Diário da Assembleia Geral do ISCF

“Tudo o que se fizer a bem da família, por pequeno que seja é grande”. (Mons. Brás)

A Família no centro das atenções

Encontra aqui os vários artigos do Dr. Juan Ambrósio sobre a Família...

Encontro Mundial das Famílias 2015

O Vaticano apresentou dia 24 de março em conferência de imprensa o 7.º Encontro Mundial da Família, que vai decorrer de 22 a 27 de setembro de 2015 na cidade norte-americana de Filadélfia.

A saúde mental dos portugueses

Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas...

O trabalho, dom e direito

A sociedade portuguesa e internacional, vive uma situação de crise generalizada e de aumento das desigualdades sociais...

Longe vão os tempos

Longe vão os tempos dos preconceitos culturais em que se aceitava que era a mãe que tinha de cuidar dos filhos...

Dar esperança em tempo de crise

Vivemos tempos difíceis. A família, como célula base da sociedade, é imediatamente afetada por esta crise generalizada e que promete perdurar. Neste contexto, exige-se um novo paradigma, uma nova forma de estar e de nos relacionarmos.

1 de abril de 2007

Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos abre por excelência a Semana Santa. Relembramos e celebramos a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, poucos dias antes de sofrer a Paixão, Morte e Ressurreição. Este domingo é chamado assim porque o povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão onde Jesus passava montado num jumento. Com folhas de palmeiras nas mãos, o povo o aclamava “Rei dos Judeus”, “Hossana ao Filho de David”, “Salvé o Messias”... E assim, Jesus entra triunfante em Jerusalém despertando nos sacerdotes e mestres da lei muita inveja, desconfiança, medo de perder o poder. Começa então uma trama para condenar Jesus à morte e morte de cruz.

O povo o aclama cheio de alegria e esperança, pois Jesus como o profeta de Nazaré da Galiléia, o Messias, o Libertador, certamente para eles, iria libertá-los da escravidão política e económica imposta cruelmente pelos romanos naquela época e, religiosa que massacrava a todos com rigores excessivos e absurdos.

Mas, essa mesma multidão, poucos dias depois, manipulada pelas autoridades religiosas, o acusaria de impostor, de blasfemador, de falso messias. E incitada pelos sacerdotes e mestres da lei, exigiria de Pôncio Pilatos, governador romano da província, que o condenasse à morte.

Por isso, na celebração do Domingo de Ramos, proclamamos dois evangelhos: o primeiro, que narra a entrada festiva de Jesus em Jerusalém fortemente aclamado pelo povo; depois o Evangelho da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, onde são relatados os acontecimentos do julgamento de Cristo. Julgamento injusto com testemunhas compradas e com o firme propósito de condená-lo à morte. Antes porém, da sua condenação, Jesus passa por humilhações, cusparadas, bofetadas, é chicoteado impiedosamente por chicotes romanos que produziam no supliciado, profundos cortes com grande perda de sangue. Só depois de tudo isso que, com palavras é impossível descrever o que Jesus passou por amor a nós, é que Ele foi condenado à morte, pregado numa cruz.

O Domingo de Ramos pode ser chamado também de “Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor”, nele, a liturgia nos relembra e nos convida a celebrar esses acontecimentos da vida de Jesus que se entregou ao Pai como Vítima Perfeita e sem mancha para nos salvar da escravidão do pecado e da morte. Crer nos acontecimentos da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, é crer no mistério central da nossa fé, é crer na vida que vence a morte, é vencer o mal, é também ressuscitar com Cristo e, com Ele Vivo e Vitorioso viver eternamente. É proclamar, como nos diz São Paulo: ‘“Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai’ (Fl 2, 11).

Luiz Alberto Massarote

29 de março de 2007

Matrimónio. Uma opção definitiva?!

1. Introdução. A fidelidade, uma temática fora de moda?

Antes de iniciar a temática para este conjunto de artigos, interrogámo nos (os responsáveis pelo nosso Jornal e eu) qual poderia ser a melhor opção. Vários foram os temas que surgiram como possibilidade, mas um dos que me foi sugerido destacou-se por me parecer muito oportuno e importante. A proposta que me era feita apareceu na sua simplicidade e força: A fidelidade conjugal. É espantoso como uma afirmação, que se pode dizer com tão poucas palavras, pode ser tão complicada de pensar, sobretudo num tempo em que parece estar completamente fora de moda.

Na verdade, não é preciso estar muito atentos para vermos como em todas as revistas ‘cor-de-rosa’ (nunca percebi bem porque lhe dão esta cor, pois a vida que muitas vezes lá vem expressa pouco ou nada tem de cor-de-rosa) o tema da fidelidade sai quase sempre mal tratado. O que aparece são, na maior parte das vezes, situações que têm a ver com a quebra da relação. Fala-se como determinado casal está muito unido e vive uma fase edílica, mas dá-se a entender, implícita ou mesmo explicitamente, que um, ou ambos, já tiveram relações anteriores que, por muitos motivos, acabaram. A dúvida sobre a força e a consistência dos passos tomados fica quase sempre no ar, e os leitores ficam a aguardar quantos números depois encontrarão a notícia da traição, da infidelidade, da separação. E esta realidade não aparece só nas revistas. Frequentemente as notícias nos alertam para o crescente, muito crescente, aumento do número de divórcios, lembrando nos mesmo que esse número não espelha a totalidade da realidade, pois muitos dos que se separam não entram sequer nessa contabilidade, por não terem uma qualquer ligação ‘assumida no papel’. Também, com muita frequência, sobretudo aqueles de nós que têm filhos em idade escolar, se deparam com esta realidade. Parece que não há turma nenhuma onde não existam meninos cujos pais estão separados. E podíamos continuar a fazer alusão a muitos e variados exemplos nesta linha. De facto, de tal maneira ela nos aparece à frente que podemos facilmente ser levados a pensar que a maioria das pessoas já viveu essa experiência da separação e da infidelidade. Pois bem, essa não é a realidade. Apesar do número de separações aumentar, não é a maioria das pessoas que vivem essa experiência, e tenho muitas dúvidas se alguma vez o será. A maioria das pessoas continua a viver a sua relação, com altos e baixos certamente, mas continua a viver essa experiência e continua a apostar nela. Que a fidelidade não seja um tema da moda e se pense mesmo que aqueles que a vivem são certamente ‘botas-de-elástico’, não nos deve impedir de a saber reconhecer em tantas e tantas situações, bem como de a reflectir, valorizando-a. Não sou ingénuo, nem cego, ao ponto de afirmar que a opção da fidelidade uma vez feita não tem problemas, não levanta dificuldades e é imune a todas as intempéries que podem surgir ao longo da vida. Sei bem que a fidelidade não é uma realidade automática e mágica. Sei que ela implica a vontade, o querer e a própria fé, e que, muitas vezes, no mundo em que vivemos, com muitas solicitações noutro sentido, ela exige muita coragem. Mas também sei que ela é um alicerce capaz de dar sentido à vida e motivo de profunda realização. Reflectir esta realidade, sobre diversas perspectivas e tentando perceber as suas implicações, é o grande objectivo desta série de artigos que agora iniciamos. Na hora de escolher um título, e depois de várias dúvidas, opto por formulá-lo com uma interrogação e uma exclamação. Interrogação, porque reconheço a dificuldade dos desafios e também a legitimidade de algumas dúvidas que se levantam neste âmbito (será mesmo possível ao nível da relação de amor fazer uma opção definitiva?) Exclamação, porque o testemunho de muitos vai nessa linha, porque a minha experiência também assim mo indica, porque a minha fé me diz que nesse caminho não estou sozinho.
Juan Ambrósio - colaborador do Jornal da Família

