Diário da Assembleia Geral do ISCF

“Tudo o que se fizer a bem da família, por pequeno que seja é grande”. (Mons. Brás)

A Família no centro das atenções

Encontra aqui os vários artigos do Dr. Juan Ambrósio sobre a Família...

Encontro Mundial das Famílias 2015

O Vaticano apresentou dia 24 de março em conferência de imprensa o 7.º Encontro Mundial da Família, que vai decorrer de 22 a 27 de setembro de 2015 na cidade norte-americana de Filadélfia.

A saúde mental dos portugueses

Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas...

O trabalho, dom e direito

A sociedade portuguesa e internacional, vive uma situação de crise generalizada e de aumento das desigualdades sociais...

Longe vão os tempos

Longe vão os tempos dos preconceitos culturais em que se aceitava que era a mãe que tinha de cuidar dos filhos...

Dar esperança em tempo de crise

Vivemos tempos difíceis. A família, como célula base da sociedade, é imediatamente afetada por esta crise generalizada e que promete perdurar. Neste contexto, exige-se um novo paradigma, uma nova forma de estar e de nos relacionarmos.

7 de maio de 2009

Jornalismo

O Expresso da semana passada (1 de Maio) incluiu na secção Internacional uma grande peça em duas páginas intitulada "Desgoverno no Vaticano". O conteúdo era mexeriquice assumida, boatos tontos, distorções, calúnias. A coisa não melhora por os textos serem de um «correspondente em Roma» e incluir uma entrevista com o suposto «'vaticanólogo' mais rigoroso e independente do mundo» (como sabe?). Para confirmar o nível, a maior parte do espaço era ocupada por uma enorme caricatura enxovalhante do Papa.
Uma coisa destas é muito informativa, não sobre a Santa Sé, mas sobre o Expresso. É o jornal que fica mal visto perante tal material. Porque o que está em causa não é informação, opinião ou ideologia. A verdadeira questão é profissionalismo, dignidade, elevação. Mesmo quando a imprensa decide atacar alguma personagem, como o faz regulamente, é necessário manter os mínimos de decência e objectividade.
Habituámo-nos ao tratamento hostil e persecutório que a imprensa tem dedicado a Bento XVI, tão diferente da paixão mediática por João Paulo II. As posições da Igreja sobre os temas decisivos não mudaram, mas agora elas são tratadas com desprezo e ironia, enquanto antes eram respeitadas ou ao menos toleradas. É fácil entender a terrível tentação do jornalista de utilizar o enorme poder das páginas de um semanário para descarregar as suas raivas ou caprichos pessoais. Uma publicação respeitável tem de reprimir tais instintos. Isso deve-o o Expresso, não à Igreja ou Vaticano, mas à sua própria identidade como jornal de referência.

Por João César das Neves

3 de maio de 2009

O vocação na rede

A Igreja Católica celebra hoje, dia 3 de Maio, o 46.º dia mundial de oração pelas vocações, uma iniciativa que mobilizou as diversas dioceses do país.
Como publicamos no post abaixo em http://www.myspace.com/vocacoes está disponibilizado todas as informações relativas a esta iniciativa.
E porque falamos de vocações, digamos que especiais, não podemos deixar de falar obrigatoriamente de Deus. Aqui estão alguns links em que podemos encontrar espaços onde existe essa dedicação, essa vontade de mostrar, de testemunhar as maravilhas que Deus pode fazer nas nossas vidas.

Blogues:
Padre Nuno Santos »»»»
Padre Luís Miranda »»»»
Nuno Branco e Zé Maria Brito (Jesuítas) »»»»
José Silva Almeida (Jesuíta) »»»»
Padre Carlos Godinho »»»»
Padre Ventura »»»»

27 de abril de 2009

Semana das Vocações

24 de abril de 2009

33 causas portuguesas abertas no Vaticano

Novos santos e beatos podem acompanhar proximamente Nuno Álvares Pereira

As Dioceses de Portugal têm abertos no Vaticano 33 processos de beatificação e canonização, ao que a Agência ECCLESIA conseguiu apurar junto da Congregação para as Causas dos Santos (CPCS).
Deste conjunto de possíveis santos e beatos portugueses, os últimos a terem visto o seu processo avançar foram a Irmã Maria Clara do Menino Jesus (1843-1899), natural de Lisboa, fundadora da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, e Mons. Joaquim Alves Brás (1899-1966), que fundou a Obra de Santa Zita. Ambos foram proclamados veneráveis, por Bento XVI, no ano 2008, com o reconhecimento das suas “virtudes heróicas”, o último “degrau” antes da beatificação, que fica agora dependente do reconhecimento de um milagre.
Segundo os dados fornecidos pelo Vaticano, os últimos processos registados foram os relativos à Madre Virgínia da Paixão e à Irmã Maria do Monte, ambos abertos pela Diocese do Funchal. Outros seguem os passos necessários, como é o caso da Irmã Maria Rita de Jesus, do Porto, ou da Ir. Lúcia de Jesus, Vidente de Fátima. (ler mais)


Ecclesia

23 de abril de 2009

Igreja deixa alertas para as eleições

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) considera que os eleitores devem votar em consciência, de acordo com “valores” e não apenas por causa da “cor dos partidos”.
Num ano com 3 actos eleitorais, os Bispos irão publicar esta Quinta-feira uma Nota Pastoral sobre o direito e o dever de votar. A CEP está reunida em assembleia plenária até amanhã, em Fátima.
Segundo o secretário do organismo episcopal, Pe. Manuel Morujão, o documento quer servir para ajudar os portugueses numa escolha “consciente e esclarecida”. “Certamente não é para dizer onde é que se deve pôr uma cruz”, esclareceu, negando assim qualquer intenção dos Bispos em darem orientação de voto. (ler mais)

13 de abril de 2009

Crise: IPSS não conseguem ajudar quem precisa

A actual crise financeira está a apertar os orçamentos das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), que estão com graves problemas financeiros.
Sem as identificar, o Presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade revela que há quatro IPSS à beira do encerramento, isto depois de o Governo ter garantido apoios.
O Executivo não vai criar nenhum fundo de emergência, como pretendia a Confederação Nacional das Instituições Particulares de Solidariedade Social… no entanto, compromete-se apoiar as instituições que se encontram em situação mais grave.
“Há garantias da parte do Governo que, caso a caso, haverá uma forma de resolver a situação” – explicou o Padre Lino Maia, presidente da CNIS
Neste momento há 4 instituições de Solidariedade Social que correm o risco de fechar portas… mas há várias dezenas em grandes dificuldades devido à diminuição das comparticipações dos utentes.
O Padre Lino Maia adianta ainda que as negociações com o Governo vão continuar para que seja definida uma politica mais justa de apoio ao sector social.

