Diário da Assembleia Geral do ISCF
“Tudo o que se fizer a bem da família, por pequeno que seja é grande”. (Mons. Brás)
A Família no centro das atenções
Encontra aqui os vários artigos do Dr. Juan Ambrósio sobre a Família...
Encontro Mundial das Famílias 2015
O Vaticano apresentou dia 24 de março em conferência de imprensa o 7.º Encontro Mundial da Família, que vai decorrer de 22 a 27 de setembro de 2015 na cidade norte-americana de Filadélfia.
A saúde mental dos portugueses
Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas...
O trabalho, dom e direito
A sociedade portuguesa e internacional, vive uma situação de crise generalizada e de aumento das desigualdades sociais...
Longe vão os tempos
Longe vão os tempos dos preconceitos culturais em que se aceitava que era a mãe que tinha de cuidar dos filhos...
Dar esperança em tempo de crise
Vivemos tempos difíceis. A família, como célula base da sociedade, é imediatamente afetada por esta crise generalizada e que promete perdurar. Neste contexto, exige-se um novo paradigma, uma nova forma de estar e de nos relacionarmos.
31 de dezembro de 2008
Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz
O ano das más notícias
por Rui Ramos
24 de dezembro de 2008
O Espanto do Natal
22 de dezembro de 2008
Conto de Natal
- Pobre tia Maria! Como é tão boa, como está sempre disponível e pronta para todos, já nem se dão ao trabalho de lhe perguntar, de lhe pedir, de a envolver na decisão. Ela, precisamente porque é tão boa, é tomada como garantida, automática, com quem não é preciso perder tempo. Tu vais gastar mais esforços a convencer o primo Augusto a ir à Consoada, porque ele é um resmungão e gosta de se fazer caro, do que com a tia Maria, de quem realmente tudo depende, mas a quem ninguém liga, só porque é excelente.
- Tens razão. Mas é natural, não?
- Natural? Talvez. Mas é uma vergonha.
- Sabes, estava aqui a pensar que isso é exactamente o que nós fazemos com Deus. Nós contamos com o Natal todos os anos. Faz parte do calendário. Nem sequer nos damos ao trabalho de Lhe perguntar se este ano vai haver Natal. Nunca nos damos ao trabalho de inquirir se o Deus todo-poderoso, Senhor do Céu e da Terra, quer este ano voltar a nascer na nossa vida. Como Deus é tão bom, as pessoas tendem a dá-lO como garantido. Nem se lembram de Lhe perguntar, de Lhe pedir, de O envolver na decisão. Isso, tens razão, é uma coisa horrível.
- É verdade! A nossa falta de atenção nasce precisamente de o amor atento e disponível se tornar invisível. Invisível porque sempre presente. Está lá sempre e já não o vemos. Mas a nossa falta de atenção magoa imenso a tia Maria, que se esfalfa a trabalhar para nos ser agradável, e vê os seus esforços considerados como normais, banais, exigíveis. É um grande pecado esquecer--se de agradecer aquilo que é um dom tão indispensável que nem sequer damos por ele.
- Sim. Não há nada pior do que tratar Deus como se trata o sol ou a chuva. Deus faz "nascer o sol sobre maus e bons e cair a chuva sobre justos e injustos" (cf. Mt 5, 45). Mas Ele não é como o sol ou a chuva. Tratar Deus como se fosse um relógio sempre certo, como o sol, ou uma força caprichosa e incontrolável, como a chuva, é o pior dos pecados. Deus, que é amor, supremo amor, não quer ser tomado, não pode ser tomado como o sol ou a chuva.
- Deus, porque nos ama infinitamente, dá-nos sempre o Natal, como nos dá o sol e a chuva. Mas não quer ser tratado como se fosse uma força da natureza ou um mecanismo cego e automático. Deus não pode ser tratado como um engenho que se repete sucessivamente. Porque tudo o que faz é por amor. Ele é amor perfeito, e por isso podemos contar sempre com Ele. Mas, por isso mesmo, nunca o devemos dar por adquirido, nunca o podemos assumir como garantido. Não o podemos desprezar precisamente porque é perfeito.
- Se ao menos nós O víssemos! Com Deus é ainda pior do que com a tia Maria, porque a ela a gente vê. Mas no caso de Deus só vemos o sol e a chuva. Por isso tantos O esquecem.