26 de março de 2007


Populorum progressio à Deus caritas est
Jean-Yves Calvez, SJ Professor de Doutrina Social da Igreja

com a presença do Cardeal-Patriarca de Lisboa
nos 40 anos da encíclica de Paulo VI
Quarta-feira - 28Março - 18h00 Auditório Cardeal Medeiros Universidade Católica Portuguesa
Organização:Vigararias de Lisboa e Faculdade de Teologia

Valores da sociedade devem ser construidos em família

Bispo de Portalegre-Castelo Branco indica que «cada família cristã poderá ser verdadeiro fermento de uma nova sociedade»
Olhando para a História, facilmente se percebe a constante mudança no modo de vida, no estilo de relação interpessoal, nos conhecimentos, nos interesses, nas profissões, nos tempos de trabalho, e de lazer e até no sistema de valores. Estas mudanças culturais não são sinal do tempo presente, “sempre existiram”. Mas são as rápidas e profundas mudanças que produzem uma “autêntica mutação cultural”.
Numa reflexão feita por D. José Alves na homilia do encerramento da Jornada Diocesana da Pastoral Familiar sobre a «A transmissão da fé na família», no passado dia 25, o Bispo de Portalegre-Castelo Branco apontou as famílias e as comunidades cristãos como as duas instituições onde as transformações se fazem sentir com mais acuidade, gerando graves problemas de adaptação aos novos modos de pensar e viver.
Entre saudosistas “que não vêem o que há de positivo nas mudanças” e “as pessoas que rejeitam liminarmente o passado”, o Bispo de Portalegre-Castelo Branco indica que “há uma parcela da sociedade, constituída pelos que, sem abdicarem do passado, acreditam na força transformadora do fermento evangélico e lutam por uma sociedade nova, baseada nos valores perenes do humanismo cristão”.
Jesus Cristo é o portador da mensagem que “encontramos no memorial do passado, a resposta para o presente e o projecto para o futuro”.
É no espaço familiar que esta reflexão ganha impulso. “A família está atravessar uma das maiores crises da história e precisa de ser ajudada”, aponta D. José Alves, que explica que o maior problema não são as fragilidades ocasionais. “A família está doente porque se deturpou a noção do pecado, do perdão, da responsabilidade e do amor”.
“Quando na família não se pratica o perdão, se assumem as responsabilidades e se vive o amor verdadeiro, nenhuma outra instituição a pode substituir seja na promoção da felicidade pessoal seja na educação dos filhos”, pois à família, enquanto igreja doméstica, “compete anunciar, celebrar e servir o Evangelho da Vida pela educação dos filhos, da qual são os primeiros e principais responsáveis”, aponta o Bispo de Portalegre-Castelo Branco.
“Se os casais cristãos tomarem consciência de que a transmissão da fé e o acompanhamento da vida cristã dos filhos faz parte integrante do ministério que lhes é confiado por Deus, através da Igreja, ao celebrarem o Matrimónio, então, cada família cristã poderá ser verdadeiro fermento de uma nova sociedade, respeitadora da vida e da dignidade da pessoa humana”, finaliza.
Agência Ecclesia

Portugal foi enganado.
Pela Assembleia da República e pelo Governo e por todos aqueles que (afinal) queriam mesmo a liberalização total do Aborto até às 10 semanas, excluindo todos os mecanismos que pudessem desincentivar a mulher a recorrer ao aborto.
Mas a Assembleia da República e o Governo querem mais: propõem-se estender a despenalização até mais tarde. Desta forma a Lei portuguesa tornar-se-ia a lei da Europa mais inimiga da mulher.
Ainda podemos fazer alguma coisa, vamos pedir verdade e coerência a quem tem responsabilidades perante os portugueses.
Em resposta, neste Domingo iremos mostrar que existe uma rede de cidadãos dedicados à ajuda e apoio a grávida, à ajuda ou apoio aos bebés, seja de ajuda e apoio psicológico a vítimas de aborto legal ou clandestino.
Vamos afirmar que em Portugal há gente empenhada em fazer a que cada vez mais mulheres e famílias possam receber, amar e educar os seus filhos.
Serão distribuídas grandes flores coloridas que nas suas pétalas transportam mensagens dirigidas ao Sr. Presidente da República.
Estas flores representam a beleza e a fragilidade de cada vida humana e beleza e a fragilidade de cada mulher grávida.
Representam também a forma como estamos presentes neste debato. Sensibilizando com verdade e convicção, sem violência nem arrogância.
Somos um, somos dois, somos três, seremos milhões….
Caminhada Pela Vida
Sofia Guedes – 917 211 422
Catarina Almeida – 916543233
Joana Brito Fontes – 965 717 558