Ecclesia

11 de abril de 2009

Vigília Pascal


Na noite, em que Jesus Cristo passou da morte à vida, a Igreja convida os seus filhos a reunirem-se em vigília e oração. Na verdade, a Vigília pascal foi sempre considerada a mãe de todas a vigílias e o coração do Ano litúrgico. A sensibilidade popular poderia pensar que a grande noite fosse a noite de Natal, mas a teologia e a liturgia da Igreja adverte que é a noite da Páscoa, «na qual a Igreja espera em vigília a Ressurreição de Cristo e a celebra nos sacramentos» (Normas gerais sobre o Ano litúrgico, 20). No texto do Precónio pascal, chamado o hino “Exsultet” e que se canta nesta celebração, diz-se que esta noite é «bendita», porque é a «única a ter conhecimento do tempo e da hora em que Cristo ressuscitou do sepulcro! Esta é a noite, da qual está escrito: a noite brilha como o dia e a escuridão é clara como a luz». Por isso, desde o início a Igreja celebrou a Páscoa anual, solenidade das solenidades, com um vigília nocturna.
A celebração da Vigília pascal articula-se em quatro partes: 1) a liturgia da luz ou “lucernário”; 2) a liturgia da Palavra; 3) a liturgia baptismal; 4) a liturgia eucarística.
1) A liturgia da luz consiste na bênção do fogo, na preparação do círio e na proclamação do precónio pascal. O lume novo e o círio pascal simbolizam a luz da Páscoa, que é Cristo, luz do mundo. O texto do precónio evidencia-o quando afirma que «a luz de Cristo (...) dissipa as trevas de todo o mundo» e convida a «celebrar o esplendor admirável desta luz (...) na noite ditosa, em que o céu se une à terra, em que o homem se encontra com Deus!».
2) A liturgia da Palavra propõe sete leituras do Antigo Testamento, que recordam as maravilhas de Deus na história da salvação e duas do Novo Testamento, ou seja, o anúncio da Ressurreição segundo os três Evangelhos sinópticos, e a leitura apostólica sobre o Baptismo cristão como sacramento da Páscoa de Cristo. Assim, a Igreja, «começando por Moisés e seguindo pelos Profetas» (Lc 24,27), interpreta o mistério pascal de Cristo. Toda a escuta da Palavra é feita à luz do acontecimento-Cristo, simbolizado no círio colocado no candelabro junto ao Ambão ou perto do Altar.
3) A liturgia baptismal é parte integrante da celebração. Quando não há Baptismo, faz-se a bênção da fonte baptismal e a renovação das promessas do Baptismo. Do programa ritual consta, ainda, o canto da ladainha dos santos, a bênção da água, a aspersão de toda a assembleia com a água benta e a oração universal. A Igreja antiga baptizava os catecúmenos nesta noite e hoje permanece a liturgia baptismal, mesmo sem a celebração do Baptismo.
4) A liturgia eucaristica é o momento culminante da Vigília, qual sacramento pleno da Páscoa, isto é, a memória do sacrifício da Cruz, a presença de Cristo Ressuscitado, o ápice da Iniciação cristã e o antegozo da Páscoa eterna.
Estes quatro momentos celebrativos têm como fio condutor a unidade do plano de salvação de Deus em favor dos homens, que se realiza plenamente na Páscoa de Cristo por nós. Por consequência, a Ressurreição de Cristo é o fundamento da fé e da esperança da Igreja.
Gostaria de destacar dois elementos expressivos desta solene vigília: a luz e a água.
A Vigília na noite santa abre com a liturgia da luz, evocando a ressurreição de Cristo e a peregrinação de Israel guiado pela coluna de fogo. A liturgia salienta a potência da luz, como o símbolo de Cristo Ressuscitado, no círio pascal e nas velas que se acendem do mesmo, na iluminação progressiva das luzes da igreja, ao acender das velas do altar e com as velas acesas na mão para a renovação das promessas baptismais. O símbolo mais iluminador é o círio, que deve ser de cera, novo cada ano e relativamente grande, para poder evocar que Cristo é a luz dos povos. Ao acender o círio pascal do lume novo, o sacerdote diz: «A luz de Cristo gloriosamente ressuscitado nos dissipe as trevas do coração e do espírito» e depois apresenta o círio como «lumen Christi=a luz de Cristo». Quando alguém nasce, costuma-se dizer que «veio à luz» ou que «a mãe deu à luz». Podemos, por isso dizer que a Igreja veio à luz na Páscoa de Cristo. De facto, toda a vida da Igreja encontra a sua fonte no mistério da Páscoa de Cristo.
A água na liturgia é, igualmente, um símbolo muito significativo. «A água é rica de mistério» (R. Guardini). Ela é simples, pura, limpa e desinteressada. Símbolo perfeito da vida, que Deus preparou, ao longos dos tempos, para manifestar melhor o sentido do Baptismo. A oração da bênção da água faz memória da acção salvífica de Deus na história através da água. Com efeito, a água é benzida, para que o homem, criado à imagem e semelhança de Deus, «no sacramento do Baptismo seja purificado das velhas impurezas e ressuscite homem novo pela água e pelo Espírito Santo». Na tradição eclesial, a fonte baptismal é comparada ao seio materno e a Igreja à mãe que dá à luz
O simbolismo fundamental da celebração litúrgica da Vigília é o de ser uma “noite clara”, ou melhor «a noite que brilha como o dia e a escuridão é clara como a luz». Esta noite inaugura o “Hodie=Hoje” da liturgia, como se tratasse de um único dia de festa sem ocaso (o dia da celebração festiva da Igreja que se prolonga pela oitava pascal e pelos cinquenta dias do Tempo pascal), no qual se diz «eis o dia que fez o Senhor, nele exultemos e nos alegremos» (Sl 118).