- Mas não é isso o Natal? Deus, o Deus sublime e transcendente acima da nossa capacidade de compreensão, faz-se um de nós. Desce ao nosso nível para se fazer visível. Tinha anunciado pacientemente, através de uma longa linha de profetas e preparado o momento. Depois, quando veio, fez milagres espantosos, curou, ressuscitou, multiplicou os pães, andou nas águas. Que mais poderia Ele fazer para ser visto?
- E que resposta terrível lhe deram aqueles que tinham sido preparados para a vinda d'Ele!
- Vês que afinal o problema não é que não O possamos ver, porque quando O vimos ainda fizemos pior. Mas, depois de condenado, crucificado, morto, Ele continua visível. Visível na Igreja, na caridade com os pobres, na oração, na Eucaristia. A dedicação atenta, o carinho silencioso, a suprema delicadeza não querem ser mais visíveis do que são.
- Tens razão. O problema não é que não O vemos. O problema, como com a tia Maria, é que não O queremos ver.
- No entanto, como a tia Maria, Deus nunca é tão visível como no Natal. Porque é aí que se vê plenamente a dedicação atenta, o carinho silencioso, a suprema delicadeza.
18 de dezembro de 2008
Bento XVI: sinergia entre instrumentos da comunicação social
O Papa exortou os presentes a continuarem na estrada da sinergia entre tecnologias e instrumentos da comunicação social. No seu discurso, o pontífice notou a importância de seguir o evento litúrgico através do olho atento da câmara, para permitir uma verdadeira participação espiritual também daqueles que não podem estar fisicamente presentes.
Trata-se de uma tarefa importante e exigente, que requer uma preparação séria e uma verdadeira sintonia espiritual com o evento.
Uma Perspectiva Católica da Crise Económica
Natal é festa do dom da vida
A actual situação de crise económica e de restrição, para muitos, estimula a redescobrir o valor espiritual da festa, o valor da simplicidade, do calor familiar, dos afectos. É um estilo que deve inserir-se totalmente no evento cristão, disse o papa, no nascimento do Filho de Deus que muda o sentido da história, o Deus que se tornou próximo e abre à liberdade e à verdade.
12 de dezembro de 2008
Coimbra cria uma associação para apoiar a comunicação social
Todos devemos saber, hoje, que o que não passa na comunicação social não existe. A afirmação, naturalmente, não é minha, mas subscrevo-a inteiramente. E, melhor do que eu, a Igreja também o sabe, e nos mais altos responsáveis e documentos recentes, aparece claramente a afirmação dessa verdade. Aliás, mesmo não me referindo a outros documentos, já desde a Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, somos seriamente questionados: a “Igreja viria a sentir-se culpável diante do seu Senhor, se ela não lançasse mão destes meios potentes que a inteligência humana torna cada dia mais aperfeiçoados” (EN 45).
Fiel ao mandato de Jesus Cristo, de levar a Boa Notícia e fazer discípulos, o uso dos meios de comunicação é cada vez mais sentido e urgente, numa cultura mediática e na era do digital, usando novas ferramentas ao serviço da nova evangelização. (ler mais)
Colocar os pobres em primeiro lugar na sociedade global
Divulgada no dia 11 de Dezembro, no Vaticano, o documento do Papa coloca a tónica nas várias formas de pobreza. Só eliminando a pobreza se consegue construir a paz. Estas insuficiências – não só materiais – “favorecem ou agravam os conflitos, mesmo os conflitos armados” – realça. (ler mais)
9 de dezembro de 2008
Querem-nos roubar o Natal...
mas não querem convidar o festejado.
Querem a árvore de Natal, mas esquecem a sua origem;
querem dar e receber presentes,
mas esquecem os que os Magos Te levaram a Belém;
querem cantos de Natal,
mas esquecem os que os Anjos Te cantaram naquela noite abençoada.
Até a São Nicolau o disfarçaram de “pai Natal”.
Querem as luzes e o feriado, o peru e as rabanadas;
Querem a Ceia de Natal
mas já não vão à Missa do Galo,
nem Te adoram feito Menino nas palhinhas do Presépio.
Quando se lembram estas coisas e o facto que lhes deu origem
diz-se que “o Natal é todos os dias”,
mas não se dispensa esta quadra de consumo e folguedos.
No meio de toda esta confusão deseja-se a paz e a fraternidade,
mas esquecem que só Tu lhes podes dar.
E a culpa de tudo isto ser assim… é também minha
que alinho nesta maneira pouco cristã de celebrar o teu nascimento.
