Diário da Assembleia Geral do ISCF

“Tudo o que se fizer a bem da família, por pequeno que seja é grande”. (Mons. Brás)

A Família no centro das atenções

Encontra aqui os vários artigos do Dr. Juan Ambrósio sobre a Família...

Encontro Mundial das Famílias 2015

O Vaticano apresentou dia 24 de março em conferência de imprensa o 7.º Encontro Mundial da Família, que vai decorrer de 22 a 27 de setembro de 2015 na cidade norte-americana de Filadélfia.

A saúde mental dos portugueses

Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas...

O trabalho, dom e direito

A sociedade portuguesa e internacional, vive uma situação de crise generalizada e de aumento das desigualdades sociais...

Longe vão os tempos

Longe vão os tempos dos preconceitos culturais em que se aceitava que era a mãe que tinha de cuidar dos filhos...

Dar esperança em tempo de crise

Vivemos tempos difíceis. A família, como célula base da sociedade, é imediatamente afetada por esta crise generalizada e que promete perdurar. Neste contexto, exige-se um novo paradigma, uma nova forma de estar e de nos relacionarmos.

26 de fevereiro de 2009

Bater no fundo?

Quem todos os dias são bombardeados pelo progressivo adensamento da crise nas suas múltiplas facetas, tem a sensação de que se vai mesmo bater no fundo.
Todo o mundo 'grita' a necessidade de mudança: a família está mal, a escola está mal, os jovens vivem sem referência, verdadeiras marionetes das modas, do afecto, da droga, do vandalismo; a pobreza está aumentar; o desemprego a subir; os bancos a falirem; a natalidade a baixar e o país a envelhecer; a corrupção a aumentar; a dívida externa a crescer; a produção a inflectir, a Europa a reclamar etc... É normal que o comum cidadão diga para si mesmo, vai-se bater no fundo?
Na verdade as coisas complicam-se se, quando se está na iminência de bater no fundo, e se continua, teimosamente, a defender e a aprovar os princípios e as políticas que, gradualmente, foram atirando o país e os cidadãos para este caos.
Face a este panorama, as atitudes podem ser duas: A primeira, e a mais fácil, é aquela de, enraivecidamente, encontrar os 'culpados', acusando, lamentando, maldizendo, questionando, atirando pedras, etc. A segunda, e a mais construtiva, é a que se propõe aprender com os erros, os pessoais e os dos outros, para que panorama idêntico não se volte a repetir.
Esta última postura, é mais pessoal, desafia o sentido de co-responsabilidade. A pessoa assume uma postura cooperante, face ao inevitável, que não significa aceitação de tudo, antes, exige o confronto e a procura do melhor para todos e não apenas para 'mim'. É mais que evidente que se foi longe de mais em muitas situações, os interesses pessoais sobrepuseram-se, sem dúvida, ao bem comum e isso deveria ser penalizado, na proporção.
Evitar que se bata no fundo, diz respeito a cada cidadão e exige sobriedade, transparência, coerência de critérios, pois há contra-valores que não servem a mudança, porque nocivos ao bem comum. Não se sabe se Obama vai conseguir ser fiel ao que prometeu e às elevadíssimas expectativas dos
Americanos e do mundo, mas o que é verdade é que a apresentação de um código de ética governativo, foi uma das suas primeiras medidas para fazer face à crise. Que esta lição sirva a cada cidadão e ao governo português.


por Maria Vieira

«Milagre do Sol» chega ao Cinema

Encontra-se já em fase de pós-produção o filme "O 13.º Dia. Um milagre em Fátima", de Ian e Dominic Higgins, que retrata o fenómeno das aparições de Nossa Senhora em Fátima aos três Pastorinhos. A obra deve estrear ainda em 2009.
Os realizadores independentes Ian e Dominic Higgins apresentam os acontecimentos de Maio a Outubro de 1917 no contexto das perseguições religiosas da I República e da I Guerra Mundial, falando da mensagem de esperança entregue às três crianças.
Na Internet encontra-se já disponível o trailer do filme e o seu sítio oficial: www.the13thday.com

Agência Ecclesia

21 de fevereiro de 2009

Como reconhecer Deus?

