Diário da Assembleia Geral do ISCF

“Tudo o que se fizer a bem da família, por pequeno que seja é grande”. (Mons. Brás)

A Família no centro das atenções

Encontra aqui os vários artigos do Dr. Juan Ambrósio sobre a Família...

Encontro Mundial das Famílias 2015

O Vaticano apresentou dia 24 de março em conferência de imprensa o 7.º Encontro Mundial da Família, que vai decorrer de 22 a 27 de setembro de 2015 na cidade norte-americana de Filadélfia.

A saúde mental dos portugueses

Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas...

O trabalho, dom e direito

A sociedade portuguesa e internacional, vive uma situação de crise generalizada e de aumento das desigualdades sociais...

Longe vão os tempos

Longe vão os tempos dos preconceitos culturais em que se aceitava que era a mãe que tinha de cuidar dos filhos...

Dar esperança em tempo de crise

Vivemos tempos difíceis. A família, como célula base da sociedade, é imediatamente afetada por esta crise generalizada e que promete perdurar. Neste contexto, exige-se um novo paradigma, uma nova forma de estar e de nos relacionarmos.

31 de dezembro de 2008

Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz

1. Desejo, também no Início deste novo ano, fazer chegar os meus votos de paz a todos e, com esta minha Mensagem, convidá-los a reflectir sobre o tema: Combater a pobreza, construir a paz. Já o meu venerado antecessor João Paulo II, na Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 1993, sublinhara as repercussões negativas que acaba por ter sobre a paz a situação de pobreza em que versam populações inteiras. De facto, a pobreza encontra-se frequentemente entre os factores que favorecem ou agravam os conflitos, mesmo os conflitos armados. Estes últimos, por sua vez, alimentam trágicas situações de pobreza. «Vai-se afirmando (...), com uma gravidade sempre maior – escrevia João Paulo II –, outra séria ameaça à paz: muitas pessoas, mais ainda, populações inteiras vivem hoje em condições de extrema pobreza. A disparidade entre ricos e pobres tornou-se mais evidente, mesmo nas nações economicamente mais desenvolvidas. Trata-se de um problema que se impõe à consciência da humanidade, visto que as condições em que se encontra um grande número de pessoas são tais que ofendem a sua dignidade natural e, consequentemente, comprometem o autêntico e harmónico progresso da comunidade mundial». (ler mais)