23 de março de 2007

As crianças frente á morte

Em Outubro do ano passado tivemos uma série de desgraças familiares. A mais importante, constituída pela morte de meu sogro, foi motivo para longas conversas com minha esposa, meus filhos e eu.
António, assim se chamava meu sogro, vivia há alguns anos connosco e com seus oitenta e um anos era a pessoa mais velha que vivia em casa, e morreu muito rapidamente, sem manifestar nenhuma doença, sem dar-nos tempo para preparar nosso ânimo para este triste evento. Isto nos levou a pensar como enfrentar o problema de dar a notícia a nossos filhos e ajudá-los logo a superar a dor, fizemos como pudemos, agora já sabemos como enfrentar uma situação como esta. Então me dei conta de que quase sempre nos preparamos para a morte de um ser querido, mas não nos preparamos para ajudar a nossos filhos neste assunto. Segue aqui alguns conselhos.
* É importante explicar de forma clara a nossos filhos o acontecido. Não é bom dizer que a pessoa falecida foi viajar, nem dizer que dormiu. Ambas afirmações criam nas crianças a ideia de que esta pessoa retornará de sua viagem ou despertará de seu sono. Sabe-se também que algumas crianças que temem dormir porque identificaram o sono com a morte.
Não se deve temer o uso de palavras como "morte" ou "morto" que, nas crianças maiores, dará uma idéia clara do que aconteceu
* Não é bom ser muito detalhado sobre como aconteceu a morte do ser querido, a explicação deve ser breve e clara.
* Deve-se estar atento e esquadrinhar os sentimentos das crianças já que, os mais pequenos, costumam ter a sensação de ser culpáveis da morte do ser querido. Deve ser explicado de forma clara que o que eles tenham dito ou pensado não provocou a morte do ser querido.
* As crianças, segundo suas idades, entendem a morte de diversas maneiras. Em geral os mais pequenos não entendem o significado da morte até os três anos. Entre os três e os cinco anos costumam considerar a morte como um estado reversível e temporário. Depois dos cinco anos entendem que a morte é um estado definitivo, mas até os dez anos não acreditam que possa acontecer com eles. Então aos dez anos costumam entender que a morte é um estado definitivo e que necessariamente todos chegamos a ela. Claro que isto não é matemático e muitas das crianças que já passaram pela triste experiência que significa perder um ser querido, costumam ser muito adiantados na compreensão deste fenómeno.
* Acredito que não se deve impedir que participem do velório enterro, embora tampouco se deve obrigar a participar disso. No caso de que eles queiram estar presentes, deve ser-lhes explicado anteriormente o que vão ver nesse momento. Ao permitir-lhes participar destes eventos lhes damos a possibilidade de experimentara sensação de uma despedida definitiva.
Nossos filhos participaram do velório de seu avô, rezaram junto com sua mãe, e serviram de consolo a sua mãe que também pôde ajudá-los a entender a situação.
* Não devemos temer chorar diante de nossos filhos, eles compreenderão e nos acompanharão na dor, mas acredito que devemos evitar situações de gritos escandalosos e sinais de desesperação, podem deixar neles uma imagem sumamente negativa e desesperançada.
* Se a criança sente desejos de expressar sua dor, não devemos impedi-lo. Talvez o melhor é ajudá-lo a que o fazem comunicando-lhes que nós também compartilhamos essa pena.
Quando a dor não é exteriorizada pode se manifestar de maneiras não conscientes (pesadelos, dificuldades na escola, etc.)
* As crianças se sentem mais consolados com um abraço que com palavras sentidas.
* Se tem-se fé e se acredita na vida eterna, a questão será mais simples, menos penosa. Porque essa separação definitiva, se transforma na esperança de nos reunirmos com a pessoa amada no final de nossos dias na presença do Pai Eterno.

19 de março de 2007

S. José, esposo da Virgem Santa Maria


"O Anjo do Senhor manifestou-se-lhe, em sonho, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria como tua Mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo." Mt 1,20



Hoje, comemoramos o grande patrono da Igreja Universal, São José. Ninguém ignora que São José, é o esposo de Nossa Senhora e pai adoptivo de Jesus. A Bíblia não fala muito dele. No entanto, o amor cristão faz de cada palavra do Evangelho de São Mateus um ensinamento novo para a vida. Eis alguns factos que sempre recordamos: A ordem dada a São José, de receber Maria como esposa. É o fim do Antigo Testamento e o começo do Novo. Ele é o patriarca, o grande pai. A fuga para o Egipto e a volta lembram a história de todo o povo de Israel - o Êxodo. Portanto, São José é o amigo do povo, dos pobres, dos pequeninos, dos perseguidos e dos sofredores. Da Bíblia, recebeu ele o título maior que ela costuma dar a alguém: Justo. São José era um homem "justo". Tanto a Idade Média quanto os tempos modernos lembraram muito São José como modelo para o lar e, também, para o operário. A simplicidade e a fidelidade fizeram de São José o protector escolhido para Maria e para o próprio Jesus, bem como para todos nós.



Evangelho Quotidiano

15 de março de 2007

A Cura pela Música (e não só...)


(1)


A música tem sido utilizada pelo Homem ao longo da sua história como companheira nos momentos de alegria e tristeza, proporcionando-lhe uma série de emoções conforme a necessidade.

Como a música exerce uma poderosa influência sobre o estado psicológico e espiritual do ser humano, acaba por também influenciar o seu estado físico.

Com o passar do tempo, a música foi sendo utilizada de uma forma mais concreta a cada ser humano, respondendo às suas necessidades.

Acabou por se dar o nome de Musicoterapia à terapia, em que se utiliza a música como principal instrumento de ajuda e cura. Nesta terapia, são utilizados sons e diversos tipos de música com o objectivo de relaxar, aliviar sintomas desagradáveis, chegando mesmo a proporcionar cura em certas doenças, principalmente em relação às que se referem ao sistema nervoso.

Importa referir que qualquer pessoa, independentemente das suas características, é influenciada pela música que ouve.

Um dos mais importantes papéis da música, quando utilizada com fins terapêuticos, é a de proporcionar a prevenção de certos problemas mesmo antes deles surgirem.

De acordo com cada situação, assim são explorados os instrumentos utilizados em tal terapia, tais como por exemplo: ensino e execução de instrumentos musicais em concreto, o canto e outras actividades que envolvam o som, a música e o movimento.

Como alguns exemplos de situações em que se poderá utilizar a Musicoterapia de forma a aliviar ou mesmo curar certos problemas, temos:

- Pessoas que sentem dificuldades de aprendizagem e na área da comunicação;
- Pessoas com problemas do foro psiquiátrico ou simplesmente que estejam a passar por situações de tensão ou de depressão;
- Deficientes de diversa ordem;
- Pessoas que buscam ajuda para problemas específicos;
- Gestantes (realizando um acompanhamento pré ou pós-natal);
- Acompanhamento a bebés;
- etc.


Proposta de um começo maravilhoso de vida nova

Neste primeiro texto, começaremos por nos debruçar em especial ao que chamarei «o começo do ser humano». Aliás, começaremos ainda na programação de um filho.

Qualquer mulher, mesmo antes de decidir engravidar, beneficiaria bastante se utilizasse a música como uma técnica relaxante, preparando o seu corpo e parte psicológica para o momento em que praticaria o acto sexual, já com o propósito e o desejo de que desse acto resultaria a concepção de um filho.

Decerto se houvesse esse cuidado prévio, o Ser que resultasse desse acto de amor, repleto de cuidado, ganharia francamente com tais atitudes.

Depois de esse pequeno Ser existir já no ventre materno, dever-se-ia continuar a fazer o trabalho musical de amor.

Como?

Proporcionando a esse Ser, embora ainda no ventre de sua mãe, ouvir o mais possível música calma e a voz repleta de ternura dos seus pais.

Conselhos práticos e acessíveis a qualquer um para preparar esse novo Ser para a vida, logo desde o momento da concepção:

- A mãe deve trautear com voz doce, repetindo vezes sem conta a mesma melodia (uma canção de embalar, de preferência com palavras simples e doces).

Por experiência própria, sei que um indivíduo consegue relaxar quase automaticamente ao ouvir a melodia que lhe foi cantada pela mãe logo após a concepção até aos primeiros anos de vida.

A música torna-se, por isso, um óptimo instrumento na mão das mães porque ajuda a acalmar os seus filhos.

Conheço situações em que os indivíduos já adultos cantam para si próprios essa mesma melodia de embalar em momentos conturbados das suas vidas, conseguindo ultrapassá-los mais facilmente. Assim, evitam ingerir medicamentos, conseguindo o auto-equilíbrio por uma forma tão simples como a de recordar um «calmante» apreendido ainda no útero da mãe e durante os primeiros anos de vida.

