15 de fevereiro de 2015

D. Manuel Clemente é o 44.º cardeal português

Numa mensagem à diocese de Lisboa gravada em Roma momentos após ter recebido os símbolos do cardinalato, D. Manuel Clemente relembra a importância de ter sido criado mais um cardeal português. O vídeo foi partilhado no canal de YouTube do Patriarcado de Lisboa. 



por Aura Miguel
in RR 



O Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, já é Cardeal. Este sábado, numa cerimónia na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o bispo de Lisboa foi o segundo dos 20 novos cardeais a receber os símbolos do cardinalato das mãos do Papa Francisco, que lhes lembrou que “a dignidade cardinalícia é certamente uma dignidade, mas não é honorífica”. 
“Não se trata, portanto, de algo acessório, decorativo que faça pensar a uma honorificência, mas de um eixo, um ponto de apoio e movimento essencial para a vida da comunidade. Vós sois ‘junções cardinais’ e estais incardinados na Igreja de Roma, que ‘preside à universal assembleia da caridade’”, reforçou Francisco. 
D. Manuel Clemente percorreu a pé o caminho entre o Colégio Português de Roma e a Basílica de S. Pedro, acompanhado pelos seus bispos auxiliares, o seu secretário e alguns padres. 
Em S. Pedro, juntou aos outros 18 bispos (um deles, da Colômbia, não esteve presente na cerimónia por já ter 96 anos), que receberem do Papa Francisco não só os símbolos da sua nova condição, mas um programa de vida baseado no Hino à caridade de S. Paulo. 
“A caridade tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” – foi este o programa que D. Manuel Clemente recebeu para sempre do Papa a quem este sábado jurou fidelidade e obediência até à morte. 
De joelhos no altar da confissão, diante do actual sucessor de Pedro, o Cardeal Patriarca de Lisboa recebeu o barrete, o anel e a bula com a sua nomeação, que lhe atribui em Roma a Igreja de Santo António dos portugueses. 
Dignidades que, como reforçou o Papa Francisco, só têm sentido para servir e dar a vida pela Igreja e pelos outros, se for preciso até ao derramamento de sangue, como aliás a cor purpura das vestes cardinalícias recorda a todos. 
O Patriarca de Lisboa passa, a partir de agora, a colaborar mais directamente com o Papa e a fazer parte do Colégio de Cardeais. 
Com D. Manuel Clemente foram também investidos o bispo Arlindo Gomes Furtado, de Cabo Verde, país que pela primeira vez tem um cardeal, e Júlio Duarte Langa, bispo emérito de Xai-Xai, Moçambique, que, por ter mais de 80 anos, não terá capacidade eleitoral. 
O Estado português esteve representado na cerimónia pelo vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, e pelo secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier. 
O Papa emérito esteve presente no consistório. Desde que renunciou ao pontificado, Bento XVI tem levado uma vida bastante recolhida, sobretudo de oração, como era seu desejo, e raramente aparece em público. 
Na segunda-feira, dia 16, D. Manuel Clemente irá celebrar a missa na Igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma, (11h30, menos uma em Lisboa). 
De regresso a Portugal, a primeira celebração do novo cardeal vai decorrer na Sé de Lisboa, a 18 de Fevereiro, com a Missa de Quarta-feira de Cinzas (19h00). A 22 de Fevereiro, D. Manuel Clemente vai proferir a primeira catequese quaresmal, no Mosteiro dos Jerónimos, às 16h30, a que se segue uma sessão de apresentação de cumprimentos, aberta a todos os que desejarem participar.



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