O ano das más notícias

A única coisa de que podemos estar certos acerca de 2008 é que a sua história foi muito mal contada
O fim do ano é sempre paradoxal. Ainda sem termos percebido bem o que aconteceu no ano que está a acabar, eis-nos tentados a adivinhar o que poderá acontecer no ano que vai começar. Como 2008 parece querer terminar numa nota ácida, a aposta mais segura para 2009 é prever uma época sinistra. Em Novembro, Angela Merkel propôs-se logo baptizar 2009 como o "ano das más notícias". Será assim?A única coisa de que podemos estar certos acerca de 2008 é que a sua história foi muito mal contada. Foi mal contada até meio do ano, quando todos tínhamos já aprendido que a "globalização" fizera subir os preços e que era preciso apertar o crédito para evitar a inflação. E talvez esteja ainda a ser mal contada agora, depois da "crise", quando governos e bancos centrais deitam dinheiro à rua, para prevenir a deflação. Se os nossos profetas não acertaram acerca do que se estava a passar em 2008, mesmo em frente deles, por que razão deveríamos acreditar na sua capacidade para adivinhar o que se há-de passar em 2009?Ao princípio, convenceram-nos de que o mal estava todo em meia dúzia de banqueiros "criminosos". Agora, com a indústria automóvel de mão estendida aos subsídios, torna-se claro que a chamada "economia real" nunca esteve inocente. Um dia haveremos de ver as coisas ainda mais nitidamente. Talvez cheguemos então a compreender como o esforço dos governos, durante a última década, para adiar a adaptação das sociedades ocidentais à "globalização", nos arrastou até às presentes dificuldades. Entretanto, veremos em 2009 se o endividamento público é mais eficaz do que o privado para manter uma prosperidade que queremos merecer sem ter de trabalhar.Outra história mal contada foi a da eleição presidencial americana. Ao princípio, esquerda e direita uniram-se para nos apresentarem Obama como o Presidente que ia virar o mundo do avesso, rendendo-se a Ahmadinejad e importando para a América o "modelo social" europeu. Obama foi eleito, mas sem dinheiro para revoluções sociais e com o secretário da Defesa de Bush. Entretanto, o unilateralismo da Rússia no Cáucaso, a ofensiva dos jihadistas em Bombaim e a guerra reeditada na Faixa de Gaza começam a sugerir que, afinal, Bush não era o único problema do mundo. A opção de Obama, até agora, tem sido a de permanecer insondável. Clinton II continua a perspectiva mais plausível. É muito provável que já estejam feitos os sapatos que lhe hão-de atirar.Em Portugal, também tivemos uma história mal contada: a do "fim de Sócrates", esmagado entre as tenazes da oposição. Uma das tenazes era a acção dos órgãos sindicais do PCP, conhecida no mundo jornalístico pelo pseudónimo de "contestação social". A outra tenaz foi, ao princípio, o irresistível "populismo" de Menezes, depois substituído pela não menos invencível "seriedade" de Ferreira Leite. O PCP cumpriu o seu papel, alugando os necessários autocarros para trazer a função pública a marchar em Lisboa; mas o PSD não funcionou, nem quando pressupôs que o povo era irresponsável (com Menezes), nem quando decidiu fazer de conta que o povo era responsável (com Leite). Talvez a oposição precise de mudar de povo para mudar de governo.Nas previsões mais pessimistas para 2009, há uma espécie de optimismo ao contrário: a de que o ano novo nos trará, a bem ou a mal, um mundo novo. Queremos notícias sensacionais, mesmo que más: a crise no seu auge, uma grande decisão dramática de Obama, uma convulsão política em Portugal. Desde 2001 que andamos preparados para um apocalipse. O Iraque prometia uma catástrofe vietnamita: tudo acabou, no entanto, com um acordo de retirada. Al Gore, com o seu aquecimento global, também gerou esperanças - mas afinal, continua a chover e a fazer frio. Muito provavelmente, 2009 irá decepcionar-nos. Continuaremos à espera do "pior da crise", Obama conservará o seu mistério, e as sondagens recusar-se-ão a alegrar a oposição portuguesa. A pior notícia talvez venha a ser a falta de grandes notícias. A evolução pós-constitucional da república portuguesa. 29 de Dezembro de 2008, com a promulgação do Estatuto Político-Administrativo dos Açores pelo Presidente da República, ficará como uma das datas fundamentais da democracia portuguesa. Foi o momento em que, libertando-se dos últimos vestígios de pudor, a classe política assumiu que em Portugal os mais pequenos interesses eleitorais dos partidos estão acima da lei e do respeito pela lei. Há Estados de direito, e há Estados de partidos. O nosso é manifestamente desta segunda espécie. O Presidente da República avisou o país. Mas haverá um país para o ouvir?

por Rui Ramos

24 de dezembro de 2008

O Espanto do Natal

Nós que todos os anos vivemos o Natal perdemos o espanto perante o Natal. Essa é uma das piores coisas que pode acontecer a quem vive todos os anos o Natal. De facto, aqueles que participam com fervor na celebração anual do Natal sentem muitas emoções acerca dele, desde a elevação espiritual à indignação perante o consumismo e o desinteresse da sociedade. Mas raramente sentem aquilo que é o mais adequado perante o mistério natalício: o espanto.
O espanto principal vem, naturalmente, do próprio acontecimento que se celebra: que Deus omnipotente, que não cabe nos Céus, tenha decidido descer até nós e nascer como um menino, é algo de inaudito, inconcebível, quase inacreditável. Este é o mistério central da nossa fé cristã, mas dificilmente o conseguimos entender, quanto mais descrever, de tal forma ele ultrapassa tudo o que podemos imaginar. Vivemos todos os dias com ele, mas não somos capazes de compreender aquilo em que baseamos a nossa própria vida. O nosso Deus é, sem dúvida, espantoso!Mas, mesmo se olharmos o Natal de fora, ele é uma festa absolutamente assombrosa. Se virmos o Natal como alguém que nada sabe sobre ele, se o considerarmos sem referência ao seu significado espiritual, temos de admitir que se trata de um fenómeno impressionante.Ele é a única festa verdadeiramente global que o mundo alguma vez viu. O Natal atravessa todas as fronteiras e culturas. Existem, sem dúvida, muitas pessoas a quem o Natal nada diz, mas é difícil encontrar alguém que não saiba que ele existe.Por outro lado, todos falam do "espírito natalício" mesmo quando ignoram o tal significado espiritual. De múltiplas maneiras e formas, os meios agnósticos, pagãos e até ateus se sentem tocados por uma mística que não sabem de onde vem. "Festa da família", "tradição popular", "quadra da solidariedade", "reino do Pai Natal" são maneiras comuns de descrever aquilo que ninguém consegue explicar, mas que todos sentem palpavelmente nesta quadra.Os fenómenos espantosos que rodeiam o Natal são muitos mais. Por exemplo, trata-se da única celebração de aniversário que se verifica há mais de 2000 anos. Mas vale a pena pensar um pouco de onde vem esta surpreendente realidade. Se aquele que nada sabe sobre o Natal quiser entender a origem daquilo que tanto o surpreende, onde deve ele procurar a resposta? Que lhe podemos dizer nós, aqueles que todos os anos vivemos o Natal e participamos com fervor na sua celebração?
Bem, esta questão levar-nos-ia muito longe. Alguns refeririam dados sociológicos, históricos e etnográficos. Falariam da influência planetária da civilização ocidental, do gosto das culturas pelos presentes e pelas festas e de muitas outras coisas. Mas não existem muitas dúvidas que a razão última do fenómeno vem, simplesmente, do facto indiscutível que o nosso Deus é espantoso. O Deus que fez as girafas e os cometas, que concebeu a aurora e as trovoadas, que imaginou as galáxias e os seres humanos, só Ele poderia inventar uma coisa como o Natal.