- Gradualmente começar por trautear canções com um propósito didáctico. Por exemplo, repetir muitas vezes as primeiras três letras dos alfabetos ao mesmo tempo que se toca na barriga com toques programados.

Exemplo: Canta-se as primeiras letras do abecedário A, B, C, D e ao mesmo tempo dá-se um toque juntamente com o “A”, dois toques com o “B” e assim por diante, podendo inventar-se outros toques com palmas, ou outros.

O Ser que existe no ventre ouve e sente as vibrações. A repetição dos exercícios, sempre muito simples, habitua-o a ouvir esses sons e a associar os toques a cada letra.

Com o passar dos meses, vai-se juntando mais uma letra, ou ensina-se os primeiros números, ou uma canção sobre as estações do ano ou outras melodias, mas sempre adicionando novos ensinamentos muito devagar e gradualmente.

Eu sou defensora de que a música calma intercalada com as melodias didácticas cantadas pela mãe é um dos maiores antídotos contra problemas futuros, principalmente ao nível das emoções.

Quando a criança nasce, a mãe deve continuar a utilizar os mesmos métodos de ensino, até que gradualmente a criança começa a trautear as mesmas canções.

Pouco a pouco, a mãe deve adicionar às suas melodias, gravuras, letras de plástico correspondendo ao que ensina através da música.

Para aquele que acredita num Ser Superior e no seu Amor, a utilização de hinos religiosos é um instrumento poderoso para trazer paz e fomenta a fé e a esperança no futuro.

A utilização da música como instrumento no relacionamento mãe-filho serve para fortalecer o vínculo entre eles e como consequência resulta num desenvolvimento mais saudável da criança.


Alexandra Caracol - colaboradora do Jornal da Família

Consulte o livro já disponível nas livrarias
A Cura pela Música (e não só...),
de Alexandra Caracol
Edições Tanilunga

Rua em nome de quem aí fez obra


Monsenhor Alves Brás tem, a partir deste Domingo passado, o nome associado a uma rua de Coimbra. O reconhecimento de um homem que «calcorreou ruas como ninguém» para ajudar quem mais necessitava. O trabalho desenvolvido por Joaquim Alves Brás em prol dos mais desfavorecidos foi a afirmação comum que marcou os discursos no descerramento da placa toponímica da rua que perpetua, em Coimbra, o nome do fundador da Obra de Santa Zita.

A Rua Monsenhor Alves Brás, primeira artéria à direita para quem sobe em direcção a Vale de Canas, só tem sentido ascendente. O acesso é feito pela Rua Vitorino Nemésio para poente até à Rua das Barreiras, paralela à Avenida Elísio de Moura.

Maria da Conceição Brites, presidente nacional da Obra de Santa Zita, que comemora 75 anos, lembrou que a atribuição do nome de uma rua em honra de Monsenhor Joaquim Alves Brás representa «um sinal de gratidão pelos seus gestos nobres».

Para além de considerar a homenagem «digna e justa», Maria da Conceição Brites acrescentou que o sacerdote diocesano, cujo processo de beatificação está em curso, foi «um homem que sobressaiu na sua época pela grande sementeira de amor que cultivou pelas obras que fundou».Visivelmente emocionada, a presidente nacional da Obra de Santa Zita referiu que «a missão de monsenhor Alves Brás está ligada à rua», acrescentando que «calcorreou ruas como ninguém e soube escolher a certa» para ajudar os desabrigados.

O «apóstolo da família», como foi designado por Maria da Conceição Brites, «não deixou ninguém indiferente», razão pela qual acredita que «a sua beatificação não deve demorar muito», desejando ainda que a rua sirva de «incentivo a todos os que nela passarem para irem mais além».

O bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, conheceu pessoalmente monsenhor Alves Brás e mostrou-se agradecido por ver a autarquia «enaltecer alguém da igreja». «Viu, muito cedo, que Coimbra era o lugar para plantar mais uma das flores do grande jardim que era a sua obra», destacou.

«Considero um dever da autarquia e cidade lembrar e perpetuar o nome daqueles que se distinguem no seu trabalho e vida», começou por dizer João Rebelo, vice-presidente da Câmara de Coimbra, para logo afirmar ser assim que se faz cultura.

A rua escolhida para homenagear Joaquim Alves Brás não foi, segundo o autarca, «planeada», embora tenha surgido por «necessidade» da construção da Circular Externa. Uma constatação que permitiu a comparação: «Aliás, tal como a obra de monsenhor Alves Brás».

A inauguração da rua marcou o arranque de várias iniciativas que se prolongaram ao longo do dia e incluíram uma missa celebrada pelo bispo de Coimbra e a apresentação de um documentário sobre a evocação histórica da Obra de Santa Zita.

Mário Nunes, vereador da Cultura da Câmara de Coimbra, justificou a homenagem com a necessidade de «evocar a memória de um grande homem que construiu uma grande obra». A dedicação de monsenhor Alves Brás a uma causa que «suavizou a dor alheia» é enaltecida, acrescentando que «soube ver a mensagem bíblica que outros não viram».