Há relativamente pouco tempo, coloquei esta pergunta a um grupo de crentes: "Se Deus lhe aparecesse, dizendo 'aqui estou, sou eu o Deus', como o reconheceria?"As respostas, no meio de imensa perplexidade, foram muito interessantes. Que Deus não pode aparecer directamente. Que ninguém, como diz a Bíblia, pode ver Deus. Que Deus é inobjectivável. Que se manifesta indirectamente: nas pessoas, nos acontecimentos, no esplendor da beleza - aqui, recordei a exclamação de uma sobrinha minha com 11 anos, nos Alpes, numa tarde irradiante de Sol sobre a neve e as montanhas todas à volta: "Parece Deus!" Que, para os cristãos, Jesus é a revelação de Deus. Que a experiência de Deus se dá nas experiências - cume de plenitude. Que lhe pediriam um milagre claro, que se visse e o credenciasse. Ele devia manifestar o seu poder.
Quando se fala de Deus, a questão nuclear é saber de que Deus é que se fala. Que se quer dizer quando se diz Deus?
O mais comum é associar Deus ao poder. Deus deve ser, antes de mais, a omnipotência. Deus deve ser infinitamente bom e poderoso, mas sobretudo poderoso. No entanto, a mística Simone Weil, cujo centenário do nascimento se celebra este ano, preveniu: "A Verdade essencial é que Deus é o Bem. Ele só é a omnipotência por acréscimo." Por isso, "é falsa toda a concepção de Deus incompatível com um movimento de caridade pura". Afinal, a revelação de Cristo é essa: Deus é puro amor. O escândalo: "Eu não vim para ser servido, mas para servir.
"Não se nega a omnipotência divina. O Poder de Deus, porém, não é Dominação e Espectáculo, mas Força infinita criadora. O Deus de Jesus é o Deus - amor, o Deus-origem-infinita-pessoal-criadora. A modernidade, pela secularização, quis herdar a omnipotência divina, postergando a bondade. A crise que está aí hoje visível no universo económico-financeiro é mais funda, pois é uma crise de civilização, cuja raiz é esta herança religiosa.
Neste contexto, referindo-se à Igreja, o teólogo X. Pikaza recria de modo alegórico o passo evangélico da cura da sogra de Pedro. Na alegoria, a sogra de Pedro é a Cúria Romana. Jesus chega e cura-a. E depois, alegoricamente?
A Cúria (sogra), que significa casa, corte do Kyrios ou Senhor, estava doente. A casa de Pedro é o Vaticano, um Estado, e quem manda é a Cúria, como ainda recentemente se mostrou no caso dos lefebreveanos. Não protege o Papa, mas impõe-se a ele. Ela "sofre de inércia, de poder". Jesus cura a Cúria para que, como a sogra de Pedro, se ponha a servir os outros. Que consequências teria a cura da Cúria Romana, que funciona há dez séculos enquanto os Pedros (Papas) vão mudando?
Como Jesus, que, segundo o Evangelho, cura as pessoas diante da casa de Pedro, a Cúria curada veria gente que viria para curar-se. Sobretudo gente mais pobre e perdida (os "endemoninhados", os doentes). Agora também lá vão muitos, mas "vão curar-se ou em busca de prebendas?"
Ainda segundo o Evangelho, Jesus saiu de noite, para rezar e ir ao encontro das pessoas também noutros lugares. Na alegoria, Jesus parte porque não quer ficar fechado na casa de Pedro. Jesus não tem "Cúria". Também Pedro e os funcionários da Cúria têm de sair da sua casa, da Cúria, para ir à procura de Jesus, conhecer o mundo e cuidar dele.
A Igreja está em crise e precisa de conversão. Neste sentido, há 15 dias, a propósito da "falta de vocações", o director do DN, num texto subordinado ao título "Os erros da Igreja", exemplificados nos escândalos dos padres pedófilos, a intransigência quanto aos métodos de planeamento familiar, "declarações absolutamente estúpidas" como as do bispo Williamson a negar o Holocausto, alguns investimentos dúbios no plano dos negócios, escrevia que o resultado é que "a religião vai desconfiando dos seus missionários e o ambiente não aconselha a 'vocação'". E João Marcelino concluía: "Um dia pagaremos bem caro a crescente desagregação desse factor de união ocidental, bem patente sobretudo na Igreja Católica mas que também afecta todo os ramos do cristianismo."


