9 de maio de 2015

Cuidar de Quem Cuida


Identidade…

Todo o ser humano é único. O(a) seu(sua) filho(a) existe, descobre e reconhece-se na relação consigo! À nascença, o(a) seu(sua) filho(a) possui um rosto, um corpo particular. Com o desenrolar do tempo, ele(a), através das suas acções, das suas reacções, das suas necessidades e dos seus sentimentos, demonstra-lhe que é diferente das outras crianças e de si, embora possa haver traços em comum - “tens uns olhos bonitos como a mãe ou o pai”. Ao longo do desenvolvimento, através das relações, das comunicações e das experiências, ele(a) tomará consciência de si próprio(a) e aperceber-se-á das suas diferenças relativamente aos outros, ou seja, do que o(a) distingue... Não tem a mesma morfologia ou a mesma fisionomia, possui um conjunto de habilidades que lhe são próprias nos planos físico, intelectual e social! 

Pais...

É perfeitamente normal ter expectativas em relação ao(à) seu(sua) filho(a), mas é importante que sejam realistas! As expectativas devem estar em conformidade com os interesses, capacidades e ritmo de desenvolvimento. Aceita e respeita a individualidade do(a) seu(sua) filho(a)? O que ele(a) é? E o que gostava que ele(a) fosse? De que maneira propõe ou impõe o seu desejo? É muito importante que o(a) seu(sua) filho(a) se sinta único(a), pelas suas qualidades e forças mas também pelas suas dificuldades. Se não aceitar a diferença dele(a), de si e dos filhos dos amigos e conhecidos, rejeitam a sua própria identidade e o seu direito de existir enquanto indivíduo único. É no olhar dos outros, sobretudo no das pessoas que ama, que o(a) seu(sua) filho(a) encontra a confirmação da sua existência! Quanto mais importante um adulto é para uma criança, tanto mais impacto terá na descoberta de si!
Uma dica que pode ajudar à participação na construção da identidade do(a) seu(sua) filho(a)...

Filhos | Até 12 Meses | 

* Fazer o luto do(a) filho(a) sonhado(a);
* Dar provas de empatia e calor humano;
* Ter regularmente reacções positivas;
* Utilizar uma linguagem respeitosa;
* Centrar-se nas forças, nas qualidades e nas competências;
* Reconhecer e aceitar as diferenças entre os seus filhos
   e os dos outros;
* Evitar colocar etiquetas, como as de «preguiçoso(a)», «lento(a)», etc.

Filhos | 12-24 Meses |

* Reconhecer e aceitar as diferenças entre os seus filhos e os dos outros;
* Centrar-se nas forças, nas qualidades e nas competências;
* Favorecer a afirmação e autonomia;
* Evitar colocar etiquetas, como as de «preguiçoso(a)», «lento(a)», etc;
* Estabelecer limites.

Filhos | 2- 5 Anos

* Continuar a evitar colocar etiquetas, como as de «preguiçoso(a)», «lento(a)», etc.;
* Continuar a favorecer a afirmação e autonomia;
* Continuar a estebelecer limites;
* Continuar a centrar-se nas forças, nas qualidades e nas
   competências;
* Incitar o(a) seu(sua) filho(a) a tomar consciência de que é único     no mundo pelas características corporais, bem como
   pelas suas  qualidades;
* Propor objectivos realistas, tanto no plano da aprendizagem como no do comportamento;
* Ajudá-lo(a) a tomar consciência das suas necessidades e dos seus sentimentos e a expressá-los adequadamente.

Marina Amaro, a psicóloga|jornaldafamilia@iscf.pt



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