O recém empossado Presidente da República da França no seu discurso de tomada de funções disse: “Derrotamos a frivolidade e a hipocrisia dos intelectuais progressistas. Não vamos permitir a mercantilização de um mundo onde não há lugar para a cultura: desde 1968 não se podia falar da moral. Haviam-nos imposto o relativismo.
Os mais ricos esquivam-se ao pagamento de impostos e engrossam cada vez mais as suas fortunas. Alguns deles abrem a boca para lançarem gestos de simpatia pelos mais desfavorecidos mas viram a cara quando lhes pedem para uma colecta. Frequentam dos melhores comes e bebes e trapos. Remetem os filhos para os melhores colégios privados, da Igreja católica, quando nada querem com ela. Outros mandam-nos estudar para o estrangeiro porque no país as alternativas de melhoria são quase nulas, a menos que se seja bafejado por um golpe de sorte, porque os filhos dos ricos e influentes têm lugares assegurados nisto, naquilo e mais naquilo. Aqui impera a mediocridade enquanto os mais capazes apodrecem no desassossego da sobrevivência, da doença, do conflito, transformados num fardo humano desesperado e sem luz verde à frente do túnel. Tudo é igual. Está-se mesmo a questionar se a liberdade de pensamento deve conter limites. Insulta-se, menospreza-se, enxovalha-se, apouca-se, ridiculariza-se nos meios de comunicação social todo o que exerce poder de autoridade Governos, Tribunais, polícias, e não só… A palavra falada flui quase sempre em torno do sexo; a intimidade da vida privada pouco conta e é aproveitada para um leque de muitas coisas. Levantam-se falsos testemunhos a quem quer que seja, na esperança de um engenhoso de leis que safe a honra do convento. As csarinas do regime, em prosas ocas, defendem o divórcio, o amor livre, a união de facto entre o sem o ser pessoas do mesmo sexo, combatem a família, apoucam a autoridade, negam o Transcendente, reúnem no mesmo tecto os filhos delas, dos outros, de ambos e eventualmente um ilegítimo. Tal como em França o relativismo se instalou entre nós. Tal como em França não se pode inventar mais impostos. E muito menos para assegurar o aborto e sustentar obras faraónicas. E já agora porque se gastou uma fortuna incomensurável para salvaguarda do que dizem ser gravuras rupestres, que bem poderiam ser trasladadas, sem perda da qualidade se a têm, para outro local, sem compromisso de regadio para a zona de Foz Côa? E quem é o responsável desse acto de gestão? Atiraram-se pessoas contra pessoas, acirrou-se a inveja, estimulou-se o ódio e este país está transformado num vespeiro, mergulhado numa dramática crise social, económica e moral. Leis apressadas permitiram que os tribunais por culpa de quem as fez – que não são os tribunais e nem os juízes, embora erradamente se pense e poucas vezes desmentido porque não é conveniente – tivessem que libertar concidadãos – e não só-perigosos criminosos. Tal como Sarkozy é preciso reconstruir este país. O povo deve pedir responsabilidades a quem o conduziu para este perigoso beco, de desemprego, de amoralidade, de desrespeito, de oportunismo e de cegueira.




