Diário de Coimbra

13 de março de 2007

Braga vai ter Centro de Apoio à Família e à Vida

A Casa de Santa Zita vai acolher o Centro de Apoio à Família e à Vida, revelou este Domingo o Arcebispo de Braga na missa comemorativa do 75.º aniversário da Obra de Santa Zita, celebrada na Sé Catedral. Segundo D. Jorge Ortiga, «preparar para viver em família, com responsabilidade, é apostolado e missão a redescobrir».«Sei que, por parte das Cooperadoras da Família, existe uma total disponibilidade para organizar e acompanhar esta preparação. Assim as pessoas o queiram», disse também o Arcebispo Primaz, acrescentando que «são variadíssimas as dimensões a ter em consideração: economia doméstica, culinária, decoração, momentos de convívios…, tudo coisas que parecem pequenas mas que constituem a causa da alegria em viver em casa com prazer e bem-estar».
A abertura deste Centro de Apoio, que funcionará ininterruptamente e que será apresentado em conferência de imprensa no Dia do Pai (19 de Março), foi anunciada pelo Arcebispo Primaz na missa que celebrou, no Sameiro, na última festa da Imaculada Conceição (8 de Dezembro).Depois, na reunião do Conselho Pastoral Diocesano, que teve lugar na véspera do referendo ao aborto (10 de Fevereiro), D. Jorge Ortiga adiantou que esta estrutura pró-família e pró-vida não ficaria instalada nos Serviços Centrais da Arquidiocese.Ontem, na missa concelebrada pelo Arcebispo Emérito de Braga, D. Eurico Nogueira, e por alguns sacerdotes, D. Jorge Ortiga afirmou que «é imperioso dar, na pastoral da Igreja, uma centralidade à família através duma valorização maior, capaz de fazer com que a experiência cristã, alicerçada na opção pessoal e individual, parta da família e conduza à revitalização da mesma». «Temos de regressar à família e fazer com que ela gere uma Igreja renovada e uma sociedade nova», frisou o Arcebispo Primaz, que logo no início da homilia contextualizou este desafio: «Sabemo-nos mergulhados num fenómeno de pluralidade de formas de vida familiar. Este confronto, ideológico e concreto, impele-nos não a relativizar ou aceitar esta realidade como inevitável», antes «a acolher uma renovada identidade da família».«A família — acrescentou — como realidade estável e fundada na aliança fiel deve constituir o fundamento duma sociedade verdadeiramente humana. Mais ainda, a qualidade do contexto social depende da saúde das famílias. O seu dinamismo interno deve acompanhar a evolução histórica mas a sua identidade essencial não pode desmoronar-se».Depois, o Arcebispo Primaz reconheceu alguma fraqueza na forma como se tem processado a evangelização e a promoção da vida e da família. «A Igreja sempre prestou atenção à realidade familiar. Nos últimos tempos talvez tenhamos ficado por uma exaltação teórica sem um acompanhamento adequado.Existem movimentos e estruturas. Só que, estou convencido disso, são ocasionais, para alguns momentos ou para pequenos grupos. Importa que a atenção à família seja permanente e para todos», disse D. Jorge Ortiga, antes de destacar o trabalho do Instituto das Cooperadoras da Família.«O carisma da Obra de Santa Zita, protagonizado pelo Instituto Secular das Cooperadoras da Família, pode ser ajuda preciosa pelo seu contributo específico e pelo anúncio a semear no seio das comunidades», afirmou o Arcebispo Primaz.A sua presença na cidade de Braga, referiu, que remonta a 1948 — primeiro, no número 3 da Rua do Forno, e desde 1952, no número 20 da Rua de São João do Souto — «é conhecida e reconhecida por quem por lá passou e por quem vive minimamente atento aos dinamismos da vida social». A Obra de Santa Zita foi fundada por monsenhor Joaquim Alves Brás, na cidade da Guarda, para dar resposta aos grandes problemas e carências de inúmeras jovens que iam das aldeias para as cidades para trabalhar como empregadasdomésticas. Desde 1946, com a aprovação de novos estatutos e regulamento, é de âmbito nacional. Na encenação que teve lugar no final da missa ontem animada na Sé de Braga por um dos coros da paróquia de São Victor, os 75 anos da Obra de Santa Zita, que tem como lema “mãos no trabalho, coração em Deus”, e a vida do seu fundador, segundo o qual “salvando a família é todo o mundo que é salvo”, foram evocados pela directora da Casa de Santa Zita de Braga, Manuela Caldeira, e por um grupo de jovens (“Focos de esperança”).As celebrações das bodas de diamante prosseguem no dia 28 de Abril, desta vez em Lisboa, com um painel e a inauguração de uma exposição. No dia 29, após a missa presidida pelo Cardeal-Patriarca, realizar-se-á o almoço-convívio e uma sessão cultural, na aula magna da Reitoria da Universidade, com a participação de vários grupos de música e dança.
Diário do Minho

9 de março de 2007

Se quer ser um bom pai, seja um bom esposo

O último livro de Piero Ferruci, "Nossos mestres as crianças" já foi traduzido em 11 idiomas.Neste livro ele afirma: "Foi preciso tempo, mas ao final percebi: a relação com meus filhos passa através da relação com minha mulher. Não posso ter com eles uma boa relação se minha relação com ela não é boa".A experiência clínica de Ferruci demonstrou-lhe que "cada ser humano é o resultado da relação entre dois indivíduos: seu pai e sua mãe. E esta relação segue vivendo dentro de nós como uma harmonia belíssima ou como uma dilaceração dolorosa. A relação entre nossos progenitores - disse Ferruci – constitui-nos no que somos. E isto é verdade também na época da 'família-dormitório', dos progenitores single, da fecundação artificial, da manipulação genética, dos ventres de aluguer, dos bancos de espermatozóides... Uma criança sente com todo o seu ser a relação entre os seus progenitores, seja qual for, sente-a nele mesmo. Se a relação está envenenada, o veneno circulará pelo seu organismo. Se a atmosfera não é harmoniosa, crescerá em dissonância. Se está repleta de ânsias e inseguranças, também seu futuro será incerto".A conclusão então parece clara: se você quer ser um bom pai, seja um grande esposo. Se quer ser uma boa mãe, seja uma grande companheira para o seu marido. Isto que parece simples, na prática não é. Por quê? Ferruci responde em primeira pessoa, com grande humildade: "Às vezes esqueci esta realidade. Tive demasiada confiança. Sabendo que nossa relação ia bem, a deixei aí". Abandonada a relação à sua própria sorte, prontamente aparecem os desgostos, as recriminações.Quando um matrimónio reage a tempo e recupera o belo do seu amor, os primeiros a perceber são os filhos. E conta a sua própria experiência depois de uma temporada em que, ao escrever seus livros, começou a levantar-se às 5 da manhã e a passar o dia a reclamar do ruído das interrupções:"Comecei a sentir-me deprimido, algo não andava bem. Finalmente compreendi o que sabia mas não queria admitir. A ordem das minhas prioridades estava equivocada.Decidi devolver a Vivien, minha mulher, um marido que não caísse de sono. Depois ocorreu algo subtil e surpreendente. A relação entre Emilio e Viven melhorou. Não é que fosse uma relação má, mas havia algo que eu não gostava. Com frequência Emilio era descortês com ela e falava comigo como se Vivien não existisse, ignorando-a como o machista mais endurecido. Depois entendi: Emilio mostrava-me qual era a minha atitude para com Vivien... Eu era quem a transformava numa sombra. Afortunadamente percebi a tempo".
Como manter e melhorar constantemente a relação conjugal? Este autor italiano é um grande romântico e crê que a fonte do amor para os esposos estão nas recordações dos melhores momentos."Ao contrário do que muitos pensam, eu creio que o facto de apaixonar-se é o instante mais autêntico da relação entre duas pessoas; é quando elas vêm que todas as possibilidades se abrem diante delas, quando tocam a essência e a beleza do amor... Ante os olhos da minha mente desfilam nossos momentos mais luminosos: o primeiro passeio juntos, a decisão de casar-nos numa tarde de Setembro, Vivien que veio me receber no aeroporto num dia de chuva, o concerto durante a gravidez de Emilio...
Tudo isso é a origem, a fonte: o lugar no qual tudo vai bem e é perfeito. Resulta positivo regressar de vez em quando às origens e beber daquela fonte de água pura".

Tirado de "Fazer Família" por Maria Esther Roblero

8 de março de 2007

Ser Mulher...