por João César das Neves

22 de dezembro de 2008

Conto de Natal

Lá vai ser Natal outra vez! Este ano onde é que vocês celebram as festas? - Vai ser em casa da tia Maria, como de costume. - Como sabes? Já falaste com ela?
- Não, mas é sempre assim. Nem é preciso dizer.
- Pobre tia Maria! Como é tão boa, como está sempre disponível e pronta para todos, já nem se dão ao trabalho de lhe perguntar, de lhe pedir, de a envolver na decisão. Ela, precisamente porque é tão boa, é tomada como garantida, automática, com quem não é preciso perder tempo. Tu vais gastar mais esforços a convencer o primo Augusto a ir à Consoada, porque ele é um resmungão e gosta de se fazer caro, do que com a tia Maria, de quem realmente tudo depende, mas a quem ninguém liga, só porque é excelente.
- Tens razão. Mas é natural, não?
- Natural? Talvez. Mas é uma vergonha.
- Sabes, estava aqui a pensar que isso é exactamente o que nós fazemos com Deus. Nós contamos com o Natal todos os anos. Faz parte do calendário. Nem sequer nos damos ao trabalho de Lhe perguntar se este ano vai haver Natal. Nunca nos damos ao trabalho de inquirir se o Deus todo-poderoso, Senhor do Céu e da Terra, quer este ano voltar a nascer na nossa vida. Como Deus é tão bom, as pessoas tendem a dá-lO como garantido. Nem se lembram de Lhe perguntar, de Lhe pedir, de O envolver na decisão. Isso, tens razão, é uma coisa horrível.
- É verdade! A nossa falta de atenção nasce precisamente de o amor atento e disponível se tornar invisível. Invisível porque sempre presente. Está lá sempre e já não o vemos. Mas a nossa falta de atenção magoa imenso a tia Maria, que se esfalfa a trabalhar para nos ser agradável, e vê os seus esforços considerados como normais, banais, exigíveis. É um grande pecado esquecer--se de agradecer aquilo que é um dom tão indispensável que nem sequer damos por ele.
- Sim. Não há nada pior do que tratar Deus como se trata o sol ou a chuva. Deus faz "nascer o sol sobre maus e bons e cair a chuva sobre justos e injustos" (cf. Mt 5, 45). Mas Ele não é como o sol ou a chuva. Tratar Deus como se fosse um relógio sempre certo, como o sol, ou uma força caprichosa e incontrolável, como a chuva, é o pior dos pecados. Deus, que é amor, supremo amor, não quer ser tomado, não pode ser tomado como o sol ou a chuva.
- Deus, porque nos ama infinitamente, dá-nos sempre o Natal, como nos dá o sol e a chuva. Mas não quer ser tratado como se fosse uma força da natureza ou um mecanismo cego e automático. Deus não pode ser tratado como um engenho que se repete sucessivamente. Porque tudo o que faz é por amor. Ele é amor perfeito, e por isso podemos contar sempre com Ele. Mas, por isso mesmo, nunca o devemos dar por adquirido, nunca o podemos assumir como garantido. Não o podemos desprezar precisamente porque é perfeito.
- Se ao menos nós O víssemos! Com Deus é ainda pior do que com a tia Maria, porque a ela a gente vê. Mas no caso de Deus só vemos o sol e a chuva. Por isso tantos O esquecem.
- Mas não é isso o Natal? Deus, o Deus sublime e transcendente acima da nossa capacidade de compreensão, faz-se um de nós. Desce ao nosso nível para se fazer visível. Tinha anunciado pacientemente, através de uma longa linha de profetas e preparado o momento. Depois, quando veio, fez milagres espantosos, curou, ressuscitou, multiplicou os pães, andou nas águas. Que mais poderia Ele fazer para ser visto?
- E que resposta terrível lhe deram aqueles que tinham sido preparados para a vinda d'Ele!
- Vês que afinal o problema não é que não O possamos ver, porque quando O vimos ainda fizemos pior. Mas, depois de condenado, crucificado, morto, Ele continua visível. Visível na Igreja, na caridade com os pobres, na oração, na Eucaristia. A dedicação atenta, o carinho silencioso, a suprema delicadeza não querem ser mais visíveis do que são.
- Tens razão. O problema não é que não O vemos. O problema, como com a tia Maria, é que não O queremos ver.
- No entanto, como a tia Maria, Deus nunca é tão visível como no Natal. Porque é aí que se vê plenamente a dedicação atenta, o carinho silencioso, a suprema delicadeza.


