11 de maio de 2014

Semana da Vida 2014



Grande parte das sociedades Europeias, ‘embriagadas’ numa cultura do descartável e do facilitismo, e sob a capa de modernismo, têm vindo a descurar o valor sagrado e inviolável da vida humana. O diagnóstico há muito que está feito, mas o problema demográfico que atinge o país começa agora a ter contornos preocupantes. 
Por um lado, subiu a esperança de vida, mas muitos idosos são abandonados e vivem numa solidão desumana e indigna de toda a pessoa. Por outro, a baixa natalidade, tendência de décadas, está agora a ser agravada pela crescente emigração, principalmente de jovens em idade de procriação. Sem jovens e sem casais jovens não temos crianças. E sem crianças não temos futuro! Para inverter esta lógica é urgente uma política de proteção às famílias e à vida, capaz de criar condições concretas para que os casais tenham mais filhos e possam cuidar mais uns dos outros.
É indispensável um diálogo mais próximo entre gerações, numa cultura de encontro e partilha, para valorizar a vida em todas as suas fases: desde a conceção ao nascimento, passando pela educação e pelo apoio recíproco permanente em cada dia. 
O apelo dirigido a toda a sociedade é para que a vida humana seja revalorizada e acolhida como dom precioso de Deus, sagrada e inviolável! O aborto provocado, o abandono e a eutanásia não são aceitáveis, pois a vida não pode ser eliminada, mas deve ser protegida com atenção e carinho. 
O respeito pela vida exige também que a ciência e a técnica estejam sempre orientadas para o Homem e para o seu desenvolvimento integral.
A vida tem sentido no amor recebido e dado, num plano de verdade que inclui a sexualidade e a procriação. Nesse amor, mesmo o sofrimento e a morte podem ter um sentido, se forem encarados como acontecimentos de salvação.

O Departamento Nacional da Pastoral Familiar

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