Diário da Assembleia Geral do ISCF
“Tudo o que se fizer a bem da família, por pequeno que seja é grande”. (Mons. Brás)
A Família no centro das atenções
Encontra aqui os vários artigos do Dr. Juan Ambrósio sobre a Família...
Encontro Mundial das Famílias 2015
O Vaticano apresentou dia 24 de março em conferência de imprensa o 7.º Encontro Mundial da Família, que vai decorrer de 22 a 27 de setembro de 2015 na cidade norte-americana de Filadélfia.
A saúde mental dos portugueses
Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas...
O trabalho, dom e direito
A sociedade portuguesa e internacional, vive uma situação de crise generalizada e de aumento das desigualdades sociais...
Longe vão os tempos
Longe vão os tempos dos preconceitos culturais em que se aceitava que era a mãe que tinha de cuidar dos filhos...
Dar esperança em tempo de crise
Vivemos tempos difíceis. A família, como célula base da sociedade, é imediatamente afetada por esta crise generalizada e que promete perdurar. Neste contexto, exige-se um novo paradigma, uma nova forma de estar e de nos relacionarmos.
7 de maio de 2009
Jornalismo
3 de maio de 2009
O vocação na rede
27 de abril de 2009
24 de abril de 2009
33 causas portuguesas abertas no Vaticano
As Dioceses de Portugal têm abertos no Vaticano 33 processos de beatificação e canonização, ao que a Agência ECCLESIA conseguiu apurar junto da Congregação para as Causas dos Santos (CPCS).
Deste conjunto de possíveis santos e beatos portugueses, os últimos a terem visto o seu processo avançar foram a Irmã Maria Clara do Menino Jesus (1843-1899), natural de Lisboa, fundadora da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, e Mons. Joaquim Alves Brás (1899-1966), que fundou a Obra de Santa Zita. Ambos foram proclamados veneráveis, por Bento XVI, no ano 2008, com o reconhecimento das suas “virtudes heróicas”, o último “degrau” antes da beatificação, que fica agora dependente do reconhecimento de um milagre.
Segundo os dados fornecidos pelo Vaticano, os últimos processos registados foram os relativos à Madre Virgínia da Paixão e à Irmã Maria do Monte, ambos abertos pela Diocese do Funchal. Outros seguem os passos necessários, como é o caso da Irmã Maria Rita de Jesus, do Porto, ou da Ir. Lúcia de Jesus, Vidente de Fátima. (ler mais)
Ecclesia
23 de abril de 2009
Igreja deixa alertas para as eleições
Num ano com 3 actos eleitorais, os Bispos irão publicar esta Quinta-feira uma Nota Pastoral sobre o direito e o dever de votar. A CEP está reunida em assembleia plenária até amanhã, em Fátima.
Segundo o secretário do organismo episcopal, Pe. Manuel Morujão, o documento quer servir para ajudar os portugueses numa escolha “consciente e esclarecida”. “Certamente não é para dizer onde é que se deve pôr uma cruz”, esclareceu, negando assim qualquer intenção dos Bispos em darem orientação de voto. (ler mais)
13 de abril de 2009
Crise: IPSS não conseguem ajudar quem precisa
O Executivo não vai criar nenhum fundo de emergência, como pretendia a Confederação Nacional das Instituições Particulares de Solidariedade Social… no entanto, compromete-se apoiar as instituições que se encontram em situação mais grave.
“Há garantias da parte do Governo que, caso a caso, haverá uma forma de resolver a situação” – explicou o Padre Lino Maia, presidente da CNIS
Neste momento há 4 instituições de Solidariedade Social que correm o risco de fechar portas… mas há várias dezenas em grandes dificuldades devido à diminuição das comparticipações dos utentes.
O Padre Lino Maia adianta ainda que as negociações com o Governo vão continuar para que seja definida uma politica mais justa de apoio ao sector social.
Ecclesia
11 de abril de 2009
Vigília Pascal
1) A liturgia da luz consiste na bênção do fogo, na preparação do círio e na proclamação do precónio pascal. O lume novo e o círio pascal simbolizam a luz da Páscoa, que é Cristo, luz do mundo. O texto do precónio evidencia-o quando afirma que «a luz de Cristo (...) dissipa as trevas de todo o mundo» e convida a «celebrar o esplendor admirável desta luz (...) na noite ditosa, em que o céu se une à terra, em que o homem se encontra com Deus!».
