24 de outubro de 2014

Homilia de D. Jorge Ortiga na Eucaristia do IX congresso da A.I.I.C.

O Arcebispo Primaz recordou S. Bento de Núrsia e e a reconsagração do Mosteiro Montecassino a Deus durante a eucaristia a que presidiu no dia 24 de Outubro, pelas 08h00.


Para D. Jorge Ortiga acontecem “coincidências felizes” nas histórias das pessoas e instituições, como a de uma quase sobreposição da necessidade actual de uma Europa Comum e a resposta de S. Bento, com a criação das comunidades beneditinas que povoaram todo o Velho Continente.

Durante a homilia da Eucaristia celebrada no IX Congresso da A.I.I.C, no dia 24 de outubro, pelas 08h00 horas, sublinhou a comemoração do 50º aniversário da proclamação de S. Bento como Patrono principal de toda a Europa e a reconsagração do Mosteiro Montecassino a Deus, depois de destruído em 1944, em plena II Guerra Mundial.

Recordando o dia 24 de Outubro de 1964, o Arcebispo evocou a Carta Apostólica “Pacis Nuntius”, do Papa Paulo VI, na qual S. Bento de Núrsia, fundador da Ordem dos Beneditinos, foi proclamado Patrono da Europa.

O Arcebispo Primaz, aludindo a esta mensagem de paz apostólica, convidou o jornalismo católico a desprender-se dos “tentáculos da crise económico-financeira” para anunciar as boas notícias; aquelas onde “o jornalismo católico poderá redefinir e situar-se na responsabilidade histórica que lhe compete”, ocupando “um terreno próprio do qual não poderá alhear para não trair a sua inspiração”.

Ao longo da homilia no Santuário de S. Bento da Porta Aberta explicou os símbolos que fizeram deste santo o padroeiro da Europa e que poderão nortear a imprensa de inspiração cristã a braços com dificuldades económicas.

Apontou a cruz como “a mensagem de Cristo que foi permeando a mentalidade de uma Europa dividida, dando-lhe unidade espiritual para além do âmbito linguístico, étnico e cultural”.

Defendeu o livro enquanto transmissor de uma “cultura onde se acolhe um património artístico que se iria perder”, acrescentando ainda a especificidade do jornalismo católico quanto à sua responsabilidade para com a cultura popular, dos mais pobres e humildes.

D. Jorge recordou também o arado como instrumento para sulcar novos caminhos de dignidade humana para os que sofrem com o desemprego, marginalização e exclusão dos simples.

Cabe à Imprensa de Inspiração Cristã construir “a consciência de uma utilidade verdadeiramente pública”. Para isso, “condição indispensável é apostar num pensar e num agir comum”, à semelhança da vida comunitária criada por S. Bento, defendeu o Arcebispo.

Fonte: Arquidiocese de Braga





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