Se desta vez eu der mais a quem tem menos
e comprar menos para quem já tem quase tudo…
se em vez de me cansar a correr de loja em loja
guardar esse tempo para parar diante de Ti…
Se neste Natal fores mesmo Tu a razão da minha festa…
as luzes e os cantos, o peru e as rabanadas, os presentes e a até o Pai Natal
me falarão de Ti e desse gesto infinito do Teu Amor
de teres vindo ao meu encontro nessa noite santa do teu Natal.
Direitos Humanos: Declaração é um alerta
Bispos pedem uma solução rápida nas polémicas da educação
3 de dezembro de 2008
A crise ou em busca da confiança perdida
Vivemos a antecipar o futuro. Vivemos a contar com…, connosco, com os outros, com as contingências históricas, as instituições e mutações sociais que iremos encontrar. O mundo é instável, perigoso, ameaçador.
Acreditamos que o podemos dominar, na nossa capacidade criativa e poder para enfrentar as circunstâncias adversas, as orientar e sujeitar aos nossos objectivos e encontrar formas de adaptação e superação do que não podemos mudar.
A vida social é possível porque confiamos uns nos outros, porque as instituições que nos regem, o Estado, a escola, o sistema judicial, os bancos, os transportes, o comércio, a polícia nos garantem segurança. A confiança pode vacilar, porque algum dos pilares de apoio falhou. A falta de confiança pode espalhar-se por factores objectivos e ampliar-se pelos mecanismos irracionais de contágio do medo e gerar o pânico que paralisa e aprofunda a crise. (ler mais)
2 de dezembro de 2008
Intenções do Papa para o mês de Dezembro
A imagem mediática dos media
A nossa imprensa traz pouca informação. Muita análise, intriga, provocação, boato, emoção, combate, mas pouca informação. O público não quer jornalismo, quer entretenimento. Para ter sucesso o repórter precisa de ter graça, ser espirituoso, ver o aspecto insólito. Assume uma atitude de suposta cumplicidade com o leitor, ouvinte ou espectador desmontando para gáudio mútuo o ridículo que achou que devia reportar. Antecipa no relato o que assume ser o veredicto popular, condenando ou absolvendo aqueles que devia apenas retratar.
Assiste-se a uma verdadeira caça ao deslize, empolado até à hilaridade. Só triunfa se apanhar desprevenido e atrapalhar o entrevistado. Enquanto descreve o que vê quase às gargalhadas, não se dá conta da perda de dignidade profissional. Tem sucesso, mas não rigor. Quem segue a notícia fica com a sensação de ouvir aquele que, dos presentes, menos entendeu o que se passou no acontecimento.
Aliás, relatar o sucedido é o que menos interessa. O jornalista vai ao evento para impor a agenda mediática que levou da sede. A inauguração de um projecto revolucionário, por exemplo, só importa pela oportunidade de fazer a pergunta incómoda ao governante sobre o escândalo do momento. Investimentos de milhões, trabalho de multidões, avanços e benefícios notáveis são detalhes omitidos pela intriga picante que obceca o periódico.
É significativo que existam em Portugal muitos analistas famosos e respeitados, mas poucos jornalistas reputados pelo facto de serem jornalistas. Os directores de informação costumam ser também colunistas. As referências da classe são comentadores. Parece que informação e reportagem é actividade menor.
O mais curioso é que, embora a imprensa escrita e falada seja intensamente opinativa, nunca se assume em termos políticos. Não existe em Portugal o alinhamento ideológico explícito de jornais e emissoras de referência que existe em todos os países. O público não é informado da orientação do meio que escolheu, porque todos dizem apenas a verdade. Todos os repórteres têm opinião, mas todos são isentos de orientações e partidarismos. Os resultados são caricatos.
O actual Governo goza de clara benevolência jornalística. Apesar da contestação e inevitáveis "gafes", o tratamento não se compara com o dos antecessores. Por outro lado a imprensa já decidiu que Manuela Ferreira Leite não tem hipóteses. Não interessa o que pensa ou propõe, apenas que não sabe lidar com os media, o pecado supremo.
Suspeita-se de campanhas organizadas, mas talvez não seja manipulação política, até porque o PS já sofreu o mesmo tratamento. A regra da imprensa é que "mais vale cair em graça que ser engraçado". O Bloco de Esquerda é sempre fresco e interessante, por muitos chavões bafientos que repita, enquanto PCP e PP são desprezados, por vezes sem disfarce. A culpa disto é em boa medida dos sujeitos, mas os mensageiros não são neutros.