Por Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
in Diário de Notícias, 21/02/2009

«Não» ao casamento homossexual

O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) reafirmou esta Sexta-feira a sua oposição a qualquer lei que “equipare as uniões homossexuais ao casamento das famílias constituídas na base do amor entre um homem e uma mulher”.
Numa Nota Pastoral intitulada “Em favor do verdadeiro casamento”, a CEP volta a apresentar as posições centrais manifestadas após a última reunião do Conselho Permanente, em Fátima, e lamenta o que considera ser uma “tentativa de desestruturar a sociedade portuguesa”. (ler mais)

18 de fevereiro de 2009

«A homossexualidade não é normal», diz cardeal D. José Saraiva Martins

O cardeal D. José Saraiva Martins defendeu que o casamento entre pessoas do mesmo sexo «não é normal» e não permite às crianças ter uma educação normal. À semelhança do Cardeal Patriarca de Lisboa alertou também na Figueira da Foz para os perigos de uma mulher católica casar com um muçulmano.
«A homossexualidade não é normal», considerou D. José Saraiva Martins, na terça-feira à noite, na Figueira da Foz.
Uma afirmação que justificou com o facto de na Bíblia estar escrito que quando Deus «criou o ser humano, criou o homem e a mulher».
«É o texto literal da Bíblia, portanto esse é o princípio sempre professado pela igreja», defendeu.
A situação ainda se torna mais problemática, segundo o cardeal, quando está em causa a educação das crianças.
«Quando se juntam dois homossexuais, eles ou elas, se há crianças, evidentemente, aquela união, aquele casamento, não pode providenciar a formação das crianças», afirmou o cardeal durante a tertúlia «125 minutos» com Fátima Campos Ferreira, no Casino local.
«A educação daquelas crianças não pode ser uma formação normal se não forem formadas por um pai e uma mãe», reiterou o cardeal, considerando negativo «ter dois pais ou duas mães».

Prudência nos casamentos com muçulmanos

Uma outra questão que pode influenciar as crianças está relacionada com os casamentos dos católicos com os muçulmanos.
À semelhança de um aviso idêntico feito há um mês pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Saraiva Martins aconselha «muita cautela e prudência» neste ponto, manifestando total acordo com D. José Policarpo.
Saraiva Martins considerou que «os problemas existem» e dizem respeito, por um lado, à profissão da fé da parte católica e, por outro, ao tipo de educação a dar aos próprios filhos.
«É absolutamente necessário que antes de uma pessoa, por exemplo uma senhora, casar com um muçulmano, ter a certeza de que vai poder continuar depois do matrimónio a professar a sua fé cristã», disse o cardeal Saraiva Martins.
«Tenha a certeza de que vai poder decidir o tipo de educação a dar aos próprios filhos», acrescentou, defendendo que as mulheres «não casem com muçulmanos» enquanto não tiverem essas certezas.

Diálogo com muçulmanos moderados é inevitável

O cardeal D. José Saraiva Martins frisou ainda que é inevitável, urgente e mais fácil o diálogo com muçulmanos moderados, em contraste com os fundamentalistas, cujo entendimento com a Igreja Católica é difícil.
«Nesta concepção muçulmana da sociedade é muito fácil que a política instrumentalize a religião e a religião instrumentalize a política. É evidente que [o diálogo] é muito mais difícil, mas devemos distinguir os dois tipos de muçulmanos», avisou.
Apesar de considerar que o diálogo com os muçulmanos «naturalmente tem os seus perigos», que não enunciou, defendeu que seja feito de forma séria, sincera e autêntica.
D. José Saraiva Martins é um dos dois cardeais portugueses com assento no Vaticano, onde reside há mais de 50 anos, foi Perfeito para a Congregação da Causa dos Santos e um dos dois cardeais portugueses que participou no Concílio que elegeu o Papa Bento XVI.