por P. José Cordeiro
Reitor do Pontifício Colégio Português

9 de abril de 2009

Redignificar o acto sexual é urgente

É raro o dia em que as páginas dos Jornais, não relatem casos de violação e abuso de crianças, e com muita frequência actos cometidos pelos próprios pais.
A última é de arrepiar até à medula. Trata-se de "uma menina de seis anos, dos lados de Espinho, que durante meses foi vítima de abusos sexuais da própria mãe, 28 anos, e do padrasto, de 43. A menina, dizia o artigo, "era obrigada a participar nos jogos sexuais dos dois adultos. O homem companheiro da mãe, cerca de dois anos abusaria dela, tal como a própria progenitora".
Situações semelhantes multiplicam-se: abusos, violações, redes de pedofilia, desaparecimento de crianças, etc. São actos que destroem para sempre a dignidade das crianças, o sentido de respeito e valor pessoal, impedindo-as de crescer sadia e naturalmente.
Estes comportamentos desviantes, são o fruto que os mais novos receberam das gerações que têm na mão o processo e os princípios educativos e revelam uma concepção da sexualidade bastante redutora.
A sexualidade não é pura actividade sexual, não é uma indomável procura de satisfação dos instintos sexuais, que ignora completamente o 'objecto' de satisfação, é uma energia que reveste toda a pessoa e pode (e deve) ser integrada num projecto e estar ao seu serviço.
Se as gerações mais velhas são as responsáveis do processo, então percebe-se que elas próprias andam à deriva, sem referências antropológicas da dignidade humana e da consciência do testemunho que deveriam oferecer às jovens gerações. Que imagem de pai e mãe ficará para sempre gravada na memória afectiva dessas crianças usadas e abusadas sexualmente?
Quem se arroga o direito de antecipar experiências na vida dos filhos ou crianças, filhos de outros, que impedirão de, mais tarde, descobrir a beleza e a força positiva dessa energia afectiva e sexual, geradora de vida e amor? A plenitude do acto sexual, não pode acontecer no abuso de um outro, mas implica o amor, o respeito e o envolvimento das partes e não o domínio de uma sobre a outra.
Dá que pensar... estando o país a braços com problemas sérios, porquê esta urgência do Governo, mais concretamente de alguns partidos, em aprovar um Decreto-lei sobre a Educação Sexual nas Escolas? Um projecto que afunila desde logo a visão, como se as relações sexuais fossem mesmo um facto consumado, sem possibilidade de reconsideração. Importa ter presente, diz o decreto, "que os números de infectados de HIV/SIDA em Portugal (com mais de 30 000 portugueses infectados, dos quais 15% com menos de 25 anos), a elevada taxa de gravidez na adolescência e os comportamentos sociais discriminatórios em relação ao género e à orientação sexual são ainda suficientemente preocupantes para justificar novas medidas que assegurem uma efectiva aplicação da educação sexual em meio escolar".
A mensagem é: o que importa é prevenir, o resto divirtam-se à vontade. Os conteúdos indicados até ao 4º ano de escolaridade, são exagerados para a idade: "A educação sexual no ensino básico deve comportar os seguintes conteúdos curriculares até ao 4.º ano de escolaridade: a) Noção de corpo; b) O corpo em harmonia com a natureza; c) Noção de família; d) Diferenças entre rapazes e raparigas; e) Protecção do corpo e noção dos limites. 2 - A educação sexual no ensino básico deve comportar os seguintes conteúdos curriculares nos 5.º e 6.º anos: a) Aspectos biológicos e emocionais da puberdade; b) O corpo em transformação; c) Caracteres sexuais secundários; d) Diversidade e tolerância; e) Sexualidade e género; f) Reprodução humana e crescimento; g) Contracepção e planeamento familiar.
Nestas idades ainda não existem condições físicas e psicológicas para perceber o alcance do verdadeiro acto sexual. A personalidade está ainda em construção e exige uma linguagem e explicações ajustadas à idade e capacidade. Tudo tem o seu tempo e a sua idade.
O Decreto "impõe uma carga horária mínima de 12 horas por ano lectivo dedicada à educação sexual nos ensinos básico e secundário; prevê que exista nas escolas dos 2º e 3º ciclos “um gabinete de informação e apoio no âmbito da educação para a saúde e educação sexual” aberto pelo menos três horas por semana que, no ensino secundário, “deve assegurar aos alunos a distribuição gratuita de métodos contraceptivos não sujeitos a prescrição médica”; obriga ainda as escolas a “dedicar um dia em cada ano lectivo à educação sexual, envolvendo a comunidade escolar em palestras, debates, formação ou outras actividades”.
Mas porque não se deixar aos pais esta tarefa de educar para a sexualidade? Porque não hão-de os filhos descobrir a beleza da sexualidade no amor dos pais, nas suas carícias, na sua troca de afectos e mesmo na percepção da entrega corporal num projecto a dois? Aprender a sexualidade a partir desta harmonia, desta beleza e deste respeito no amor e por amor, geraria de certeza pessoas muito mais equilibradas, mais donas de si e mais amadas. Isso só os pais.
Porque há-de ser o estado a regular estas coisas que aos pais ou a outras instâncias educativas dizem respeito? O estado não é pai nem mãe, não pode impor deste modo.
O que é urgente, não é a educação sexual, mas sim o redignificar o acto sexual como algo próprio do casamento, onde as relações humanas são respeitadas e humanizadas e não meras experiências de prazer, ou 'mero uso' do outro. O que se vive hoje é uma procura de sexo só por si, sem compromisso, muito menos pensando em casamento.
Nem se fala numa “educação para a abstinência” o que seria um método desaprovado para evitar gravidezes indesejadas. Apenas basta a pílula e preservativos.
Daqui resultam, como está à vista, um número cada vez maior de divórcios, gravidezes adolescenciais, relações efémeras e passageiras, instáveis, filhos daqui e dali, irmãos e meios-irmãos, famílias que já não são famílias, são trapalhices.
Há que reinventar a verdadeira educação sexual e ajustá-la aos tempos e à idade, evitando que a curiosidade se sobreponha ao conhecimento e ao domínio de si.