Existe muita gente honesta e bem-intencionada no jornalismo. Mas é evidente (e paradoxal) que a imprensa tem hoje uma má imagem. Também é verdade que existe uma falta de imprensa verdadeira, objectiva, respeitada, idónea. Muitos dos que relatam o jogo participam nas equipas. Quando o jogo se suja, avolumam-se as suspeitas. Isto ainda não afecta o poder da imprensa, mas já degrada a classe.
27 de novembro de 2008
Crianças, Famílias e Riscos
De tudo isto e muito mais me lembrei a propósito do recente Congresso sobre Adopção. É difícil tratar este tema desligado do que é ou deveria ser o Sistema de Protecção de Crianças e Jovens e também da dimensão sofrida de um assunto que toca o mais íntimo da condição humana: abandono e desamor, sobrevivência e destino.
É a velha questão da lei e da praxis: é mais fácil legislar do que criar uma verdadeira linha de produção capaz de garantir a articulação permanente de todos os intervenientes, com vista a um resultado: o justo e adequado projecto de vida de cada criança em risco.
Esta linha começa na família biológica, passa por uma instituição e, na melhor das hipóteses, acaba numa reintegração familiar ou numa adopção. Na pior, as crianças crescem num lar. Como o princípio é o da transitoriedade do internamento, muitos lares não investem em tornar-se espaços preparados, em qualidade afectiva e técnica, para um transitório definitivo.
O trabalho com a família biológica nem sempre pode ser preventivo e, a posteriori, é difícil, de lento retorno, colidindo frequentemente com o tempo útil da criança que rapidamente se esgota, deixando-a sem horizonte nem futuro. Alguns candidatos à adopção procuram uma criança em função de uma circunstância - crise conjugal, solidão, frustrações várias ou compaixão - dando origem a duplos abandonos quando verificam que, afinal, não era isso o que queriam. Os magistrados nem sempre têm uma sensibilidade e familiaridade com os casos (todos únicos...) nem com o sistema a jusante e a montante, como se viu pela sorte da Esmeralda.
Todos este processo é marcado por expectativas, percepções contraditórias e interesses conflituantes e, ainda, pela mediatização das emoções. A triste história da Casa Pia criou na opinião pública a ideia de que as instituições ou são tiradas de Dickens ou são antros onde os menores estão sujeitos a todo o tipo de aberrações. A violência doméstica, o álcool e a droga tornam, para muitos, a família biológica um perigo que há que eliminar precocemente. A adopção é vista, sempre, como um happy end quando é com essa refiliação, esse segundo nascimento para os afectos, que tudo realmente começa.
A crueza dos números de crianças em risco na sua família biológica, de crianças institucionalizadas e de crianças que em período de pré-adopção são devolvidas à procedência, mostra o mundo real onde trabalhamos e vivemos. E que aquilo que se exige, todos os dias, ao sistema é desmesurado: refazer o destino de cada uma delas, depressa e sem erros.
25 de novembro de 2008
Concurso Internacional de Fotografia: "A Família e os Migrantes"
Os organizadores do VI Encontro Mundial das Famílias, que será celebrado na capital mexicana em Janeiro, lançaram um Concurso Internacional de Fotografia: «A Família e os Migrantes».Um comunicado emitido pelo Comité Organizador do Encontro informava de que a escolha do tema está relacionada com a solicitude de Bento XVI por este «setor tão vulnerável». O concurso, engloba fotografi as Coloridas e a Preto e Branco. Podem participar pessoas de todas as nacionalidades, sem distinção de credo ou idade. O material fotográfi co deve ser enviado em formato digital para o endereço: eletrónico concursofotoemf2009@gmail.com ou em material impresso ao endereço: San Juan de Dios, n. 222, Col. Villa Lázaro Cárdenas, Delegación Tlalpan. C.P. 14370. México, Districto Federal. Os envelopes devem ser dirigidos à «Oficina de Comunicación Social del Arzobispado de México. Concurso Internacional de Fotografía». O concurso não tem taxa de inscrição.O regulamento e outras informações podem ser encontradas no site ofi cial do VI Encontro Mundial das Famílias: http://www.emf2009.com.mx.
19 de novembro de 2008
Família? Sim, obrigado
Anunciada mensagem papal sobre as novas tecnologias
17 de novembro de 2008
Sinais de Esperança
“Quando pensávamos que iríamos encontrar um quadro de desespero e angústia, os grupos de reflexão conseguiram descobrir imensos sinais de esperança. O mundo onde vivemos continua a ser um lugar de esperança e a família, com todos os riscos que tem, continua a ser uma fonte inesgotável de esperança”, explica Bernardo Mira Delgado. (ler mais)


