in TSF

11 de fevereiro de 2009

Crianças navegam na Internet sem o controlo dos pais

"Se um dia a Internet faltasse na minha casa eu ficava nervoso." Este podia ser o sentimento de alguém que precisa da Internet para trabalhar. Mas não é. Tomás tem 9 anos e já não sabe viver sem estar ligado ao mundo. Como ele, são cada vez mais as crianças portuguesas que navegam na Rede diariamente e a maioria (67%) sem a vigilância dos pais. (ler mais)

Bispos querem voto contra quem defende casamento homossexual

A Igreja Católica já definiu a estratégia para combater o casamento entre homossexuais, medida que o secretário-geral do PS, José Sócrates, garante que será discutida na próxima legislatura. Nas homílias, os padres vão defender a família tradicional e pedir aos crentes para não votarem em partidos que defendam os casamentos entre pessoas do mesmo sexo. (ler mais)

Aborto aumentou 38% no último ano

A Federação Portuguesa pela Vida assinalou o 2.º aniversário do referendo ao aborto alertando para os números e para a falta informação no Serviço Nacional de Saúde.
De acordo com os dados oficiais, terá havido perto de 18 mil abortos a pedido da mulher em 2008. Números que para a federação provam a falência dos argumentos que sustentaram a legalização do aborto.
“Um dos objectivos deste referendo foi tornar o aborto raro. Aquilo que se dizia era que a legalização iria diminuir o número de abortos - encaminhando mais as mulheres para o planeamento familiar. Mas, verificamos precisamente o contrário”, sustenta Isilda Pegado.
A presidente da federação sublinha uma das principais falhas: a falta de informação às mulheres, afirmando mesmo que não há consentimento informado.
Isilda Pegado lembra que, a par das mais de 22 mil crianças que deixaram de nascer nos últimos 18 meses, são as mulheres as grandes vítimas da lei do aborto. “Aquilo que todos os dias encontramos são mulheres com depressões, doentes e arrastadas pela situação do aborto”.
in Ecclesia

Católicos devem responder às necessidades dos doentes

A pastoral das saúde pede que as comunidades paroquiais no seu todo se envolvam no cuidado aos doentes. A mensagem da Comissão Episcopal da Pastoral Social, assinada por D. Carlos Azevedo, Presidente da Comissão que tutela a pastoral da saúde, pede uma “viva consciência comunitária atenta aos doentes”. (ler mais)

Bispos preparam Nota Pastoral sobre o casamento

O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) analisou esta Terça-feira em Fátima o texto de uma Nota Pastoral sobre o casamento, a ser publicada em breve.
A revelação foi feita aos jornalistas pelo Pe. Manuel Morujão, secretário da CEP, para quem “a Igreja deve manter que a família e o casamento são instituições que não são substituíveis por outro tipo de associação”. (ler mais)

4 de fevereiro de 2009

Génesis e Darwin

200 anos depois do nascimento de Charles Darwin (12 de Fevereiro de 1809) e 150 anos após a sua mais famosa obra, a “Evolução das espécies”, regressa ao Vaticano o debate sobre a relação entre evolução e criação. (ler mais)

Ténue fronteira

A fronteira entre a verdade e a mentira pode parecer ténue, mas um Primeiro-ministro deve resistir à tentação de pisar o risco. Quem se queixa de campanhas negras e de insídias deve ser o primeiro a não facilitar, porque as facilidades pagam-se caras.