2) A liturgia da Palavra propõe sete leituras do Antigo Testamento, que recordam as maravilhas de Deus na história da salvação e duas do Novo Testamento, ou seja, o anúncio da Ressurreição segundo os três Evangelhos sinópticos, e a leitura apostólica sobre o Baptismo cristão como sacramento da Páscoa de Cristo. Assim, a Igreja, «começando por Moisés e seguindo pelos Profetas» (Lc 24,27), interpreta o mistério pascal de Cristo. Toda a escuta da Palavra é feita à luz do acontecimento-Cristo, simbolizado no círio colocado no candelabro junto ao Ambão ou perto do Altar.
3) A liturgia baptismal é parte integrante da celebração. Quando não há Baptismo, faz-se a bênção da fonte baptismal e a renovação das promessas do Baptismo. Do programa ritual consta, ainda, o canto da ladainha dos santos, a bênção da água, a aspersão de toda a assembleia com a água benta e a oração universal. A Igreja antiga baptizava os catecúmenos nesta noite e hoje permanece a liturgia baptismal, mesmo sem a celebração do Baptismo.
4) A liturgia eucaristica é o momento culminante da Vigília, qual sacramento pleno da Páscoa, isto é, a memória do sacrifício da Cruz, a presença de Cristo Ressuscitado, o ápice da Iniciação cristã e o antegozo da Páscoa eterna.
Estes quatro momentos celebrativos têm como fio condutor a unidade do plano de salvação de Deus em favor dos homens, que se realiza plenamente na Páscoa de Cristo por nós. Por consequência, a Ressurreição de Cristo é o fundamento da fé e da esperança da Igreja.
Gostaria de destacar dois elementos expressivos desta solene vigília: a luz e a água.
A Vigília na noite santa abre com a liturgia da luz, evocando a ressurreição de Cristo e a peregrinação de Israel guiado pela coluna de fogo. A liturgia salienta a potência da luz, como o símbolo de Cristo Ressuscitado, no círio pascal e nas velas que se acendem do mesmo, na iluminação progressiva das luzes da igreja, ao acender das velas do altar e com as velas acesas na mão para a renovação das promessas baptismais. O símbolo mais iluminador é o círio, que deve ser de cera, novo cada ano e relativamente grande, para poder evocar que Cristo é a luz dos povos. Ao acender o círio pascal do lume novo, o sacerdote diz: «A luz de Cristo gloriosamente ressuscitado nos dissipe as trevas do coração e do espírito» e depois apresenta o círio como «lumen Christi=a luz de Cristo». Quando alguém nasce, costuma-se dizer que «veio à luz» ou que «a mãe deu à luz». Podemos, por isso dizer que a Igreja veio à luz na Páscoa de Cristo. De facto, toda a vida da Igreja encontra a sua fonte no mistério da Páscoa de Cristo.
A água na liturgia é, igualmente, um símbolo muito significativo. «A água é rica de mistério» (R. Guardini). Ela é simples, pura, limpa e desinteressada. Símbolo perfeito da vida, que Deus preparou, ao longos dos tempos, para manifestar melhor o sentido do Baptismo. A oração da bênção da água faz memória da acção salvífica de Deus na história através da água. Com efeito, a água é benzida, para que o homem, criado à imagem e semelhança de Deus, «no sacramento do Baptismo seja purificado das velhas impurezas e ressuscite homem novo pela água e pelo Espírito Santo». Na tradição eclesial, a fonte baptismal é comparada ao seio materno e a Igreja à mãe que dá à luz
O simbolismo fundamental da celebração litúrgica da Vigília é o de ser uma “noite clara”, ou melhor «a noite que brilha como o dia e a escuridão é clara como a luz». Esta noite inaugura o “Hodie=Hoje” da liturgia, como se tratasse de um único dia de festa sem ocaso (o dia da celebração festiva da Igreja que se prolonga pela oitava pascal e pelos cinquenta dias do Tempo pascal), no qual se diz «eis o dia que fez o Senhor, nele exultemos e nos alegremos» (Sl 118).
9 de abril de 2009
Redignificar o acto sexual é urgente
Situações semelhantes multiplicam-se: abusos, violações, redes de pedofilia, desaparecimento de crianças, etc. São actos que destroem para sempre a dignidade das crianças, o sentido de respeito e valor pessoal, impedindo-as de crescer sadia e naturalmente.