De acordo com o Departamento da População da ONU, em todo o mundo existem 3,132,342,000 mulheres. Contudo, este número poderia ser maior se, em consequência da falta de cuidados médicos ou de abortos de selecção natural, cerca de 60 milhões de bebés do sexo feminino não fossem impedidos de nascer, muitas vezes, por serem considerados inferiores ao do sexo oposto.
Cerca de 1 bilião, ou seja, uma em cada três mulheres já foram vítimas de algum tipo de violência que, normalmente é perpetrada por algum familiar ou alguém conhecido. A violência sobre as mulheres assume diferentes formas, desde a agressão física à agressão psicológica, nomeadamente, a humilhação e intimidação, bem como comportamentos controladores que restringem a sua conduta e o acesso à informação.
A violência contra as mulheres atinge números dramáticos durante períodos de guerra, nos quais as vitimas se encontram mais desprotegidas. A violação em massa costuma ser usada como arma de guerra com a agravante das mulheres serem, muitas vezes, forçadas a prostituir-se para assegurar a sobrevivência das suas famílias.
Em vários países esta questão é considerada um caso de saúde publica, uma vez que alguns tipos de violência tem contribuído para afectar a capacidade reprodutiva e para elevados índices de HIV/SIDA entre mulheres de varias faixas etárias. Em muitos países existe ainda a crença de que através de uma relação sexual com uma virgem encontra-se a cura para esta doença, daí que o número de mulheres jovens e de crianças com SIDA tenha vindo a aumentar significativamente.
Outros tipos de violência existem, mas por serem vistos como ‘habituais’ ou ‘tradicionais’, por fazerem parte de uma cultura não são tão visíveis. É o caso da mutilação genital, dos casamentos precoces ou dos “crimes de honra”.

Alguns Números da Violência:
· 70% das mulheres assassinadas foram mortas pelos seus parceiros no ano de 2002.
· 5 mulheres, por semana, foram mortas pelo parceiro ou algum membro da família na Zâmbia (2003).
· A cada 15 segundos uma mulher é espancada pelo parceiro nos EUA.
· 36000 mulheres são espancadas diariamente na Federação Russa.
· 147 mulheres são violadas diariamente na África do Sul.
· A cada 90 segundos uma mulher é violada nos EUA.
· Em 85% das zonas de conflito armado registou-se tráfico de mulheres e raparigas.
· 250 000 a 500 000 mulheres foram violadas durante o genocídio de Ruanda.
· 400 mulheres e raparigas com pouco mais de 8 anos foram violadas no Iraque desde Abril de 2003.
· A cada 14 dias uma colombiana é vítima de “desaparecimento” forçado.
· 20 000 a 50 000 mulheres foram violadas na Bósnia e Herzegovina durante os 5 meses de conflito em 1992.
· Mais de 135 milhões de raparigas foram sujeitas à mutilação genital. 2 milhões estão todos os anos em risco.
· 82 milhões de raparigas com idades entre os 10 e 17 anos, casarão antes de completarem 18 anos.
· 45 mulheres foram assassinadas num período de 2 meses no Irão em virtude dos “crimes de honra”.
· A mutilação genital continua a ser praticada nas comunidades emigrantes na França, Holanda, Dinamarca, Suíça , Itália, Suécia e Reino Unido.
· 15000 mortes por ano na Índia, causadas por estranhos fogos acidentais desencadeados em cozinhas.

Infelizmente, a lista não termina aqui, ela é muito maior, no entanto a totalidade os números relativos à violência contra as mulheres ainda continua desconhecida, uma vez que muitas mulheres continuam a não denunciar os crimes de que são alvo, por vezes, por medo outras por vergonha, por falta de meios económicos, pela preocupação com os filhos ou por dependência emocional. A verdade é que muitas destas mulheres sabem que a impunidade ainda impera.

Para mais uma reflexão:
· 51% da população mundial infectada com HIV/SIDA (mais de 20 milhões) são mulheres.
· Mais de metade das novas infecções com HIV ocorrem entre jovens dos 15 aos 24 anos, e mais de 60% destes jovens seropositivos, são mulheres.
· Em 2003, pelo menos 54 países tinham leis discriminatórias contra as mulheres.
· A violação marital é reconhecida como crime em apenas 51 países.
· Os códigos penais de países como o Peru, Bangladesh, Argentina, Equador, Egipto, Guatemala, Irão, Israel, Jordão, Síria, Líbano, Turquia e Venezuela prevêem as chamadas “defesas de honra” (parciais ou completas).
· Na África do Sul a percentagem de condenação por violação permanece nos 7%. Apenas um terço do número estimado de violações foi denunciado em 2003.
· Nos EUA 16% das mulheres denunciaram a violação à polícia; daquelas que não o fizeram, 50% teriam relatado o seu caso se lhe tivessem sido dadas garantias de sigilo.
· No ano de 2003, a legislação sobre a violência doméstica era inexistente ou desconhecida em 79 países.

7 de março de 2007

...Mas não basta um Tabor

Senhor, é mesmo bom ficarmos aqui em cima!

Chegámos a este lugar solitário, nós, os Teus amigos, em busca de Ti. Mas a gente nem imaginava que fosse tão agradável. Longe da poluição, longe do barulho da cidade grande, longe do asfalto, longe dos "outros".

Senhor, desde que descobrimos a beleza da Tua casa, é aqui que vamos ficar. Aqui implantaremos as nossas tendas. Bem juntinho de Ti, de cabeça apoiada sobre o Teu coração.

Senhor, esta é a nossa grande tentação. Custa a compreender que, se é bom ficarmos aqui, ainda não chegou a hora de "pendurarmos as botas", a hora da reforma.

A estrela de Belém continua a sua marcha rumo ao infinito; temos que correr atrás dela ou acabaremos por perdê-la de vista.

Perdoa se, como Pedro, em certos momentos gostaríamos de abandonar o mundo ao seu destino e deixar que os outros "se arranjem" sozinhos. Mas, no fundo, a culpa é Tua, que Te apresentas a nós revestido de tanto esplendor. Tu bem o sabes, ninguém resiste aos apelos da Tua beleza.

Tu nos chamaste, Senhor, a uma vida de luta e de trabalho. Ninguém tem o direito de recusar. Este mundo de Deus tem que ser renovado e reconstruído continuamente. E não é fugindo das próprias responsabilidades que o problema será resolvido.

Mas quem se encarregará disso, se os Teus amigos se refugiarem na montanha sagrada e lá fixarem as suas tendas?

O Tabor é muito tentador. Mas a vida não pode ser um contínuo Tabor.

Fiquei a pensar que a vida pode ser comparada a três montes, que o homem encontra no seu caminho.

O Monte Tabor, o Monte Calvário, o Monte da Ascensão.

O Tabor simboliza o empo da juventude, do primeiro encontro conTigo, do primeiro amor; o tempo luminoso do entusiasmo e da generosidade. E como gostaríamos que este tempo se perpectuasse! Mas não basta um Tabor para forjar um homem e prepará-lo para a vida eterna. Ele é apenas um momento, uma promessa, uma visão uma rápida epifania da vida futura.

Logo em seguida, topa-se com o Calvário, o Monte do sacrifício, o altar onde se consome a vida pelo trabalho, pela cruz, pelo martírio. É o tempo mais duro e mais longo, em que se experimenta desalento, agonia, tentação de fuga e de abandono. É o tempo em que se deve construir o reino de Deus. E é passagem obrigatória.

Enfim, eis o Monte da Ascensão, que corresponde ao momento da felicidade que se aproxima. É o tempo em que se pressente a grande luz, o tempo em que a estrela pára de vez em e Tu em pessoa virás ao encontro dos teus amigos.

