
“PORQUE NÃO EU...”
Tinha 26 anos, quando recebi um CONVITE de Deus. Disse-Lhe, SIM, e ingressei, no ISCF, onde à 7 anos clarifico e confirmo esta chamada.
Quando ainda não me imaginava consagrada (nem sequer sabia da existência desta forma de serviço na Igreja) questionava-me porque existia, qual a minha missão na terra. O tempo passou, terminei o Curso que sempre quis, fui colocada pouco tempo depois, mas no meu interior sempre ecoava esta Pergunta.
Com uma vida estável, cómoda, quer familiarmente quer profissionalmente continuava a procurar algo mais, que durante muito tempo pensei que residisse no constituir família própria. Numa tarde tive a certeza que não era por aí o meu Caminho, e ofereci a Deus a minha dedicação pela minha família e pelas crianças e suas Famílias, que como Educadora de Infância conhecia e relacionava.
Até que um dia num encontro de reflexão ouvi a expressão: “Porque não eu...”. Esta expressão inicialmente não teve eco em mim até que por um conjunto de situações e de algumas pessoas Despertou em mim a possibilidade de O Senhor desejar algo mais....
Não sei dar grandes razões pela minha escolha pela Vida Consagrada Secular, a única e verdadeira razão que tenho é de ter-me sentido atraída e apesar de apegada ao que tinha e pouco conhecer “o Remetente” do Convite, tudo deixei para O seguir.
Sinto que por pouco que possa fazer para que “a Família se torne naquilo que ela é” verdadeiramente: a célula, ou seja, a vida da sociedade, posso oferecer-lhe a minha vida
Como testemunha, como sinal de Deus no mundo.
Estou no quinto ano de formação do Instituto Secular das Cooperadoras da Família. Gostaria de partilhar um pouco da minha vida.
Há seis anos, senti que Deus me tocou e com a Sua voz doce me segredou: “Sandra amo-te e preciso de ti”. Como precisei de Maria, de Pedro, de J. Paulo II, do padre Brás e tantos outros, preciso de ti. Também tu queres ser canal para Me levares a outros? Preciso de ti, aceitas o convite?
Não quis acreditar no que sentia. Sentia-me tão pequena, tive medo, lutei, resisti, afastei-me e quis mesmo fugir. Tudo era desculpa para não escutar: porquê eu? Não sou capaz, etc.
Mas a Sua voz continuava a queimar dentro. Até que uma pergunta me desarmou por completo: “Amas-Me?” Não pude mais resistir e em Agosto de 2002, disse Sim a Deus no Instituto Secular das Cooperadoras da Família.
Desde então, estou no período de Formação Inicial, para discernir, clarificar e amadurecer a minha vocação.
A minha última palavra dirijo-a a todos os jovens:
Jovem se sentires o toque de Deus, escuta atento, abre as portas do coração e entrega-te generosamente, muitos precisam de ti.
Sandra Sousa
“ABRI A MINHA PORTA”
Foi nessa pequena cidade, que me fui formando como pessoa e como cristã, embora sem aquele compromisso radical que nos leva a deixar tudo por Jesus. No meu coração, no entanto, a pequena semente de um apelo mais profundo germinava sem que eu soubesse como.
Como não fechei a porta a esse apelo, Jesus foi ganhando Terreno até que num domingo, no final da Eucaristia, por intermédio de uma cooperadora do Instituto, que se encontrava de passagem, poisou o olhar sobre mim e convidou-me a segui-Lo.
Fiquei perturbada e, ao mesmo tempo com receio de um compromisso maior.
Pouco a pouco fui sentindo a paz e a mão segura d’Aquele que me convidava a fazer um caminho com Ele. Dei o passo e hoje sinto-me feliz porque aderi ao seu apelo e por pertencer a uma nova família.
O caminho ainda não está totalmente feito, mas com ajuda do Senhor procuro viver cada momento na confiança e no abandono à sua vontade.
Ainda hoje ouço esse sussurro no meu coração: “Estou à porta e chamo. Se alguém ouvir a Minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa.” (Ap. 3, 20)
A cada um de nós Ele dirige este convite. Estarás tu disposta a responder-Lhe?
Sunamita






