Por Maria Vieira

5 de abril de 2009

Jovens católicos em festa

Bento XVI escreveu aos jovens de todo o mundo, por ocasião da celebração do próximo Dia Mundial da Juventude, alertando para as “falsas quimeras” do dinheiro, da carreira e do sucesso.
Na mensagem, o Papa convida a não ceder “à lógica do interesse egoísta”, cultivando, pelo contrário, “o amor pelo próximo” e colocando as capacidades humanas e profissionais “ao serviço do bem comum e da verdade”.
O XXIV Dia Mundial da Juventude será celebrado, em 2009, ao nível de cada Diocese, no Domingo de Ramos (5 de Abril). A mensagem papal tem como título “Pusemos a nossa esperança no Deus vivo”. (ler mais)

2 de abril de 2009

Papa João Paulo II muito recordado

A quatro anos da morte de João Paulo II prossegue ininterrupta a peregrinação de fiéis ao seu túmulo colocado dentro das Grutas Vaticanas, debaixo da Basílica de São Pedro.
No dia 2 de abril, aniversário do falecimento, às 18 horas na Basílica Vaticana, Papa Bento XVI celebra uma missa com a participação dos jovens de Roma. A João Paulo II se inspiraram numerosos grupos de espiritualidade, que reúnem fiéis de todas as idades e condições sociais. Um ano atrás, neste dias, foi entregue à Congregação das Causas dos Santos a chamada Positio, a relação que une toda a investigação preliminar sobre o falecido pontífice em vista de um pronunciamento para a beatificação.
Os textos foram recolhidos pela Postulação para a Causa de Beatificação que documentou um milagre que aguarda agora a resposta da Congregação mesma.
H2ONews

Mensagem de Bento XVI para o 46.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Por ocasião do próximo Dia Mundial de Oração pelas Vocações ao sacerdócio e à vida consagrada, que será celebrado no IV Domingo de Páscoa, dia 3 de Maio de 2009, desejo convidar todo o Povo de Deus a reflectir sobre o tema: A confiança na iniciativa de Deus e a resposta humana. Não cessa de ressoar na Igreja esta exortação de Jesus aos seus discípulos: «Rogai ao Senhor da messe que envie trabalhadores para a sua messe» (Mt 9, 38). Pedi! O premente apelo do Senhor põe em evidência que a oração pelas vocações deve ser contínua e confiante. De facto, só animada pela oração é que a comunidade cristã pode realmente «ter maior fé e esperança na iniciativa divina» (Exort. ap. pós-sinodal Sacramentum caritatis, 26).

(ler mais)

26 de março de 2009

Aborto, a realidade sem disfarce

Em que consiste realmente um aborto? Porquê aumentou vertiginosamente o número de abortos no mundo nos últimos meses? Que interesses existem por detrás desta promoção e o que é que podemos fazer?Com o título “A vitória será da vida” a Fundação EUK Mamie na Espanha apresenta uma nova produção que oferece respostas a algumas destas perguntas. Com um DVD que informa sobre a realidade do aborto, o tema é tratado com um tom positivo e cheio de esperança, à semelhança do tom com que o Servo de Deus, João Paulo II, escreveu a Encíclica "Evangelium vitae". De facto o título foi tomado dos números 25 e 26 deste documento: “A vitória será da vida […] Na realidade, não faltam prenúncios desta vitória.”A responsável pela Televisão H.M., a Irmã Teresa Pérez do “Hogar de la Madre” disse que a ideia de lançar uma nova produção nasceu “ante a inquietante realidade de ameaça contra a vida humana não só em Espanha mas a nível mundial.”
Actualmente debate-se em Espanha a ampliação da lei do aborto, que no caso de ser aprovada será uma das leis abortivas mas radicais e violentas da Europa. Por esta razão, numerosos responsáveis de movimentos a favor da vida e da família quiseram participar no vídeo.Realizou-se mil cópias do DVD para distribuir de forma gratuita; também está disponível no site da Fundação: http://www.hogardelamadre.org/ ou www.eukmamie.org/index.php/television.

H2ONews








25 de março de 2009

A Igreja está na vanguarda do tratamento dos doentes com SIDA

27% das instituições no mundo que cuidam de doentes de Sida são da Igreja. Os governos têm 8%, as ONG detêm 18%, a ONU tem 44%.
Do Director do Projecto de Estudos sobre Prevenção do S.I.D.A. de Harvard:
Afirmações do Papa acerca da distribuição do preservativo tornar a epidemia de S.I.D.A.
Por John – Henry Westen - 19 de Março de 2009 – Edward C. Green, Director do Projecto de Estudos sobre a Prevenção do S.I.D.A. do Centro de Estudos sobre População e Desenvolvimento de Harvard, afirmou que a evidência corrobora as afirmações do Papa ao declarar que a distribuição de preservativos piora o problema do S.I.D.A.
“O Papa está certo”, afirmou Green ao National Review Online na passada Quarta-feira,” ou, melhor dizendo, as nossas melhores conclusões vão ao encontro dos comentários do Papa.”
“Existe”, acrescentou Green, “um paralelo consistente que mostram os nossos estudos, incluindo a “Demographic Health Surveys”, fundada pelos Estados Unidos, entre uma maior disponibilidade e uso depreservativos e uma maior – não menor – incidência de infecções pelo vírus HIV. Isto pode dar-se devido ao fenómeno conhecido por “compensação de risco”, significando que quando a população utiliza uma tecnologia de redução de risco como o preservativo, muitas vezes essa mesma população perde o benefício da redução desse risco ao “compensar”, arriscando-se mais do que faria sem essa tecnologia.
A Página Electrónica do Projecto do S.I.D.A. sobre Green menciona o seu livro “Repensar a Prevenção do S.I.D.A.: Aprendendo com os Sucesso de Países em Desenvolvimento”.
Nele Green revela que “As soluções, na sua maioria médicas, fundadas pelos grandes doadores tiveram pouco impacto em África. Em compensação, mudanças de comportamento relativamente simples e de baixo custo – como insistindo numa crescente monogamia e no adiamento da actividade sexual para os mais novos – têm tido maior sucesso na luta contra a doença e na sua prevenção.”
O texto completo da troca de impressões entre o Papa Bento XVI e o repórter, texto esse que lançou uma tempestade na imprensa mundial, foi divulgado agora pela imprensa do Vaticano.
O Papa foi confrontado com a seguinte questão: “Santo Padre, um dos maiores flagelos de África é o problema da epidemia de S.I.D.A.. A posição da Igreja Católica na luta contra este mal tem sido frequentemente considerada irrealista e ineficaz.”
Bento XVI respondeu: “Eu diria o contrário. Estou convencido de que a presença mais efectiva na frente de batalha contra o HIV/S.I.D.A. são, precisamente, a Igreja Católica e as suas instituições. Penso por exemplo na Comunidade de Santo Egídio, que tanto faz e tão visivelmente na luta contra o S.I.D.A; ou nas Camillianas, só para mencionar algumas das freiras que estão ao serviço dos doentes.
Penso que este problema, o S.I.D.A., não pode ser vencido com slogans de propaganda. Se falta a alma, se os Africanos não se entreajudarem, o flagelo não pode ser resolvido com a distribuição do preservativo; pelo contrário, arriscamo-nos a piorar a situação. A solução só pode advir de um compromisso duplo: primeiro, na humanização da sexualidade, ou por outras palavras, num renovamento espiritual e humano que traga consigo uma nova forma de proceder uns para com os outros. E em segundo lugar, num amor autêntico para com os que sofrem, numa prontidão – mesmo à custa de sacrifício pessoal - para estar presente aos que padecem. São estes os factores que podem trazer o progresso, real e visível.
Assim, eu diria que o nosso esforço deve ser o de renovar a pessoa humana por dentro, o de dar-lhe força espiritual e humana para uma forma de comportamento justa para com o seu corpo e o corpo do outro; e ainda o de ajudá-la a ser capaz de sofrer com os que sofrem e de estar presente nas situações difíceis.
Acredito que é esta a primeira resposta ao problema do S.I.D.A., que é esta a resposta da Igreja e que, deste modo, a sua contribuição é uma grande contribuição. E estamos gratos a todos os que assim contribuem.”