Meu irmão, hoje uma luz brilha para ti, a mesma que brilhou para Pedro, Tiago e João. Mas é bom que tu fiques prevenido. Vai chegar o momento em que ela se esconderá, e terás que andar na escuridão.

Mas no fim, acabarás por descobrir um Monte iluminado, e Cristo em cima, esperando por ti.

Então, será grande a tua alegria.



Pe. Virgílio, ssp in "O meu Cristo de cada dia"

6 de março de 2007

Obra de Santa Zita celebra aniversário

“Fundada em 1931, na cidade da Guarda, por Monsenhor Joaquim Alves Brás, a Obra de Santa Zita (OSZ) teve sempre em vista a promoção integral da pessoa, em especial da empregada doméstica, ao tempo uma classe socialmente marginalizada e profissionalmente sem direitos, nem protecção de qualquer espécie.” Para assinalar este 75.º aniversário de fundação, a OSZ na diocese do Funchal promove a abertura das comemorações no próximo domingo, 12 de Novembro, na Igreja do Colégio, pelas 15h30m; às 16h haverá a celebração eucarística presidida pelo Pe. dr. Marcos Gonçalves.
Esta celebração, segundo D. Maria Marques Antunes, uma das responsáveis pela Obra de Santa Zita na Madeira, “tem por objectivo: agradecer a Deus o dom da Obra; aprofundar o conhecimento da mesma; dá-la a conhecer a outros; e intensificar as acções de graças a Deus pelo bem feito ao longo destes anos, por intercessão do fundador, Monsenhor Joaquim Alves Brás e de Santa Zita, nossa padroeira.”
No âmbito das celebrações destes 75 anos da Obra decorrerá uma peregrinação a Roma, de 21 a 29 de Abril próximo.

Obra actual e diversificada

A Obra de Santa Zita, em correspondência com a actualização dos seus estatutos, tem vindo a “alargar o âmbito da sua acção e associação às pessoas cuja profissão tenha fins similares de apoio à família, nomeadamente, Assistentes e Auxiliares da Família, Ajudantes da Acção Educativa, de Lar de Idosos e Centros de Dia, Mulheres a dias, Educadores e Auxiliares de Infância e outras.”
Quanto à sua natureza jurídica, “a Obra de Santa Zita é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), de natureza associativa, com aprovação canónica e civil. O lema “Mãos no trabalho coração em Deus” é a expressão da síntese fé/vida proposto para todos aqueles que, de uma ou de outra forma, se associam à Obra, para que à imitação de Santa Zita procurem viver a espiritualidade do trabalho, dignificando a sua missão ao serviço da vida, da família e dos mais pobres.”
No vasto campo das suas características, “a OSZ aposta na formação como meio privilegiado de prevenção de situações de risco e de carência humana, familiar e social e crescimento integral e integrante da pessoa. Como IPSS, a Obra tem um cariz marcadamente social e solidário que se traduz em acções de apoio a diversos sectores carenciados da população: crianças, jovens famílias e idosos e na promoção do voluntariado. Enquanto Obra de Igreja a OSZ tem uma vocação marcadamente apostólica de que procura imbuir toda a sua vida e acção.”
Entre as actividades e Serviços em curso, destaca-se a Escola Profissional de Agentes de Serviço e Apoio Social a funcionar no Funchal, edifício do Colégio.


in Jornal da Madeira

4 de março de 2007

SEXUALIDADE - Paradigmas para uma reflexão (6º tema)

6. Sexualidade e Ética. Um Desafio aos Educadores II

A sexualidade humana não pode ser entendida como uma dinâmica que se pode impor de uma maneira incontrolável. Ela deve ser vivida e integrada na totalidade de todos os dinamismos existentes na pessoa. Não se pode mesmo crescer humanamente sem uma educação correcta da maturidade afectiva e sexual. A preocupação demonstrada aos mais variados níveis a este respeito mostra como esta necessidade é já algo consensual entre os diferentes sectores e forças da sociedade. Quanto aos critérios a utilizar nesse processo educativo, aí as diferenças são significativas.
Sem ter a pretensão de ultrapassar essas diferenças - coisa que requereria um trabalho muito mais apurado e longo para o qual não só não me sinto preparado como julgo mesmo muito difícil de alcançar – deixo aqui alguns indicativos (e sublinho que são apenas alguns) a ter presentes na educação da afectividade e da sexualidade (para isso continuo a inspirar-me no artigo já citado de Jerónimo Trigo):
Valorizar a comunicação e o diálogo sublinhando a importância fundamental do encontro pessoal, da abertura ao outro, da vida em comunhão. É fundamental nesta linha superar o individualismo que, levado aos extremos, acaba por condenar as pessoas a uma terrível solidão, mesmo que porventura se encontrem no meio de uma multidão. Também a este nível é fundamental perceber que a sexualidade - como nota da identidade pessoal - se constrói e vive mais plenamente na relação com os outros;
Também por causa disso, mas não só, é fundamental valorizar e sublinhar a relação entre o sexo, os afectos e o amor. Viver ou educar a sexualidade sem fortalecer esse vínculo é certamente correr o grave perigo de a reduzir a um conjunto de técnicas de modo a alcançar o melhor desempenho possível. Sabemos bem que amor e sexualidade não são a mesma coisa. O amor pode traduzir-se e exprimir-se em diversas linguagens, sendo a linguagem da sexualidade, por exemplo, uma daquelas (não a única) mais capazes de expressar a plenitude e a totalidade da entrega e do diálogo dos esposos. A sexualidade não pode, contudo, ser reduzida à condição de ser uma linguagem do amor. Ela tem um estatuto e uma existência próprios, que marcam profundamente a pessoa de cada um de nós. Porém, quando vivida e integrada na dimensão do amor e dos afectos, ela pode desenvolver-se em harmonia, contribuindo para um equilibrado crescimento pessoal.
Valorizar a dimensão corpórea da pessoa é, igualmente, a este nível, um aspecto muito importante a ter em conta. Para isso é preciso superar os dualismos antropológicos que, em muitas situações, continuam a marcar presença. O ser humano não é uma soma de duas partes (corpo mais espírito). Pensar assim é, por um lado, não estar atento à profunda realidade da nossa existência e, por outro, correr o perigo de sublinhar uma das dimensões sempre em detrimento da outra. O corpo é expressão daquilo que também somos espiritualmente. O amor humano, que tem uma dimensão espiritual inequívoca, expressa-se obrigatoriamente através do corpo que cada um de nós é. Há pois que ultrapassar o dualismo que põe sempre num lugar secundário o corpo, tal como se deve ultrapassar o dualismo que põe sempre em segundo lugar o espírito. Hoje é também fundamental afirmar que a valorização do corpo humano não passa simplesmente pela importância do físico e do biológico. A beleza humana tem padrões que vão muito para além disso, de tal modo que a valorização da dimensão corpórea exige que tenhamos presentes a unidade que verdadeiramente somos. Na educação da sexualidade isto revela-se, a meu ver, de uma fundamental importância.
Sublinhar o valor do feminino e do masculino como diferenças e identidades simultaneamente simétricas e assimétricas, é outro dos aspectos importantes a ter presente em todo o processo educativo. É mais do que evidente que ser homem e ser mulher são duas coisas distintas, mas já não é tão evidente que é na complementaridade e ordenação mútua da dimensão do feminino e do masculino que cada uma destas identidades se afirma e adquire a sua especificidade própria. A vivência da sexualidade para ser plenamente humana exige o reconhecimento da igual dignidade entre homens e mulheres, o que por seu lado também implica o reconhecimento das especificidades de cada um.
Finalmente penso ser de vital importância valorizar, sublinhar e aprofundar a dimensão simbólica da sexualidade, sem a qual ela ficaria reduzida a um facto pouco significante e a uma expressão sem grande mensagem. Para além dos gestos e processos em que se expressa e concretiza a sexualidade quer e pode simbolizar muito mais, possibilitando ao seu humano dizer e dizer-se de uma maneira profunda. Esta dimensão simbólica é de tal maneira forte que facilitou o seu uso, pela própria experiência crente, para expressar a relação entre o ser humano e Deus. O cântico dos Cânticos é disso um testemunho inequívoco.Ter estes e outros indicativos presentes, é tarefa de todo o educador que queira ajudar a entender e viver a sexualidade como um acontecimento que vai muito mais para além de uma simples prestação física.
Dr. Juan Ambrósio - colaborador do Jornal da Família

