17 de maio de 2015

A Beleza e o resplendor da Fé


Conhecemos a definição de fé que no-la apresenta como uma virtude teologal que inclina a nossa inteligência, sob o influxo da vontade e da graça, a dar assentimento às verdades reveladas, por causa da autoridade de Deus.
A fé é, por isso, antes de tudo um ato de inteligência pois trata-se de conhecer uma verdade. Mas como esta verdade não é intrinsecamente evidente, não é possível a nossa adesão sem o influxo da vontade que ordena à inteligência que dê o seu assentimento. É assim, afinal, que a fé se torna um ato livre, sobrenatural e meritório…
Um ato elevado, que dá sentido à vida porque nada há maior ou mais bonito do que ter Deus como fim e como significado de todas as metas humanamente atingíveis: na família, trabalho profissional, oração, etc.
Compreendemos que bastantes pessoas tenham uma ideia defeituosa, equivocada, ou negativa sobre a fé e a religião. Porquê?
Sem dúvida, diversos fatores contribuirão para isso: porque a explicamos mal, ou de modo negativo, desordenado, e com uma linguagem ininteligível…Também se vem tornando evidente que algumas pessoas não têm a mínima disposição para escutar, ponderar e refletir. Dizem que, à partida, não lhes interessa porque no fundo vêem a vida de fé como antiquada ou algo obscuro, negativo e triste. Mas ao contrário é fonte de alegria, bela e sempre atual.
Uma parte da beleza radica na harmonia interior da pessoa, que a leva a discernir com lucidez e liberdade acerca do que é primordialmente, o cristianismo: uma identificação com Alguém, sumamente amável e livre: Jesus Cristo, que é Deus feito Homem!
Recordamos como no início do Ano da Fé, o Papa Bento XVI se referiu à importância do Concílio Vaticano II na vida da Igreja. Citando João Paulo II, apresentou este evento eclesial “como a grande graça de que a igreja beneficiou no século XX: nele foi-nos oferecida uma bússola segura para nos orientar no caminho do século XXI que se abria”.
Uma grande parte dos documentos do Concílio Vaticano II, a que devemos regressar “são também uma bússola para o nosso tempo que permite à igreja de Jesus Cristo avançar pelo mar dentro, no meio de tempestades ou com ondas calmas e tranquilas para navegar com segurança e chegar à meta”.
Bento XVI realçou a sua participação pessoal nesse evento como uma experiência única onde viu uma igreja viva com vários milhares de Padres conciliares de todas as partes do mundo, à escuta do Espírito Santo, o verdadeiro motor do Concílio, onde se tocava concretamente a universalidade da Igreja.
Exprimindo o pensamento de S. João XXIII no discurso de abertura do Concílio, disse: “O Papa desejava que a Igreja Católica refletisse sobre a sua fé, sobre as verdades que a guiam, delineando de modo novo a relação entre o cristianismo e certos elementos essenciais do pensamento moderno, não para se conformar com ele, mas para apresentar a este nosso mundo, que tende a afastar-se de Deus, a exigência do Evangelho em toda a sua grandeza e em toda a sua pureza”.
Alertando-nos para a importância e possibilidade de redescobrir em cada dia a beleza da fé, o Papa Bento XVI, animou-nos a testemunhá-la com a coerência da vida sendo assim capazes de “preencher os anseios mais profundos da alma” das pessoas.
É, sem dúvida, o elemento central do cristianismo e o que dá um sentido profundo à existência. Um sentido que não pode ser construído ou comprado pelo homem mas recebido como um puro dom porque é iniciativa de Deus. É um dom de Deus a que devemos aderir sempre com humildade e gratidão perante as suas propostas.
Cabe-nos também demonstrar a todos com a nossa vida a força e a beleza da fé. Com ela tornamo-nos magnânimos levando-nos à prática da caridade. Encontramos os seus conteúdos no Catecismo da Igreja Católica podendo fazer deles vida e testemunho na família, na escola, no grupo de amigos e na comunidade.

Por Mº Helena Henriques



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