade.
Ao longo dos 3 dias do Congresso foram abordados vários temas por conferencistas de grande categoria que nos ajudaram a aprofundar a temática proposta.
O primeiro dia tocou-nos especialmente com as conferências apresentadas: a introdução do P. Cantalamessa "As relações e os valores familiares segundo a Bíblia", e a seguir “Que coisa é o valor?”, “Quais os valores a descobrir e a redescobrir?” e “A família e o valor da vida humana”.
No segundo dia salientamos alguns dos temas abordados: “Família e sexualidade” “Família e mass media”, “A família dos emigrantes” e “A família e as virtudes sociais”. Também muito importante foi a conferência sobre “A importância de legislar a favor da vida e da família”.
No último dia do congresso as conferências proferidas sobre “A vocação educadora da família” e “Família e solidariedade” situaram-nos na verdadeira missão da família e a conferência final do Cardeal Tarcisio Bertone teve o sentido de um apelo: “Família fonte de justiça e de paz”.
Além das conferências não podemos deixar de mencionar como momentos marcantes deste congresso aqueles em que o Papa saudou os participantes lamentando não poder estar presente.
O Encontro das Famílias decorreu no Santuário de N.ª Sr.ª de Guadalupe, por quem todos os mexicanos têm uma devoção e uma ternura profundamente sentidas, situado no meio de uma zona pobre da Cidade do México.
O desfile de todas as bandeiras dos países com delegações presentes, os testemunhos de situações familiares reveladoras da presença de Deus na família cristã, partilhados por famílias de diferentes países, a música - sinal de festa, sentimento e alegria e condimento indispensável da vida mexicana - e, sempre, o sorriso de acolhimento dos olhares que se cruzam, não como estranhos mas como irmãos na Fé e no Espírito.
A terminar, a celebração da Eucaristia, ponto de chegada no termo dos trabalhos e ponto de partida de regresso a casa e à vida quotidiana, a que o Santo Padre se quis associar em directo, para nos reforçar na Esperança e nos abençoar na Paz de Cristo.
Uma experiência e uma oportunidade de enriquecimento a repetir. Quando? Pois fiquem a saber que se perspectiva para 2012 em Milão. Vemo-nos lá?

Por Graça e Bernardo Mira Delgado

7 de maio de 2009

Jornalismo

O Expresso da semana passada (1 de Maio) incluiu na secção Internacional uma grande peça em duas páginas intitulada "Desgoverno no Vaticano". O conteúdo era mexeriquice assumida, boatos tontos, distorções, calúnias. A coisa não melhora por os textos serem de um «correspondente em Roma» e incluir uma entrevista com o suposto «'vaticanólogo' mais rigoroso e independente do mundo» (como sabe?). Para confirmar o nível, a maior parte do espaço era ocupada por uma enorme caricatura enxovalhante do Papa.
Uma coisa destas é muito informativa, não sobre a Santa Sé, mas sobre o Expresso. É o jornal que fica mal visto perante tal material. Porque o que está em causa não é informação, opinião ou ideologia. A verdadeira questão é profissionalismo, dignidade, elevação. Mesmo quando a imprensa decide atacar alguma personagem, como o faz regulamente, é necessário manter os mínimos de decência e objectividade.
Habituámo-nos ao tratamento hostil e persecutório que a imprensa tem dedicado a Bento XVI, tão diferente da paixão mediática por João Paulo II. As posições da Igreja sobre os temas decisivos não mudaram, mas agora elas são tratadas com desprezo e ironia, enquanto antes eram respeitadas ou ao menos toleradas. É fácil entender a terrível tentação do jornalista de utilizar o enorme poder das páginas de um semanário para descarregar as suas raivas ou caprichos pessoais. Uma publicação respeitável tem de reprimir tais instintos. Isso deve-o o Expresso, não à Igreja ou Vaticano, mas à sua própria identidade como jornal de referência.

Por João César das Neves

3 de maio de 2009

O vocação na rede

A Igreja Católica celebra hoje, dia 3 de Maio, o 46.º dia mundial de oração pelas vocações, uma iniciativa que mobilizou as diversas dioceses do país.
Como publicamos no post abaixo em http://www.myspace.com/vocacoes está disponibilizado todas as informações relativas a esta iniciativa.
E porque falamos de vocações, digamos que especiais, não podemos deixar de falar obrigatoriamente de Deus. Aqui estão alguns links em que podemos encontrar espaços onde existe essa dedicação, essa vontade de mostrar, de testemunhar as maravilhas que Deus pode fazer nas nossas vidas.

Blogues:
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Padre Luís Miranda »»»»
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27 de abril de 2009

Semana das Vocações

24 de abril de 2009

33 causas portuguesas abertas no Vaticano

Novos santos e beatos podem acompanhar proximamente Nuno Álvares Pereira

As Dioceses de Portugal têm abertos no Vaticano 33 processos de beatificação e canonização, ao que a Agência ECCLESIA conseguiu apurar junto da Congregação para as Causas dos Santos (CPCS).
Deste conjunto de possíveis santos e beatos portugueses, os últimos a terem visto o seu processo avançar foram a Irmã Maria Clara do Menino Jesus (1843-1899), natural de Lisboa, fundadora da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, e Mons. Joaquim Alves Brás (1899-1966), que fundou a Obra de Santa Zita. Ambos foram proclamados veneráveis, por Bento XVI, no ano 2008, com o reconhecimento das suas “virtudes heróicas”, o último “degrau” antes da beatificação, que fica agora dependente do reconhecimento de um milagre.
Segundo os dados fornecidos pelo Vaticano, os últimos processos registados foram os relativos à Madre Virgínia da Paixão e à Irmã Maria do Monte, ambos abertos pela Diocese do Funchal. Outros seguem os passos necessários, como é o caso da Irmã Maria Rita de Jesus, do Porto, ou da Ir. Lúcia de Jesus, Vidente de Fátima. (ler mais)


Ecclesia

23 de abril de 2009

Igreja deixa alertas para as eleições

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) considera que os eleitores devem votar em consciência, de acordo com “valores” e não apenas por causa da “cor dos partidos”.
Num ano com 3 actos eleitorais, os Bispos irão publicar esta Quinta-feira uma Nota Pastoral sobre o direito e o dever de votar. A CEP está reunida em assembleia plenária até amanhã, em Fátima.
Segundo o secretário do organismo episcopal, Pe. Manuel Morujão, o documento quer servir para ajudar os portugueses numa escolha “consciente e esclarecida”. “Certamente não é para dizer onde é que se deve pôr uma cruz”, esclareceu, negando assim qualquer intenção dos Bispos em darem orientação de voto. (ler mais)

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