1 de dezembro de 2014

Uma pergunta apenas

Aí está, mais um Orçamento de Estado e, como já é habitual apresenta um défice superior ao que havia sido preconizado pela “Troika”, ultrapassando até as perspetivas do Executivo.
Após tantos anos em recessão económica, depois de tantos sacrifícios monetários, impostos aos portugueses, através de uma carga fiscal, sem precedentes, Portugal continua sem conseguir alcançar os almejados dois por cento de défice orçamental, exigido pela Comunidade Europeia.
De acordo com o que observamos dia-a-dia e sentem as balanças orçamentais das famílias portuguesas, nomeadamente as mais modestas, a situação económica atual, continua difícil e bastante preocupante.
Porém, é verdade que este estado de coisas, não é exclusivo do nosso País. Em diferentes Estados da Europa, o panorama económico também não é melhor. A ausência de confiança no sistema bancário e de crédito; a suspeição do modo como é administrada a gestão pública; a falta de investimento nas empresas; o temeroso pélago do desemprego, onde vão desaguar tantos jovens e válidos trabalhadores, tudo isto é comum à grande parte dos países da União Europeia e não só.
Quanto a Portugal, a dívida pública, continua a ser exorbitante e a política tributária, que mais não é do que um verdadeiro confisco, ao bolso dos portugueses, continua a imperar e a fazer desesperar centenas de famílias, especialmente, das classes mais desfavorecidas.
Dizem-nos que tudo está a melhorar. Que o desemprego está a diminuir, que as exportações estão a aumentar desmesuradamente, que a bolsa de valores está bastante mais favorável. Só que nós, o Zé Povinho, continuamos a ter de apertar o cinto, a fazer sacrifícios económicos, para equilibrar o fiel da balança orçamental doméstica…
Senhores Governantes: Podem crer que o Povo já não se ilude apenas com boas intenções, com bonitas e tautológicas palavras de circunstância e afáveis e simpáticas afirmações. A confiança dos eleitores, está dependente, isso sim, da percepção real e objectiva do que se diz, e não de retórica virtual e da dialética duma realidade desejada, mas inatingível. Creiam que será com o realismo cru da verdade e com a objectividade autêntica e exata, que se convencerá o eleitorado.
Veja-se, por exemplo, o que sucedeu em França com François Holland e na Itália, com Renzi, onde foram lançadas, aos quatro ventos, promessas, vãos compromissos, irrealistas ofertas, que nunca foram concretizadas. Resultado, tudo se desmoronou,  ficando apenas a leda esperança da desejada mudança, com os países estagnados economicamente, para desespero do Povo.
Em Portugal, muito pouco está a mudar, pelo que a “arraia-miúda”, no dizer de Fernão Lopes continua sem sentir nenhum alívio monetário, nas suas finanças domésticas.
António Costa, o actual prócere do PS, referiu, há pouco tempo, que o imbróglio da situação económica, actual, não reside nas fianças públicas mas sim no modo como a economia está a ser gerida.
Sendo assim, apetece-nos perguntar: Uma vez que os nossos Governantes não têm capacidade, engenho e arte para resolverem este intricado problema, das finanças e da economia, como é que serão capazes de solucionar o atrofiante défice económico do Estado?...

por Fabião Baptista



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