O Primeiro-ministro diz-se vítima de uma campanha negra na comunicação social, por causa de alegadas irregularidades na legalização do Freeport em Alcochete.
Não sei se há campanha negra ou não. Certamente, não será na comunicação social, que se tem limitado a publicar os dados recolhidos numa investigação judicial em curso, dados que, até ver, não foram desmentidos.
Mas é curioso que este Primeiro-ministro se queixe da comunicação social, ele que, como ninguém, tem gozado da benevolência e da apatia dos jornalistas.Tem sido assim ao longo dos últimos três anos, sem que se faça uma investigação séria aos gastos em marketing e agências de comunicação que promovem os diversos anúncios das políticas do Governo.Tem sido assim quando a cara do Primeiro-ministro aparece no material distribuído nas cerimónias de inauguração de equipamentos públicos, como aconteceu na semana passada.
E terá sido a contar com essa apatia que o Primeiro-ministro achou que podia vender gato por lebre e chamar a um estudo encomendado pelo Governo a ex-funcionários da OCDE um estudo daquela organização. A OCDE não gostou e fez questão de repor a verdade.
A fronteira entre a verdade e a mentira pode parecer ténue, mas um Primeiro-ministro deve resistir à tentação de pisar o risco. Quem se queixa de campanhas negras e de insídias deve ser o primeiro a não facilitar, porque as facilidades pagam-se caras.
Melhor do que ninguém, o engenheiro Sócrates sabê-lo-á, habituado como está a utilizar as técnicas de propaganda para, subtilmente ou nem tanto, veicular a sua propaganda e a do Governo. É que, para quem tão violentamente se indigna com aquilo a que chama insídia contra si, não deveria ser irrelevante a autoria de um estudo que o seu Governo encomendou.
Ao contrário do que se pensa.

por Raquel Abecasis, in RR online

3 de fevereiro de 2009

Eutanásia não é algo digno do homem

A eutanásia é uma falsa solução ao drama do sofrimento e a verdadeira resposta está no testemunho de amor que ajuda a enfrentar a dor e a agonia de modo humano. Foi o que disse Bento XVI, falando aos fiéis reunidos na Praça São Pedro, antes da oração do Angelus.
O Papa recordou que Jesus morre na cruz por amor e por isso dá significado a todo o sofrimento humano. Nenhuma lágrima, observou o Papa, é perdida diante de Deus. Na sua saudação aos fiéis após a oração do Angelus, Bento XVI disse ainda que neste domingo a Igreja italiana celebrou o Dia pela Vida e marcou encontro com religiosos e religiosas na tarde desta segunda-feira para a celebração na Basílica, a eles dedicada, por ocasião da festa da apresentação de Jesus no Templo.
H2ONews

Estados devem amparar as famílias

Bento XVI voltou a pedir um fundamento ético para a política e a economia. No discurso ao novo embaixador da Hungria junto à Santa Sé, János Balassa, o Papa notou que as políticas estatais também devem salvaguardar o papel fundamental da família na sociedade, que está no centro de toda cultura e de toda nação. O Estado pode sustentar a família, garantindo aos pais o direito de escolher a educação para os filhos graças à presença de institutos de instrução católica. Por fim, o Papa auspiciou que o caminho do diálogo seja privilegiado para enfrentar e resolver todas as questões pendentes nas relações entre Estado e Igreja no país.
H2ONews

CNIS pronta a colaborar com o Governo no combate ao desemprego

O Governo vai criar 400 novos gabinetes de apoio aos desempregados, num esforço apoiado, entre outros, pela Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS).
O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, anunciou esta Segunda-feira um pacote legislativo para facilitar o regresso ao mercado de trabalho e dar um apoio mais eficaz aos desempregados. (ler mais)

29 de janeiro de 2009

Família

O Governo aprovou a 15 de Janeiro a «Proposta de Lei que estabelece o regime jurídico aplicável à prevenção da violência doméstica e à protecção e assistência das suas vítimas». Este diploma vem na sequência do III Plano Nacional contra a Violência Doméstica (2007-2010) e de actividades como a intensa e imaginativa Campanha contra a Violência no Namoro lançada em Novembro, com uso de instrumentos técnicos inovadores, como pulseiras electrónicas. Esta é mesmo uma prioridade do Governo!Tais excelentes iniciativas, na sua exuberância e sofisticação, contrastam com o silêncio à volta do aborto. Qualquer que seja a sua causa e circunstâncias, um aborto é sempre uma das maiores violências exercidas sobre a mulher e, sobretudo, sobre o nascituro. O Governo, que a liberalizou, não inclui essa brutalidade nas questões a prevenir na violência familiar. Pelo contrário, promove a sua prática com subsídios e recomendação médica em planeamento familiar. A interrupção da gravidez é um método terapêutico normal em Portugal.Isto mostra o enorme poder da cegueira ideológica. Pessoas boas e bem intencionadas, fortemente preocupadas com a condição feminina, são capazes de aceitar actos infames por causa de dogmas doutrinais. Aquilo que tantos criticavam no fanatismo religioso de épocas passadas regressa agora com outras orientações.O executivo, que não incluiu no seu Programa de Governo de 2005 uma secção sobre os problemas familiares nem lhe tem uma Secretaria de Estado dedicada, vê a família simplesmente como um antro de pancadaria.