por João César das Neves

18 de dezembro de 2008

Bento XVI: sinergia entre instrumentos da comunicação social

O Centro Televisivo presta um precioso serviço à Igreja, num relacionamento de colaboração com as realidades televisivas católicas na Itália e no exterior. Foi o que disse Bento XVI, recebendo os funcionários do Centro Televisivo Vaticano, pelos seus 25 anos de fundação.
O Papa exortou os presentes a continuarem na estrada da sinergia entre tecnologias e instrumentos da comunicação social. No seu discurso, o pontífice notou a importância de seguir o evento litúrgico através do olho atento da câmara, para permitir uma verdadeira participação espiritual também daqueles que não podem estar fisicamente presentes.
Trata-se de uma tarefa importante e exigente, que requer uma preparação séria e uma verdadeira sintonia espiritual com o evento.
h2onews.org

Uma Perspectiva Católica da Crise Económica

Perante uma crise financeira global sem precedentes, o teólogo e filósofo católico Antonio Rosmini oferece desde do túmulo soluções ao século XXI.
É este o pensar do vencedor do prémio Novack de 2008, o Professor Carlos Hoevel do Instituto Acton, aquando da apresentação de um trabalho intitulado “Finanças, Globalização e Moralidade” na Universidade Pontifícia Santa Cruz em Roma.Hoevel indicou as causas para crise financeira global: ganância, pobres sistemas jurídicos de mercado e laxismo moral. Muito países tentam injectar dinheiro em firmas falidas ou a beira da falência mas ele tem algo a dizer:
“Desde a perspectiva de Rosmini, seria completamente equivocado culpar a economia de mercado em si mesma pela presente ou passada crise global. Seria igualmente equivocado implementar medidas colectivistas orientadas a redistribuir ou nacionalizar a propriedade privada, manipular os preços de mercado, subsidiar sistematicamente indústrias supostamente benéficas, um grande estado subsidiário com tendência a crescer, ou economias fechadas a outros estados. Este tipo de politicas “estadolatristas” seriam contra o crescimento económico como também contra a justiça social, o direito natural e a dignidade da pessoa humana, e consequentemente prejudicariam as possibilidades de construir uma sociedade mais humana e cristã.”
Utilizando a visão económica de Rosmini, Hoevel afirma que para além da crise económica existe uma crise cultural e comportamental. A solução requerida é uma mudança decisiva de coração.“Quando as pessoas procuram a felicidade no consumismo, trabalho ou dinheiro, o resultado é uma corrida sem fim e em vão para alcançar a felicidade através de medidas inadequadas, o que termina numa multiplicação desordenada de expectativas inalcançáveis e numa abertura a necessidades fictícias, exageradas e auto-destrutivas.”
h2onews.org

Natal é festa do dom da vida

Natal não é consumismo, é a festa que canta o dom da vida. Bento XVI dedicou ao Natal a catequese da audiência geral desta quarta-feira. O Papa notou como sob o impulso de um consumismo hedonista, o Natal corre o risco de perder o seu significado espiritual para reduzir-se a mera ocasião comercial.
A actual situação de crise económica e de restrição, para muitos, estimula a redescobrir o valor espiritual da festa, o valor da simplicidade, do calor familiar, dos afectos. É um estilo que deve inserir-se totalmente no evento cristão, disse o papa, no nascimento do Filho de Deus que muda o sentido da história, o Deus que se tornou próximo e abre à liberdade e à verdade.
H2ONews.org