Estes comportamentos desviantes, são o fruto que os mais novos receberam das gerações que têm na mão o processo e os princípios educativos e revelam uma concepção da sexualidade bastante redutora.
A sexualidade não é pura actividade sexual, não é uma indomável procura de satisfação dos instintos sexuais, que ignora completamente o 'objecto' de satisfação, é uma energia que reveste toda a pessoa e pode (e deve) ser integrada num projecto e estar ao seu serviço.
Se as gerações mais velhas são as responsáveis do processo, então percebe-se que elas próprias andam à deriva, sem referências antropológicas da dignidade humana e da consciência do testemunho que deveriam oferecer às jovens gerações. Que imagem de pai e mãe ficará para sempre gravada na memória afectiva dessas crianças usadas e abusadas sexualmente?
Quem se arroga o direito de antecipar experiências na vida dos filhos ou crianças, filhos de outros, que impedirão de, mais tarde, descobrir a beleza e a força positiva dessa energia afectiva e sexual, geradora de vida e amor? A plenitude do acto sexual, não pode acontecer no abuso de um outro, mas implica o amor, o respeito e o envolvimento das partes e não o domínio de uma sobre a outra.
Dá que pensar... estando o país a braços com problemas sérios, porquê esta urgência do Governo, mais concretamente de alguns partidos, em aprovar um Decreto-lei sobre a Educação Sexual nas Escolas? Um projecto que afunila desde logo a visão, como se as relações sexuais fossem mesmo um facto consumado, sem possibilidade de reconsideração. Importa ter presente, diz o decreto, "que os números de infectados de HIV/SIDA em Portugal (com mais de 30 000 portugueses infectados, dos quais 15% com menos de 25 anos), a elevada taxa de gravidez na adolescência e os comportamentos sociais discriminatórios em relação ao género e à orientação sexual são ainda suficientemente preocupantes para justificar novas medidas que assegurem uma efectiva aplicação da educação sexual em meio escolar".
A mensagem é: o que importa é prevenir, o resto divirtam-se à vontade. Os conteúdos indicados até ao 4º ano de escolaridade, são exagerados para a idade: "A educação sexual no ensino básico deve comportar os seguintes conteúdos curriculares até ao 4.º ano de escolaridade: a) Noção de corpo; b) O corpo em harmonia com a natureza; c) Noção de família; d) Diferenças entre rapazes e raparigas; e) Protecção do corpo e noção dos limites. 2 - A educação sexual no ensino básico deve comportar os seguintes conteúdos curriculares nos 5.º e 6.º anos: a) Aspectos biológicos e emocionais da puberdade; b) O corpo em transformação; c) Caracteres sexuais secundários; d) Diversidade e tolerância; e) Sexualidade e género; f) Reprodução humana e crescimento; g) Contracepção e planeamento familiar.
Nestas idades ainda não existem condições físicas e psicológicas para perceber o alcance do verdadeiro acto sexual. A personalidade está ainda em construção e exige uma linguagem e explicações ajustadas à idade e capacidade. Tudo tem o seu tempo e a sua idade.
O Decreto "impõe uma carga horária mínima de 12 horas por ano lectivo dedicada à educação sexual nos ensinos básico e secundário; prevê que exista nas escolas dos 2º e 3º ciclos “um gabinete de informação e apoio no âmbito da educação para a saúde e educação sexual” aberto pelo menos três horas por semana que, no ensino secundário, “deve assegurar aos alunos a distribuição gratuita de métodos contraceptivos não sujeitos a prescrição médica”; obriga ainda as escolas a “dedicar um dia em cada ano lectivo à educação sexual, envolvendo a comunidade escolar em palestras, debates, formação ou outras actividades”.
Mas porque não se deixar aos pais esta tarefa de educar para a sexualidade? Porque não hão-de os filhos descobrir a beleza da sexualidade no amor dos pais, nas suas carícias, na sua troca de afectos e mesmo na percepção da entrega corporal num projecto a dois? Aprender a sexualidade a partir desta harmonia, desta beleza e deste respeito no amor e por amor, geraria de certeza pessoas muito mais equilibradas, mais donas de si e mais amadas. Isso só os pais.
Porque há-de ser o estado a regular estas coisas que aos pais ou a outras instâncias educativas dizem respeito? O estado não é pai nem mãe, não pode impor deste modo.