por João César das Neves

28 de janeiro de 2009

A violência dos filhos sobre os próprios pais

Agora os dados estatísticas já não estão fechados a sete chaves num qualquer serviço público, como nunca estiveram e a velha pecha com que nos encheram os ouvidos de que éramos um país de brandos costumes, um céu aberto, uma antecipação da pátria celestial, uma terra de anjos , a quem só faltava um par de asas e uma coroa .

Tudo uma farsa, desde logo porque, diz-se, começámos mal, sob o signo da violência quando D. Afonso Henriques – o nosso primeiro rei, esclarecimento dirigido a muito universitário, que há-de tirar uma licença, sem o saber, aprender ou alguém, na Universidade, lho ensinar entrou em confronto físico com a sua mãe, D. Teresa, quando se tomou de amores com o galego Fernão Peres de Trava.

E a história continuou a frutificar com exemplos entre gente “ graúda “ (passe o plebeísmo) como sucedeu entre D. Dinis e seu filho, que chegaram a alinhar exércitos em posição prontos para combate, não fora a intervenção da Santa Rainha Isabel, a excelsa senhora do milagre das rosas, que um conhecido comediante, que ainda ocupa parte dos ecrãs televisivos, quis desmerecer, para não dizer vilipendiar.

E a expulsão dos judeus, detentores de um capital pecuniário e intelectual, que vieram a enriquecer a Holana, a Rússia e actual Turquia (os conhecidos marranos). E a Inquisição, na esteira de Tomás Torquemada, que queimou na fogueira quem professava uma fé diferente da dominante e a perseguição infrene dos jesuítas movida – mas movida – por um dos mais esclarecidos estadistas de toda a nossa História, o Marquês de Pombal.

E que dizer da expulsão das ordenas religiosas por Joaquim António de Aguiar, o “ Matafrades “, com estátua de conceituado jurista à entrada da vetusta cidade de Coimbra, hoje reduzida a alguma ciência e pouco mais, depositado lá para os lados da Conchada.

E o ataque feroz da 1.ª República à Igreja, roubando-lhe bens, escorraçando os seus membros, entre os quais o conhecido bispo D. José Alves Correia da Silva, que depois de encarcerado sobreveio à liberdade, doente, padecendo sofrimentos horrorosos, arrastando-se dolorosa e corajosamente enquanto bispo de Fátima.

E a concentração no Campo do Tarrafal, em Cabo Verde, dos oposicionistas ao regime de Salazar, nas célebres “ frigideiras “ de onde poucos saíram com vida.

E que dizer daqueles que moveram e nunca foram responsabilizados pela Guerra do Ultramar, onde, dizem, morreram 13.000 Militares, a maioria dos quais militares de baixa patente, sobretudo soldados, e de origem forçada às lides de combate, furriéis e alferes milicianos, guerra sem beneficio para ninguém, se é que dela advém algum proveito.
E a responsabilização funciona, aqui, de forma biunívoca, se nos lembrarmos que eram pessoas, de cor diversa da nossa, necessariamente, e em nome incomensuravelmente maior, os que se opunham à presença portuguesa, que, famintos, mal organizados, impreparados, pereceram, por certo, em número esmagadoramente maior nessa guerra, da qual só a custo estão a atingir a verdadeira libertação.