12 de dezembro de 2008

Coimbra cria uma associação para apoiar a comunicação social

Communio et Progressio é o nome da Associação que quer ajudar jornalistas

Todos devemos saber, hoje, que o que não passa na comunicação social não existe. A afirmação, naturalmente, não é minha, mas subscrevo-a inteiramente. E, melhor do que eu, a Igreja também o sabe, e nos mais altos responsáveis e documentos recentes, aparece claramente a afirmação dessa verdade. Aliás, mesmo não me referindo a outros documentos, já desde a Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, somos seriamente questionados: a “Igreja viria a sentir-se culpável diante do seu Senhor, se ela não lançasse mão destes meios potentes que a inteligência humana torna cada dia mais aperfeiçoados” (EN 45).
Fiel ao mandato de Jesus Cristo, de levar a Boa Notícia e fazer discípulos, o uso dos meios de comunicação é cada vez mais sentido e urgente, numa cultura mediática e na era do digital, usando novas ferramentas ao serviço da nova evangelização. (ler mais)

Colocar os pobres em primeiro lugar na sociedade global

Apela Bento XVI na Mensagem para o Dia Mundial da Paz subordinado ao tema «Combater a pobreza, construir a paz»
Na Mensagem para o Dia Mundial da Paz, Bento XVI sublinha que “se reserve espaço adequado para uma correcta lógica económica por parte dos agentes do mercado internacional, uma correcta lógica política por parte dos agentes institucionais e uma correcta lógica participativa capaz de valorizar a sociedade civil local e internacional”.
Divulgada no dia 11 de Dezembro, no Vaticano, o documento do Papa coloca a tónica nas várias formas de pobreza. Só eliminando a pobreza se consegue construir a paz. Estas insuficiências – não só materiais – “favorecem ou agravam os conflitos, mesmo os conflitos armados” – realça. (ler mais)

9 de dezembro de 2008

Querem-nos roubar o Natal...

Querem roubar-Te o Natal, Senhor.
Querem ficar com a festa,
mas não querem convidar o festejado.

Querem a árvore de Natal, mas esquecem a sua origem;
querem dar e receber presentes,
mas esquecem os que os Magos Te levaram a Belém;
querem cantos de Natal,
mas esquecem os que os Anjos Te cantaram naquela noite abençoada.
Até a São Nicolau o disfarçaram de “pai Natal”.

Querem as luzes e o feriado, o peru e as rabanadas;
Querem a Ceia de Natal
mas já não vão à Missa do Galo,
nem Te adoram feito Menino nas palhinhas do Presépio.

Quando se lembram estas coisas e o facto que lhes deu origem
diz-se que “o Natal é todos os dias”,
mas não se dispensa esta quadra de consumo e folguedos.

No meio de toda esta confusão deseja-se a paz e a fraternidade,
mas esquecem que só Tu lhes podes dar.

E a culpa de tudo isto ser assim… é também minha
que alinho nesta maneira pouco cristã de celebrar o teu nascimento.

Se desta vez eu der mais a quem tem menos
e comprar menos para quem já tem quase tudo…
se em vez de me cansar a correr de loja em loja
guardar esse tempo para parar diante de Ti…

Se neste Natal fores mesmo Tu a razão da minha festa…
as luzes e os cantos, o peru e as rabanadas, os presentes e a até o Pai Natal
me falarão de Ti e desse gesto infinito do Teu Amor
de teres vindo ao meu encontro nessa noite santa do teu Natal.


por Rui Corrêa d' Oliveira

Direitos Humanos: Declaração é um alerta

Justifica-se a alegria de celebrar os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos do Homem. Quando, no dia 10 de Dezembro de 1948, era aprovada pela Assembleia das Nações Unidas, a Humanidade, através dos seus representantes, proclamava que só pelo reconhecimento da dignidade fundamental de cada pessoa se poderia atingir a realização do sonho sempre vivo no mais profundo do ser humano: a liberdade, a paz e a alegria de viver. (ler mais)

Bispos pedem uma solução rápida nas polémicas da educação

Plataforma Sindical dos professores reuniu-se com o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa

A Igreja portuguesa está “preocupada com as questões da educação e faz votos para que se encontre uma solução o mais rapidamente possível” – disse à Agência ECCLESIA D. Jorge Ortiga, Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), no encerramento do Conselho Permanente da CEP. (ler mais)

3 de dezembro de 2008

A crise ou em busca da confiança perdida

A vida é exercício contínuo de confiança.
Vivemos a antecipar o futuro. Vivemos a contar com…, connosco, com os outros, com as contingências históricas, as instituições e mutações sociais que iremos encontrar. O mundo é instável, perigoso, ameaçador.
Acreditamos que o podemos dominar, na nossa capacidade criativa e poder para enfrentar as circunstâncias adversas, as orientar e sujeitar aos nossos objectivos e encontrar formas de adaptação e superação do que não podemos mudar.
A vida social é possível porque confiamos uns nos outros, porque as instituições que nos regem, o Estado, a escola, o sistema judicial, os bancos, os transportes, o comércio, a polícia nos garantem segurança. A confiança pode vacilar, porque algum dos pilares de apoio falhou. A falta de confiança pode espalhar-se por factores objectivos e ampliar-se pelos mecanismos irracionais de contágio do medo e gerar o pânico que paralisa e aprofunda a crise. (ler mais)


Por Octávio Gil Morgadinho

2 de dezembro de 2008

Intenções do Papa para o mês de Dezembro

A cultura da vida e a fraternidade dos cristãos nos países de missão. São duas das intenções de oração que Bento XVI propõe para este mês de Dezembro.
O Papa pede orações para “que a Igreja promova a cultura da vida frente a um cultura de violência e morte”. É a principal intenção do Apostolado da Oração, iniciativa que cerca de 50 milhões de pessoas dos cinco continentes seguem neste mês de Dezembro.
Também se reza todos os meses por uma intenção missionária. A do mês de Dezembro é: “Que os gestos fraternos dos cristãos nos países de missão mostrem que o Menino nascido em Belém é luz e esperança para o mundo”.

A imagem mediática dos media

Ninguém emenda um erro que não reconhece. Quem acha que tudo vai bem só corrige o mal demasiado tarde. A recente crise financeira mostra muitos casos destes. Em Portugal, onde vários sectores se reconhecem em graves dificuldades, há um que se julga em sucesso. Por isso é esse que tem realmente problemas graves. Não por serem grandes, mas por não serem assumidos.
Hoje o jornalismo reina soberano. Faz e desfaz poderes, promove e derruba personalidades, decreta juízos, recebe vassalagem de todos os interesses. Para um sector que ainda há anos passou por turbulências sérias, dificilmente se imaginaria situação mais vantajosa. Precisamente por isso, o jornalismo português vive um dos momentos mais perigosos da sua história.
A nossa imprensa traz pouca informação. Muita análise, intriga, provocação, boato, emoção, combate, mas pouca informação. O público não quer jornalismo, quer entretenimento. Para ter sucesso o repórter precisa de ter graça, ser espirituoso, ver o aspecto insólito. Assume uma atitude de suposta cumplicidade com o leitor, ouvinte ou espectador desmontando para gáudio mútuo o ridículo que achou que devia reportar. Antecipa no relato o que assume ser o veredicto popular, condenando ou absolvendo aqueles que devia apenas retratar.
Assiste-se a uma verdadeira caça ao deslize, empolado até à hilaridade. Só triunfa se apanhar desprevenido e atrapalhar o entrevistado. Enquanto descreve o que vê quase às gargalhadas, não se dá conta da perda de dignidade profissional. Tem sucesso, mas não rigor. Quem segue a notícia fica com a sensação de ouvir aquele que, dos presentes, menos entendeu o que se passou no acontecimento.
Aliás, relatar o sucedido é o que menos interessa. O jornalista vai ao evento para impor a agenda mediática que levou da sede. A inauguração de um projecto revolucionário, por exemplo, só importa pela oportunidade de fazer a pergunta incómoda ao governante sobre o escândalo do momento. Investimentos de milhões, trabalho de multidões, avanços e benefícios notáveis são detalhes omitidos pela intriga picante que obceca o periódico.
É significativo que existam em Portugal muitos analistas famosos e respeitados, mas poucos jornalistas reputados pelo facto de serem jornalistas. Os directores de informação costumam ser também colunistas. As referências da classe são comentadores. Parece que informação e reportagem é actividade menor.
O mais curioso é que, embora a imprensa escrita e falada seja intensamente opinativa, nunca se assume em termos políticos. Não existe em Portugal o alinhamento ideológico explícito de jornais e emissoras de referência que existe em todos os países. O público não é informado da orientação do meio que escolheu, porque todos dizem apenas a verdade. Todos os repórteres têm opinião, mas todos são isentos de orientações e partidarismos. Os resultados são caricatos.
O actual Governo goza de clara benevolência jornalística. Apesar da contestação e inevitáveis "gafes", o tratamento não se compara com o dos antecessores. Por outro lado a imprensa já decidiu que Manuela Ferreira Leite não tem hipóteses. Não interessa o que pensa ou propõe, apenas que não sabe lidar com os media, o pecado supremo.
Suspeita-se de campanhas organizadas, mas talvez não seja manipulação política, até porque o PS já sofreu o mesmo tratamento. A regra da imprensa é que "mais vale cair em graça que ser engraçado". O Bloco de Esquerda é sempre fresco e interessante, por muitos chavões bafientos que repita, enquanto PCP e PP são desprezados, por vezes sem disfarce. A culpa disto é em boa medida dos sujeitos, mas os mensageiros não são neutros.
Existe muita gente honesta e bem-intencionada no jornalismo. Mas é evidente (e paradoxal) que a imprensa tem hoje uma má imagem. Também é verdade que existe uma falta de imprensa verdadeira, objectiva, respeitada, idónea. Muitos dos que relatam o jogo participam nas equipas. Quando o jogo se suja, avolumam-se as suspeitas. Isto ainda não afecta o poder da imprensa, mas já degrada a classe.