O que é urgente, não é a educação sexual, mas sim o redignificar o acto sexual como algo próprio do casamento, onde as relações humanas são respeitadas e humanizadas e não meras experiências de prazer, ou 'mero uso' do outro. O que se vive hoje é uma procura de sexo só por si, sem compromisso, muito menos pensando em casamento.
Nem se fala numa “educação para a abstinência” o que seria um método desaprovado para evitar gravidezes indesejadas. Apenas basta a pílula e preservativos.
Daqui resultam, como está à vista, um número cada vez maior de divórcios, gravidezes adolescenciais, relações efémeras e passageiras, instáveis, filhos daqui e dali, irmãos e meios-irmãos, famílias que já não são famílias, são trapalhices.
Há que reinventar a verdadeira educação sexual e ajustá-la aos tempos e à idade, evitando que a curiosidade se sobreponha ao conhecimento e ao domínio de si.
Por Maria Vieira
5 de abril de 2009
Jovens católicos em festa
Na mensagem, o Papa convida a não ceder “à lógica do interesse egoísta”, cultivando, pelo contrário, “o amor pelo próximo” e colocando as capacidades humanas e profissionais “ao serviço do bem comum e da verdade”.
O XXIV Dia Mundial da Juventude será celebrado, em 2009, ao nível de cada Diocese, no Domingo de Ramos (5 de Abril). A mensagem papal tem como título “Pusemos a nossa esperança no Deus vivo”. (ler mais)
2 de abril de 2009
Papa João Paulo II muito recordado
No dia 2 de abril, aniversário do falecimento, às 18 horas na Basílica Vaticana, Papa Bento XVI celebra uma missa com a participação dos jovens de Roma. A João Paulo II se inspiraram numerosos grupos de espiritualidade, que reúnem fiéis de todas as idades e condições sociais. Um ano atrás, neste dias, foi entregue à Congregação das Causas dos Santos a chamada Positio, a relação que une toda a investigação preliminar sobre o falecido pontífice em vista de um pronunciamento para a beatificação.
Os textos foram recolhidos pela Postulação para a Causa de Beatificação que documentou um milagre que aguarda agora a resposta da Congregação mesma.
Mensagem de Bento XVI para o 46.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações
(ler mais)
26 de março de 2009
Aborto, a realidade sem disfarce
25 de março de 2009
A Igreja está na vanguarda do tratamento dos doentes com SIDA
23 de março de 2009
O Voto Católico
Por Rita Modelo
20 de março de 2009
Pobrezas

Na Dinamarca, como, em geral, na União Europeia, aplica-se a convenção que considera pobre o cidadão que aufere um rendimento inferior a 60% da mediana do país. Na Dinamarca e nos países mais prósperos da Europa, é considerado pobre quem dispõe de menos de €900 mensais. Noutros como a Hungria ou a Polónia, o limiar da pobreza desce para os duzentos euros. Portugal situar-se-á pelo meio da escala, por volta dos €400. De acordo com o critério, a população abaixo do limiar de pobreza será de 20%, ao nível da Espanha, Irlanda e Grécia. Esta é a pobreza relativa. As necessidades básicas, os cuidados primários de saúde e de educação estão assegurados, o acesso ao trabalho varia, mas as prestações sociais amenizam a falta ou incapacidade de trabalho.
Nas regiões em desenvolvimento, outro é o critério aplicado: pobre é o que dispõe de menos de 1 a 2 dólares por dia. Em todo o mundo, à volta de um bilião de pessoas estão nessas condições. Ser pobre significa ter a vida continuamente ameaçada pela fome crónica, pela falta de água potável, de condições de higiene e abrigo, de cuidados médicos mínimos para combater as doenças endémicas, assistir crianças e idosos ou prestar socorro nas emergências normais da maternidade. É a pobreza extrema. A estatística distingue desta a pobreza moderada pelo acesso a alguns destes recursos e cuidados mínimos embora de forma limitada. A pobreza extrema diminuiu no mundo para metade nos últimos 25 anos e, na Ásia Oriental, de 58% para 15% em 20 anos. Novas políticas económicas e sociais e o desenvolvimento industrial, contribuíram para essa evolução como, um século antes, na Europa e na América.
Por Octávio Gil Morgadinho
Jornal da Família
18 de março de 2009
16 de março de 2009
A Lei e as Leis
Valores em época de crise

13 de março de 2009
Na rota cultural das terras da Beira
A "Casa Museu Mons. Alves Brás” fica situada no centro de Casegas, bem perto da Serra da Estrela, que serviu de berço e de escola ao Fundador do Jornal da Família, agora restaurada e adaptada para eternizar a memória da sua pessoa, vida e obra, inaugurada e aberta ao público desde 20 de Julho passado.