Veja as credenciais impressionantes e a lista de publicações do Dr. Green em http://www.harvardaidsprp.org/faculty-staff/edward-c-green-bio.html

23 de março de 2009

O Voto Católico

Este ano, milhões de católicos em Portugal irão votar em várias eleições.
Esclareça-se e reflicta. O Voto católico é um voto responsável.

Por Rita Modelo

20 de março de 2009

Pobrezas



Quando falamos de pobreza na Dinamarca ou na Etiópia não focamos a mesma realidade.


Na Dinamarca, como, em geral, na União Europeia, aplica-se a convenção que considera pobre o cidadão que aufere um rendimento inferior a 60% da mediana do país. Na Dinamarca e nos países mais prósperos da Europa, é considerado pobre quem dispõe de menos de €900 mensais. Noutros como a Hungria ou a Polónia, o limiar da pobreza desce para os duzentos euros. Portugal situar-se-á pelo meio da escala, por volta dos €400. De acordo com o critério, a população abaixo do limiar de pobreza será de 20%, ao nível da Espanha, Irlanda e Grécia. Esta é a pobreza relativa. As necessidades básicas, os cuidados primários de saúde e de educação estão assegurados, o acesso ao trabalho varia, mas as prestações sociais amenizam a falta ou incapacidade de trabalho.
Nas regiões em desenvolvimento, outro é o critério aplicado: pobre é o que dispõe de menos de 1 a 2 dólares por dia. Em todo o mundo, à volta de um bilião de pessoas estão nessas condições. Ser pobre significa ter a vida continuamente ameaçada pela fome crónica, pela falta de água potável, de condições de higiene e abrigo, de cuidados médicos mínimos para combater as doenças endémicas, assistir crianças e idosos ou prestar socorro nas emergências normais da maternidade. É a pobreza extrema. A estatística distingue desta a pobreza moderada pelo acesso a alguns destes recursos e cuidados mínimos embora de forma limitada. A pobreza extrema diminuiu no mundo para metade nos últimos 25 anos e, na Ásia Oriental, de 58% para 15% em 20 anos. Novas políticas económicas e sociais e o desenvolvimento industrial, contribuíram para essa evolução como, um século antes, na Europa e na América.
Bolsas de pobreza extrema estão espalhadas por todo o mundo, mesmo nos países ricos. São maiores na Ásia e algumas regiões da América Latina e sobretudo na África, o continente cronicamente pobre. As causas são múltiplas: a herança da economia colonial centrada na exploração de matérias-primas controlada pelos mercados dos países industrializados; a forma de exploração da propriedade agrícola e o primitivismo das técnicas de cultivo; governos corruptos e incompetentes, perpetuando-se no poder; revoluções e guerras tribais; doenças endémicas antigas como a malária, a cólera e a varíola, recentes como a Sida; analfabetismo e factores culturais adversos à mudança.
Nesta forma de pobreza a solução escassamente depende dos próprios. A pobreza é estrutural. Os indivíduos e as famílias estão de tal forma limitados em recursos, dependentes social e culturalmente, sujeitos a condições adversas que não podem por si sós enfrentar e resolver os problemas que os afectam. Precisam de intervenção exterior ao seu meio, em muitos casos, de ajuda variada oficial e particular.
A luta contra a pobreza requer uma estratégia integrada de cooperação internacional que promova a intervenção activa e participativa dos destinatários da ajuda, a criação de estruturas locais eficientes, a mudança de processos e comportamentos e a alteração das regras dos mercados para permitir o financiamento de projectos de desenvolvimento a médio e a longo prazo e a alteração do desnivelamento do comércio que desfavorece os países pobres com preços mais baixos nas exportações e mais altos nas importações.
É também necessária a implementação de múltiplas iniciativas locais com o envolvimento das populações em pequenos projectos com resultados quase imediatos na satisfação das necessidades básicas, na alteração da qualidade de vida e dos comportamentos nas áreas da agricultura, da saúde, do abastecimento de água e saneamento básico, da energia, da educação. O uso de fertilizantes e sementes de qualidade multiplicam a produção dos recursos alimentares, os cuidados médicos e sanitários diminuem a incidência das doenças endémicas e aumentam a capacidade de trabalho e bem estar, a educação juntamente com a alfabetização, pode promover a evolução das técnicas, o aproveitamento novo de recursos e a mudança de hábitos comportamentais.
Nos países desenvolvidos, há recursos para evitar a pobreza extrema. Apesar de tudo, ela existe. Atinge nichos de população isolada e marginalizada: idosos, doentes crónicos, mentais, deficientes, crianças abandonadas, sujeitos de dependências várias, inadaptados sociais, que não têm acesso aos esquemas de apoio existentes por ignorância, incapacidade ou até recusa dos formalismos burocráticos exigidos.
Existe uma pobreza endémica de raiz cultural de extractos da população marginalizados que não ultrapassam a dependência da assistência pública ou particular. Há assistidos da Misericórdia que têm várias gerações de dependência. Há jovens educados em lares que voltam ao comportamento criminoso ou à marginalidade social de que tinham sido retirados, em crianças.
Grande parte da população de pobres dependentes crónicos não são integrados pela escola que abandonam prematuramente sem qualificações, não criam hábitos de trabalho regular ou raramente o encontram com as habilitações que possui. A pobreza tende a reproduzir-se no seu meio de cultura.
Há aqueles que estão abaixo do limiar de pobreza, que vivem em condições de degradação do seu nível de vida e até de subsistência. De acordo com um estudo do Bloco de Esquerda do ano passado, são, no distrito do Porto, os idosos de baixa escolaridade, famílias monoparentais, sobretudo quando é a mulher que toma conta dos filhos, jovens com abandono escolar precoce ou desempregados de longa duração. A amostra não será diferente nas outras regiões do país.
A pobreza nos nossos dias não é apenas um fenómeno económico e social. Não deriva exclusivamente de factores estruturais. Nela intervêm factores de ordem pessoal e relacional. Tem muitas causas: a insegurança no trabalho, a instabilidade familiar e a separação de gerações que isola os indivíduos, os degrada psíquica e afectivamente e os torna vulneráveis a mudanças de estatuto económico; a marginalização social causada pelas diversas dependências e também por fenómenos do foro psíquico e da saúde mental; a pobreza moral e espiritual coexistente com situações de riqueza material ligada aos problemas de natureza afectiva e emocional, de sentido da vida e dos valores que lhe dão consistência.
Podemos diminuir os factores e os riscos de pobreza. Não podemos extinguir os casos individuais de pobreza. São uma das consequências e dos riscos da liberdade e da fragilidade humana. O indivíduo toma decisões ou recaem sobre ele consequências de decisões dos outros que o degradam económica e psiquicamente, o marginalizam. Resta-nos estar atento ao ser humano pobre, apoiá-lo na situação de dependência em que se encontra e fazer o possível por ajudá-lo a ultrapassá-la. Infelizmente, muitas vezes mais não podemos fazer que prestar-lhe assistência imediata: dar-lhe de comer, vesti-lo, tratá-lo, acompanhá-lo compassivamente.