1 de março de 2007

Ano Jubilar da Obra de Santa Zita (OSZ)

A Obra de Santa Zita tem vindo a comemorar, a nível nacional, o seu ano jubilar. Os seus 75 anos como Obra, como Instituição de Solidariedade Social, como segunda casa para muitas das mulheres que por ela procuravam nas alturas menos fáceis das suas vidas.

Santa Zita, padroeira desta grande Instituição fundada por Monsenhor Joaquim Alves Brás, o apóstolo da Família, que dedicou a sua vida em prol das mulheres, que naquela época seriam as mais marginalizadas pelo país fora...


Todas as casas de Santa Zita, celebram este jubileu (2006/2007), recordando todas as suas boas acções, todo o seu apostolado diante das famílias.


Relembramos aqui todas as pessoas que estão ligadas a esta Obra, e os nossos parabéns pelo "Bem-Fazer" que a muita gente chegou e chegará!!!

Santa Zita

Nasceu no ano de 1218 em Monsagrafi (Itália).
Santa Zita era leiga consagrada, filha de camponeses. Aos 12 anos foi trabalhar como empregada doméstica na casa de uma rica família. Perguntava-se sempre a si mesma: "Isto agrada ao Senhor?"
Foi-lhe confiado o encargo de distribuir esmolas a cada sexta-feira. E dava também do seu pouco, da sua comida, das suas roupas, daquilo que possuía, das suas economias. Dizem que um dia foi surpreendida enquanto socorria os necessitados. Mas no seu avental o que era alimento se converteu em flores.
Por 60 anos foi doméstica. Na hora da morte tinha ajoelhada a seus pés toda a família Fatinelli, a quem servira toda a vida.
Morreu no dia 27 de Abril de 1278. Pio XII proclamou-a padroeira das empregadas domésticas do mundo inteiro.
Morre em Lucca (Itália) no dia 27 de Abril de 1278, aos 60 anos de idade.

Jornadas pela Vida

Pelo segundo ano consecutivo o Grupo de Jovens "Momentos" da paróquia de Algueirão - Mem Martins, irá organizar as "Jornadas pela Vida", desta feita subordinadas ao tema, "Família, quem és?".
Estas jornadas irão decorrer de 16 a 20 de Março de 2007, englobando conferências diárias com a presença de vários convidados e um jantar de solidariedade.

Programa
16 de Março, Sexta-feira
21h30 - Abertura das II Jornadas pela Vida.
Conferência: "Perspectivas da família hoje em dia", com a Eugénia Ricciardi.

17 de Março, Sábado
20h30 - Jantar de solidariedade, de apoio à instituição
Porta Aberta do Centro Social de Palmela (inscrições por e-mail e por telefone)

18 de Março, Domingo
21h30 - Conferência: "Sexualidade na adolescência", com a presença do Padre Duarte da Cunha, o enfermeiro José Cardoso e um jovem da nossa comunidade.

19 de Março, Segunda-feira
21h30 - Debate: "Importância do pai na família", com a presença da juíza Nunes e de dois pais, com a partilha das suas experiências.

20 de Março, Terça-feira
21h30 - Debate: "Jovens, família de amanhã", presença de Marcelo Rebelo de Sousa e de dois casais, com a partilha das suas experiências enquanto casal.

Encerramento das II Jornadas pela Vida.

Informações: http://zakeu.no-ip.org/jornadaspelavida

Cristão morre por causa da sua fé

Magos Solomon Semere, um cristão protestante natural da Eritreia, morreu numa cadeia militar, no seu país, depois de quatro anos e meio de prisão, acusado de praticar a sua fé cristã. É o terceiro cristão a morrer, desde Outubro de 2006, nesta situação.
Bernie Daniel, porta-voz da organização Martyrs Canada, refere que Semere "era um jovem de Eritrea de 30 anos". "Tinha pneumonia, e posso assegurar que foi tratado brutalmente pelas autoridades militares", prossegue.
Foi-lhe oferecido, por diversas vezes, tratamento médico se renegasse a sua fé. O seu companheiro na prisão afirma que "Magos estava determinado a obedecer ao Senhor e não aos homens".
Durante este período foi sempre impedido de ver a sua noiva. Solomon Semere foi um dos mais de dois mil habitantes de Eritreia que foram presos por motivos religiosos.
De acordo com informação avançada pela agência Compass Direct, durante os últimos 18 meses o Governo do Presidente Isaias Afwerki tomou sob o seu controlo o Patriarcado Ortodoxo, que representa a comunidade religiosa mais difundida. O Patriarca Abune Antonios acusou repetidamente as autoridades governamentais de “interferirem” nas questões internas da Igreja, nas suas finanças e na sua administração.
Segundo o Observatório para a Liberdade Religiosa no Mundo, da AIS, a Constituição da Eritreia prevê a liberdade religiosa, mas na prática, o Governo não respeita este direito. Está proibida qualquer actividade política por parte de grupos religiosos e limitado o direito dos media religiosos de comentarem questões políticas. Não são admitidas reuniões não autorizadas com mais de sete pessoas.

Departamento de Informação da Ajuda à Igreja que Sofre

28 de fevereiro de 2007

Ciclo de Conferências da Quaresma 2007

Realizam-se às quintas-feiras, no mês de Março, às 21h15, no Auditório do Colégio São João de Brito

"Quatro Faces do Amor"

Dia 1 "Caridade" P. Luís Rocha e Melo, SJ
Dia 8 "Justiça" P. Paulo Teia, SJ
Dia 15 "Perdão" P. Tolentino Mendonça
Dia 22 "Liberdade" P. Hermínio Rico, SJ

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