por João César das Neves

27 de novembro de 2008

Crianças, Famílias e Riscos

Lembro-me de três irmãos, institucionalizados, que tinham sido retirados à mãe por esta ser débil mental. As crianças julgavam que o motivo da institucionalização se devia às péssimas condições da habitação onde viviam e quando souberam que a câmara tinha dado uma casa à mãe pensaram que já não havia razão para a família se manter separada. O mais velho, talvez com dez anos de idade ou pouco mais, tinha mesmo concebido todo um plano que me expôs com grande razoabilidade: eles ajudariam a mãe e não faltariam à escola e só era preciso que a "senhora assistente social" acompanhasse a situação e arranjasse aquele subsídio a que a mãe tinha direito. E talvez porque esta solução desafiava o mais rigoroso by the book, tornando-se inadmissível, não foi assim.
Recordo também o caso de uma mulher que escassas horas após o parto desapareceu da maternidade, deixando o recém-nascido. Alertada para o facto e instada a participá-lo à polícia, decidi esperar umas horas. A mulher regressou ao fim da tarde e explicou-me com a maior naturalidade que tinha ido trabalhar. Era empregada numa peixaria, o seu contrato era precário e não podia ser despedida agora que tinha um bebé. Esta supermãe, devidamente apoiada, conseguiu guardar o emprego e criar o seu filho.
De tudo isto e muito mais me lembrei a propósito do recente Congresso sobre Adopção. É difícil tratar este tema desligado do que é ou deveria ser o Sistema de Protecção de Crianças e Jovens e também da dimensão sofrida de um assunto que toca o mais íntimo da condição humana: abandono e desamor, sobrevivência e destino.
É a velha questão da lei e da praxis: é mais fácil legislar do que criar uma verdadeira linha de produção capaz de garantir a articulação permanente de todos os intervenientes, com vista a um resultado: o justo e adequado projecto de vida de cada criança em risco.
Esta linha começa na família biológica, passa por uma instituição e, na melhor das hipóteses, acaba numa reintegração familiar ou numa adopção. Na pior, as crianças crescem num lar. Como o princípio é o da transitoriedade do internamento, muitos lares não investem em tornar-se espaços preparados, em qualidade afectiva e técnica, para um transitório definitivo.
O trabalho com a família biológica nem sempre pode ser preventivo e, a posteriori, é difícil, de lento retorno, colidindo frequentemente com o tempo útil da criança que rapidamente se esgota, deixando-a sem horizonte nem futuro. Alguns candidatos à adopção procuram uma criança em função de uma circunstância - crise conjugal, solidão, frustrações várias ou compaixão - dando origem a duplos abandonos quando verificam que, afinal, não era isso o que queriam. Os magistrados nem sempre têm uma sensibilidade e familiaridade com os casos (todos únicos...) nem com o sistema a jusante e a montante, como se viu pela sorte da Esmeralda.
Todos este processo é marcado por expectativas, percepções contraditórias e interesses conflituantes e, ainda, pela mediatização das emoções. A triste história da Casa Pia criou na opinião pública a ideia de que as instituições ou são tiradas de Dickens ou são antros onde os menores estão sujeitos a todo o tipo de aberrações. A violência doméstica, o álcool e a droga tornam, para muitos, a família biológica um perigo que há que eliminar precocemente. A adopção é vista, sempre, como um happy end quando é com essa refiliação, esse segundo nascimento para os afectos, que tudo realmente começa.
A crueza dos números de crianças em risco na sua família biológica, de crianças institucionalizadas e de crianças que em período de pré-adopção são devolvidas à procedência, mostra o mundo real onde trabalhamos e vivemos. E que aquilo que se exige, todos os dias, ao sistema é desmesurado: refazer o destino de cada uma delas, depressa e sem erros.