Por Octávio Gil Morgadinho
Jornal da Família

18 de março de 2009

Bento XVI chegou a Camarões

16 de março de 2009

A Lei e as Leis


Javeh falou a Moisés e disse “Não te deites com um homem, como se fosse com uma mulher: É uma abominação”. É o que se colhe directamente da leitura do Livro do Levítico, escrito há milhares de anos com as prescrições de Deus a Moisés (cap.18, 22).

É mais que algo de erróneo, é um abomínio, algo de detestável. E sempre assim foi e, por mais voltas que se dê, como se pretendeu dar com o aborto, em torno de cuja problemática se teve a coragem, maldosa, de declarar que não era morte, desde o momento da concepção do feto, o que, agora, já não se desmente, porque aos políticos e seus sequazes já não interessa para colherem votos, pese embora se possa tolerar, como se entende, o homossexualismo é uma forma desviante de convivência.

A convivência íntima pela forma querida pelo autor da Criação é a que se exerce e pratica nos moldes de ajustamento entre um homem e uma mulher, não colhendo outra, como, por exemplo, e ainda, a entre o ser humano e animais (bestialismo).

Diga-se o que se disser, por mais voltas às palavras em que intelectuais, oportunistas políticos e políticos, são férteis para legitimarem situações, agradando a quem convém, jamais se adequará à convivência íntima entre pessoas do mesmo sexo, a noção de casamento. Poderá apelidar-se de união de facto, simplesmente união ou que quer que seja, mas nunca casamento.

O país está a estoirar como um odre fedorento repleto de problemas, que se espera não desagúem no pior e fazer-se uma lei a regulamentar o “casamento” de homossexuais é atentar contra a consciência colectiva, é esquecer que o dito “casamento”, só em meia dúzia de países, de todo o mundo - e são perto de 200 - está previsto, é tornarmo-nos avançados no que não carecemos.

É, mais uma vez, a descida à imitação do que não presta em que somos férteis.

E, a caminho da legalização, vem a eutanásia e do testamento final. Estas medidas visam distrair o povo dos reais problemas, sob a capa de um progressismo vazio, sombrio, doentio, obsessivo, pouco inteligente, sustentado por uma meia dúzia que a história vai esquecer, como tantos outros, a curto tempo.Convém, no meio da crise apregoada, esquecer aquele cidadão, que nunca foi pedinte, antes trabalhador, agora desempregado que estende a mão à caridade, envergonhadamente; convém a erosão de valores porque assim se descansa mais na lassidão de costumes instalada; estão muito gratos, atentos, veneradores e muitíssimo obrigados aqueles a quem interessa; convém tanta coisa que até se tem medo de gritar. Ocorre-nos, como César, invectivou Catilina, dizer “Quousque, tandem, Catilina abuttere patientia nostra“, ou seja e de forma actualista, até quando alguns abusarão da paciência de tantos?


Por Armindo Monteiro

Valores em época de crise


Tem-se falado da ganância dos gestores de produtos financeiros e seus utilizadores que levou uns e outros a riscos desmedidos com as consequências que se conhecem. A ânsia do lucro exagerou a suposta capacidade empreendedora e inovadora de alguns e baixou o limiar de prudência, muitos para aceitar a promessa de lucros extraordinários sem a garantia adequada.
Acreditamos facilmente nas promessas que desejamos. Por isso a “pirâmide” repete-se com pobres e ricos, sejam os vigaristas Ponzi, D. Branca ou Madoff.
A presente crise vai implicar revisão de formas de estar na vida, dos valores que servem de referência às práticas sociais e individuais e submeter à vigilância crítica a racionalidade das práticas financeiras, a fiabilidade dos modelos económicos, a segurança das entidades e instrumentos de regulação e ligar a liberdade de iniciativa à correspondente responsabilidade.