Mas essa violência da guerra nunca apagou a que se exercia, desde antanho, na família e fora dela: a violência do marido sobre a mulher e desta sobre o marido, que tenta, ainda escamotear-se, por conveniência, porque não fornece audiências, porque não vende jornais, revistas, desde sempre praticada, seja por atraso cultural endémico, ausência de civismo, seja por heterogenia de raças, seja por carência de tipo legal penal de previsão e punição, seja por um pacto de silêncio, por não denúncia, a que se vincularam órgãos de informação, esta agora o “ abre-te sésamo, de tudo, mas também muito corresponsáveis até ao 25 de Abril por um dos Estados mais atrasados, não muito distanciadamente, nalguns casos, da Europa medieval.

E quem diz esse tipo de violência fala no abuso sexual de menores, de que o célebre caso do “ ballet rose “, envolvendo políticos do regime de Salazar e jovens raparigas, vítimas de abuso sexual, determinante de processo judicial arquivado nos fundos de um qualquer arquivo de tribunal, é paradigmático e não menos envergonhante, e de algum modo antecessor dos graves desmandos cometidos sobre crianças.

E que dizer da notícia sobre a violência já praticada entre os namorados constando que ambos, numa percentagem de 20%, se agridem corporalmente, interrogando-nos como podem eles enfrentar as dificuldades da vida e, eles próprios, no amanhã, educarem os filhos na paz e tranquilidade, notícia aterradora que informa como a nossa terra caiu na mais profunda desagregação, numa altura, de conhecimento, de enlevo, procura e começo de entrega que desaguou no inimaginável da agressão física.


Mas aquilo que me leva a escrever estas linhas é a violência dos filhos sobre os pais.

Não convém muito difundir aquilo a que os psicólogos chamam de a nova ditadura dos filhos sobre os pais. É mais apelativo fazer alusão à violência, altamente condenável, dos filhos sobre os pais e, particularmente, se indefesos e idosos, do que referir a violência verbal, física e psicológica dos filhos sobre os pais; é mais cómodo uma escola pública silenciar que um desses aspirantes a tirano encerrou a pobre mãe, por horas e dias sucessivos num quarto da casa comum.

Esses tirantes são aqueles que, em pequenos, quantas vezes pontapeiam os pais e os avós, sem uma reprimenda séria, que não passa, claro, pela agressão; são os tirantes que numa cerimónia religiosa se rebolam e fazem “ caretas “ aos avós e os ameaçam de mão em riste.
São esses tiranetes de agora que amanhã deixam brotar todo tipo de grosserias e obscenidades seja perante quem for; são esses tirantes que exercem todo o tipo de chantagem e coacção a que os pobres pais cedem e não divulgam, por medo de represálias.
São esses aprendizes a ditadores que se acoimam à manjedoura familiar pelos anos fora, tudo destruindo na diversão, na droga, no álcool, no sexo, no crime, que atacam as convicções religiosas dos pais e que se mostram incapazes de conviver com a avoenga.

São esses tiranetes que pululam de consultório de psicólogo em psicólogo em que os pais surgem sempre culpados, sem que, por vezes, haja coragem de desmentir e refutar a acusação.

São esses tiranetes que agridem professores e colegas, ante a alienação a quais bens ou valores morais que os pais não lhes transmitem, por incapacidade algumas vezes, por indiferença, ainda, outras.

Ante a dimensão do problema, que já chega longe, que já ultrapassa o receio e o temor familiares, rogando premente ajuda dos pais, já incapazes de lidar com a situação, descrentes dos meios normais de recurso, a psicólogos e psiquiatras, em quem deixaram de crer, completamente esgotados como estão, começa a pensar-se sobre se quem faz as leis não devia lembrar-se da questão e, sem mergulhar a cabeça na areia, as associações de pais não deviam, sem qualquer limite, fornecer ajuda, promover e aconselhar medidas adequadas, entre as quais – e porque não – o recurso a meios de polícia contra aqueles, de quem muito esperavam, os estão tornar profundamente infelizes, doentes, desesperados, fonte de destruição e desagregação da já quase inexistência instituição familiar.

Algumas causas estão já identificadas, ligadas ao consumo excessivo de álcool, à promoção do sexo livre, ao apelo à total rebelião à família, ao facilitismo do divórcio, à ofensa sistemática e desvirtuar de alguns órgãos de informação aos que exercem poderes de autoridade: autoridades de polícia, juízes e professores.