por Maria José Nogueira Pinto
Jurista

25 de novembro de 2008

Concurso Internacional de Fotografia: "A Família e os Migrantes"

Os organizadores do VI Encontro Mundial das Famílias, que será celebrado na capital mexicana em Janeiro, lançaram um Concurso Internacional de Fotografia: «A Família e os Migrantes».
Um comunicado emitido pelo Comité Organizador do Encontro informava de que a escolha do tema está relacionada com a solicitude de Bento XVI por este «setor tão vulnerável». O concurso, engloba fotografi as Coloridas e a Preto e Branco. Podem participar pessoas de todas as nacionalidades, sem distinção de credo ou idade. O material fotográfi co deve ser enviado em formato digital para o endereço: eletrónico concursofotoemf2009@gmail.com ou em material impresso ao endereço: San Juan de Dios, n. 222, Col. Villa Lázaro Cárdenas, Delegación Tlalpan. C.P. 14370. México, Districto Federal. Os envelopes devem ser dirigidos à «Oficina de Comunicación Social del Arzobispado de México. Concurso Internacional de Fotografía». O concurso não tem taxa de inscrição.O regulamento e outras informações podem ser encontradas no site ofi cial do VI Encontro Mundial das Famílias: http://www.emf2009.com.mx.

19 de novembro de 2008

Família? Sim, obrigado

Nos dias 28 e 29 de novembro será realizado o Congresso Internacional da Família, que pelo terceiro ano consecutivo terá lugar em Roma. Dele participarão educadores, docentes e organizações não-governamentais para discutir os problemas e as oportunidades que a família vive hoje em dia. O titulo é “Os pais, construtores da família”.
Phoebe Wilson, consultora do Instituto de Estudos Superiores da Mulher, fala-nos do evento.
"A idéia não é somente dar mais atenção ao tema da família, às necessidades da família e a sua importância na sociedade, mas também unir as pessoas do mundo inteiro que já trabalham em associações que a favorecem, ou que vêem na família um dos seus interesses primordiais, para reunir-se e trocar idéias, e ser capaz também de falar sobre a situação particular que a família enfrenta hoje, para oferecer novas idéias, se informar para que haja um esforço mais coordenado em nível global que seja favorável à família. É algo que será capaz de ajudar, canalizar todos os esses bons propósitos e iniciativas e fazê-los mais eficazes ".
in H2ONews.com

Anunciada mensagem papal sobre as novas tecnologias

"Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade", é o tema escolhido pelo Papa para o 43º Dia Mundial das Comunicações Sociais 2009, cuja mensagem será publicada em 24 de janeiro, dia de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, informa o VIS, o Serviço de Informação Vaticano.
O arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, foi o encarregado de anunciar a mensagem e afirmou que "os meios podem ser de grande ajuda para favorecer um clima de diálogo e de confiança".
O Dia Mundial das Comunicações Sociais será celebrado em quase todos os países no domingo, 31 de maio de 2009.
in H2ONews.com

17 de novembro de 2008

Sinais de Esperança

Os desafios familiares e a família como um lugar de esperança deu o mote para as XX Jornadas Nacionais da Pastoral Familiar, que no passado fim-de-semana, decorreram em Fátima. Os responsáveis da Equipa do Departamento Nacional da Pastoral Familiar, Graça e Bernardo Mira Delgado, optam por evidenciar “imensos sinais de esperança” da família no actual contexto social.

“Quando pensávamos que iríamos encontrar um quadro de desespero e angústia, os grupos de reflexão conseguiram descobrir imensos sinais de esperança. O mundo onde vivemos continua a ser um lugar de esperança e a família, com todos os riscos que tem, continua a ser uma fonte inesgotável de esperança”, explica Bernardo Mira Delgado. (ler mais)

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