O Jornal da Família, convida os seus assinantes e leitores a associarem-se ao evento e, quando puderem, a visitar a Casa Museu.
É um lugar e um espaço de muito interesse, fazendo parte de uma rota cultural das terras da Beira, que vale a pena conhecer. Quem tiver curiosidade de perceber como se forjou a alma do Apóstolo das famílias, em Portugal, vá a Casegas, visite a Casa Museu e ali descobrirá o segredo.
A iniciativa é do Instituto Secular das Cooperadoras da Família, que deste modo assinala o 43º aniversário da sua entrada no seio do Pai, e o 1º aniversário do decreto do reconhecimento da heroicidade das suas virtudes, por Bento XVI.
Aliás, o mês de Março é um mês cheio de marcas históricas da vida de Mons. Brás. Ao 43º aniversário da sua partida para o Céu, e do primeiro ano do reconhecimento da heroicidade de suas virtudes, junta-se o 110º do seu nascimento, respectivamente a 13, 15 e 20 de Março, razão que nos dá um novo ensejo para celebrar com acrescida gratidão o homem, que dedicou a maior parte da sua vida e ministério sacerdotal ao serviço das famílias e dos mais pobres.
O contexto social em que o jovem padre Brás iniciava o seu ministério, não era menos exigente, nem menos dramático, do que aquele que nos é dado viver hoje. O contexto social dos anos trinta era de verdadeira crise económica, de decadência religiosa de movimentos migratórios do mundo rural para o urbano e, portanto, de grande fragilidade social.
Por isso deixou obra feita e pode ser considerado um “Mestre” inspirador para quantos anseiam e trabalham hoje, por uma sociedade mais justa, e respeitadora dos direitos humanos.
O Jornal da Família, imbuído do espírito do seu fundador, continua a evidenciar o valor da família fundada no sacramento do Matrimónio, a sua importância social e eclesial, no mundo hodierno.
O CAF assinalou 10 anos de funcionamento
Nesta oportunidade, e tendo por base excertos do documentário “O Inverno demográfico”, a conferencista apresentou um cenário tendencialmente dramático da situação demográfica a nível mundial e a nível nacional. O casamento tardio, o reduzido número de filhos por casal e a facilitação do divórcio são factores que em nada favorecem a construção de uma sociedade mais justa e “civilizacional”. Segundo a conferencista, só com (muitas) famílias com três ou mais filhos poderá haver reposição da população; caso contrário como está a suceder presentemente em Portugal -, caminhamos para uma s o c i e d a d e suicida. Desta forma, há que promover políticas públicas que promovam a união e coesão da família, pois não precisamos apenas de mais crianças, mas sobretudo de filhos que nasçam em lares de confiança, onde exista estabilidade conjugal. Depois da conferência, fez-se o lançamento do caderno alusivo aos dez anos de funcionamento do CAF, bem como de dois outros projectos associados o “Porto Solidão”, uma valência que procurará atender os casos cada vez mais frequentes de solidão e abandono, e o “CAF-Jovem”, um serviço de aconselhamento mais dirigido aos namorados e casais novos, de modo a prevenir futuros conflitos e rupturas. Nascido de uma feliz parceria entre o SDPF e o Instituto Secular das Cooperadoras da Família (ISCF), o CAF já atendeu mais de 2200 pessoas, (o que corresponde a quase 4000 encontros realizados), continuando a crescer de ano para ano o número de solicitações, embora se mantenham as principais motivações: conflitos conjugais e geracionais. Com um leque alargado de voluntários (assistentes sociais, médicos, juristas, psicólogos, gestores financeiros, sacerdotes, etc.), o CAF Coimbra é coordenado, desde o seu início, pela Dra. Emília Cardoso, do ISCF, também responsável pelos primeiros atendimentos e pela triagem, numa dedicação que se estende pelas 24 horas do dia. O CAF, embora seja uma instituição da Igreja de Coimbra, está ao serviço de todas as famílias, independentemente do seu credo religioso. Os contactos são os seguintes:
Por Jorge Cotovio
Rua Gil Vicente, nº2

