A nossa sociedade tem vistas curtas. Fascinada pelo imediato, aparente e propagandeado, acredita cegamente no que lhe convém e tem alguma superstição pelo rotulado de novo sob aparência técnica e científica.
Concede a primazia aos valores individuais do sucesso, da competição e do triunfo a qualquer preço, favorece a aparência e o luxo, estimula a posse e o consumo, o prazer e a satisfação sem limites do desejo.
A comunicação de massas exibe em espectáculo os modelos do triunfo fácil e da riqueza, os fruidores do ócio e do luxo, a minoria esbanjadora, jovem e saudável, que faz sonhar e esquecer o quotidiano do trabalho modesto e devotado, da vida partilhada, solidária e frugal, da contribuição anónima para que o mundo seja o que é.
As condições actuais levantam suspeitas sobre a validade dessas crenças. A profundidade da crise tornou patente a evolução cíclica da economia, a insegurança das suas previsões e dos seus modelos científicos. Não há prosperidade para sempre. Os altos e baixos dos fluxos financeiros, as oscilações da actividade económica sucedem-se com alguma imprevisibilidade e com eles os rendimentos do trabalho e do investimento, a consequentemente segurança no emprego, a capacidade financeira e o estatuto social dos indivíduos.
Velhos valores voltam a ser chamados à actualidade.
sobriedade nos gastos, a gestão cuidadosa dos bens, tendo em conta o médio e o longo prazo.
poupança qual almofada de apoio para prevenir a incerteza do futuro, as descontinuidades do trabalho, as contingências da vida e alimentar o investimento.
Já sabíamos que os empregos para toda a vida tinham desaparecido.
A crise veio agravar a situação e mostrar que ninguém tem seguro o trabalho, o lugar e o estatuto económico. Cada um precisa prevenir-se para a hipótese do desemprego, para outro trabalho, outro emprego, com outro rendimento. Ninguém pode alienar as suas responsabilidades.
A sociedade não resolve tudo. Cada um tem de controlar as suas dependências num mundo em que as oportunidades estão ligadas aos riscos e a qualidade de vida aos padrões e possibilidades escolhidas entre as acessíveis.
solidariedade. A crise tornou evidente que todos dependemos uns dos outros nos problemas e nas soluções. São precisos acordos para conciliar os interesses de todos e definir as possibilidades de cada um. A globalização obriga a considerar a realidade uns dos outros, as suas carências e exigências, os valores e ambições legítimas, os seus deveres e aspirações. É necessária uma solidariedade concreta, de proximidade mais atenta ao outro que ultrapasse a escala dos indivíduos e mobilize as comunidades. O súbito desemprego, o acumular de dívidas, o colapso de pequenas empresas, o extravio de poupanças cria necessidades inesperadas e constrangimentos que requerem resposta imediata para assegurar a subsistência e equilíbrio psicológico e moral de pessoas e famílias. A percepção comum de ameaça, a tomada de consciência da dependência e da pobreza, a instabilidade e insegurança aproximam e favorecem o sentido da cooperação e a solidariedade contra a competição estéril.
O mito do sucesso fácil, através de estratagemas e malabarismos dos “espertos” está posto em causa. Permanece o valor do trabalho como meio de subsistência, realização da capacidade criadora e participação no bem comum da sociedade. O trabalho é garante de autonomia.
A profissão não pode ser vista apenas na perspectiva de enriquecimento individual. Tem uma função social. E como tal deve ser regulada. Nem todos podem ter a mesma ocupação, mas todos devem ter oportunidade expandir as suas potencialidades e poder de iniciativa e atingir o sucesso correspondente ao investimento, à competência do seu trabalho e às disponibilidades do mercado.
“As pessoas de sucesso são aquelas que fizeram o máximo da série de dons que lhe foram concedidos pela sua cultura ou história, pela sua geração” - declara Malcolm Gla-dwell, autor do livro Outliers:The story ofSuccess
educação é factor básico de valorização pessoal, de promoção social, do potencial de trabalho e emprego e da respectiva independência económica. É hoje o verdadeiro património que nenhuma crise desvaloriza. O investimento na educação é seguro ao nível dos indivíduos e dos países. Exige-o a evolução tecnológica, as condições de produção e o mercado de trabalho. Daí que o potencial económico de um país seja medido pela eficiência do seu ensino e a sua vitalidade avaliada pela capacidade da escola superar as desigualdades e integrar e promover os socialmente marginalizados.
À educação compete a formação do carácter e do sentido moral, o fortalecimento do sentido ético da existência, a preparação para a vida real, ensinando a enfrentar as dificuldades a gerir meios, expectativas e possibilidades.
Deve contribuir para a estruturação dum projecto de vida, exercitar a atitude crítica e a liberdade responsável.
A educação é a formação da pessoa para a convivência, para o respeito e para a colaboração, para a responsabilidade por si e para a partilha das responsabilidades das comunidades em que necessariamente terá de viver.
Uma família estável e estruturada é um valor pessoal e comunitário no plano da realização pessoal e partilha de vida, do desenvolvimento psicológico, da estabilidade afectiva e de saúde espiritual. É também um valor social e económico. Ser mãe solteira ou desfazer um casamento são factores de empobrecimento pela alteração de projecto de vida, pelas consequências económicas e pelas dependências e instabilidade que provoca.
“Os filhos são uma bênção de Deus” - diz o Livro dos Salmos (S 126). Uma família unida no amor é também factor de prosperidade.
As nossas sociedades desenvolvidas precisam de famílias com filhos que garantam o capital mais valioso, o humano, uma população estável. A Europa e nela Portugal tendem a tornar-se sociedades velhas com o predomínio dos não activos na sociedade e a diminuição da capacidade criativa, inovadora e produtiva dos mais novos. A prosperidade das sociedades, o nosso futuro, precisa de filhos, precisa da família.