Quando os pais, derrotados, infelizes e em desespero, depois de insultados da maneira mais vil, algumas vezes agredidos e, quantas vezes patrimonialmente espoliados, por filhos já adultos, recorrem a entidades para oficiais atingimos um preocupante estádio de subcultura, de desagregação, de egoísmo sem limites, a um quase apocalipse social, em que o Natal é um tempo de quase – tragédia.


por Armindo Monteiro

19 de janeiro de 2009

A família é o coração da sociedade

O presidente da República Mexicana, país anfitrião do VI Encontro Mundial das Famílias, Felipe Calderón, considera que a família tem um papel central na vida social, e não é questão de religiões.
“Estou convencido de que a família não é somente o coração do México mas também o coração de toda sociedade. É a estrutura que dá sentido à vida econômica, política, social e cultural. É a base sobre a que se constrói a identidade, os princípios e os valores das pessoas a premissa básica para alcançar um desenvolvimento humano sustentável como definira Paulo VI como passo de condições menos humanas ao passo de condições de vida cada vez mais humanas”.
O arcebispo de Cidade do México, o cardeal Norberto Rivera, recorda neste encontro o Papa João Paulo II como iniciador desses encontros familiares mundiais.
“Quando 18 anos atrás o Papa João Paulo II instituiu este tipo de encontros, o fez com a intenção de que se esse evento fosse um lugar adequado para a reflexão e a celebração da realidade familiar, uma realidade que já naqueles tempos começava a enfrentar ameaças que hoje são uma realidade. Uma realidade que sem embargo não deixou de constituir-se em baluarte que apóia tantos e tantos seres humanos que enfrentam cada vez com mais angustia um mundo despersonalizado e com falta de solidariedade”.
Próximo Encontro Mundial das Famílias em Milão
“A família é um fundamento indispensável para a sociedade, e é o lugar em que se aprende a dar valor à vida, à justiça e à paz.” Foi o que disse o Papa Domingo à noite na sua intervenção que conclui o VI Encontro Mundial das Famílias, através de uma vídeo mensagem via satélite com a Cidade do México.Bento XVI falou no fim da missa de enceramento do encontro celebrada pelo legado pontifício, o Cardeal Secretário de Estado, Tarcisio Bertone.Recordou que a família “fundada no matrimónio indissolúvel entre um homem e uma mulher” é um bem insubstituível para as crianças “que têm o direito de vir à vida como fruto do amor dos pais”. Os quais têm a tarefa de ajudar-lhes a crescer de modo integral, um esforço, acrescentou o Papa, “obstruído por um conceito enganador de liberdade”, que exalta os caprichos e os impulsos subjectivos do indivíduo, ao ponto de deixar cada um encerrado na prisão do próprio eu.O próximo encontro mundial das famílias, anunciou Bento XVI, será em Milão na primavera de 2012 sobre o tema “A família, o trabalho e a festa”.
Fonte: H2Onew

ANO PAULINO Celebração Nacional em Fátima no dia 25

A Conferência Episcopal Portuguesa realiza em 25 de Janeiro, no Santuário de Fátima, uma celebração nacional evocativa de São Paulo.
Também o Santuário de Fátima está a dinamizar um conjunto de iniciativas para celebrar o Ano Paulino.
Uma delas, concretizada em final de Outubro de 2008, prendeu-se com a instalação, nas alamedas laterais do Recinto de Oração, de treze painéis alusivos à vida e à obra do Apóstolo Paulo.
Actualmente, até Abril de 2009, uma vez por mês, é apresentada, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, uma conferência sobre S. Paulo, enriquecida por um momento musical.

Santuário de Fatima


Encontro de Famílias reafirma função social

O VI Encontro Mundial de Famílias encerrou com a reafirmação da família e da função “social essencial” que desempenha. “A família tem direito a ser reconhecida na sua própria identidade e a não ser confundida com outras formas de convivência”, assinalou o Papa no final do encontro que juntou na cidade do México 30 cardeais, 200 sacerdotes e cerca de 8 mil leigos de 90 países. (ler mais)

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