Por Octávio Gil Morgadinho

13 de março de 2009

Na rota cultural das terras da Beira



O Catálogo da “Casa Museu Mons. Alves Brás” vai ser lançado na tarde do dia 15 de Março, nas diversas cidades de país.
A "Casa Museu Mons. Alves Brás” fica situada no centro de Casegas, bem perto da Serra da Estrela, que serviu de berço e de escola ao Fundador do Jornal da Família, agora restaurada e adaptada para eternizar a memória da sua pessoa, vida e obra, inaugurada e aberta ao público desde 20 de Julho passado.

O Jornal da Família, convida os seus assinantes e leitores a associarem-se ao evento e, quando puderem, a visitar a Casa Museu.
É um lugar e um espaço de muito interesse, fazendo parte de uma rota cultural das terras da Beira, que vale a pena conhecer. Quem tiver curiosidade de perceber como se forjou a alma do Apóstolo das famílias, em Portugal, vá a Casegas, visite a Casa Museu e ali descobrirá o segredo.
A iniciativa é do Instituto Secular das Cooperadoras da Família, que deste modo assinala o 43º aniversário da sua entrada no seio do Pai, e o 1º aniversário do decreto do reconhecimento da heroicidade das suas virtudes, por Bento XVI.
Aliás, o mês de Março é um mês cheio de marcas históricas da vida de Mons. Brás. Ao 43º aniversário da sua partida para o Céu, e do primeiro ano do reconhecimento da heroicidade de suas virtudes, junta-se o 110º do seu nascimento, respectivamente a 13, 15 e 20 de Março, razão que nos dá um novo ensejo para celebrar com acrescida gratidão o homem, que dedicou a maior parte da sua vida e ministério sacerdotal ao serviço das famílias e dos mais pobres.
O contexto social em que o jovem padre Brás iniciava o seu ministério, não era menos exigente, nem menos dramático, do que aquele que nos é dado viver hoje. O contexto social dos anos trinta era de verdadeira crise económica, de decadência religiosa de movimentos migratórios do mundo rural para o urbano e, portanto, de grande fragilidade social.
Lendo, à luz do Evangelho e com visão profética os dramáticos acontecimentos e sua incidência nas famílias, e nos mais pobres, o Pe. Brás soube munir-se das armas pacíficas da oração e da acção concertada e sem lamentações estéreis, para enfrentar toda a espécie de dificuldades, que para ele se convertiam em apaixonantes desafios, na defesa das famílias e das empregadas domésticas.
Por isso deixou obra feita e pode ser considerado um “Mestre” inspirador para quantos anseiam e trabalham hoje, por uma sociedade mais justa, e respeitadora dos direitos humanos.
O Jornal da Família, imbuído do espírito do seu fundador, continua a evidenciar o valor da família fundada no sacramento do Matrimónio, a sua importância social e eclesial, no mundo hodierno.


Por Fátima Castanheira, cf
Jornal da Família

O CAF assinalou 10 anos de funcionamento



No passado dia 30 de Janeiro, o Centro de Aconselhamento Familiar - o CAF Coimbra – comemorou dez anos de funcionamento.
Para assinalar esta data, o Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar (SDPF) promoveu uma sessão solene, na Casa Municipal da Cultura, com a presença, entre outras individualidades, do Bispo de Coimbra, D. Albino Mamede Cleto, do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Coimbra e vereador da Cultura, Eng. João Rebelo e Dr. Mário Nunes, respectivamente, e do chefe de gabinete do Governador Civil (também em representação da Secretária de Estado Adjunta da Reabilitação). Depois dos discursos de circunstância proferidos pelo presidente do SDPF, Jorge Cotovio, e coordenadora do CAF, Emília Cardoso, que contextualizaram historicamente o Centro e destacaram o papel desempenhado pelos colaboradores do serviço, assistiu-se a uma conferência proferida pela Dra. Ana Cid Gonçalves, secretária-geral da APFN (Associação Portuguesa de Famílias Numerosas), subordinada ao tema “Família, garantia de futuro”.
Nesta oportunidade, e tendo por base excertos do documentário “O Inverno demográfico”, a conferencista apresentou um cenário tendencialmente dramático da situação demográfica a nível mundial e a nível nacional. O casamento tardio, o reduzido número de filhos por casal e a facilitação do divórcio são factores que em nada favorecem a construção de uma sociedade mais justa e “civilizacional”. Segundo a conferencista, só com (muitas) famílias com três ou mais filhos poderá haver reposição da população; caso contrário como está a suceder presentemente em Portugal -, caminhamos para uma s o c i e d a d e suicida. Desta forma, há que promover políticas públicas que promovam a união e coesão da família, pois não precisamos apenas de mais crianças, mas sobretudo de filhos que nasçam em lares de confiança, onde exista estabilidade conjugal. Depois da conferência, fez-se o lançamento do caderno alusivo aos dez anos de funcionamento do CAF, bem como de dois outros projectos associados o “Porto Solidão”, uma valência que procurará atender os casos cada vez mais frequentes de solidão e abandono, e o “CAF-Jovem”, um serviço de aconselhamento mais dirigido aos namorados e casais novos, de modo a prevenir futuros conflitos e rupturas. Nascido de uma feliz parceria entre o SDPF e o Instituto Secular das Cooperadoras da Família (ISCF), o CAF já atendeu mais de 2200 pessoas, (o que corresponde a quase 4000 encontros realizados), continuando a crescer de ano para ano o número de solicitações, embora se mantenham as principais motivações: conflitos conjugais e geracionais. Com um leque alargado de voluntários (assistentes sociais, médicos, juristas, psicólogos, gestores financeiros, sacerdotes, etc.), o CAF Coimbra é coordenado, desde o seu início, pela Dra. Emília Cardoso, do ISCF, também responsável pelos primeiros atendimentos e pela triagem, numa dedicação que se estende pelas 24 horas do dia. O CAF, embora seja uma instituição da Igreja de Coimbra, está ao serviço de todas as famílias, independentemente do seu credo religioso. Os contactos são os seguintes:

Por Jorge Cotovio

Rua Gil Vicente, nº2
3000-202 Coimbra,
Telef. 239 723989, Fax 239 401856,
Tlm 969881159,
Email: cafcoimbra@sapo.pt.

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