27 de maio de 2014

Família: Escola de Oração

Imagem retirada daqui
A Igreja sabe que a evangelização e a prática da fé cristã passam pela família, ainda que não se reduzam a ela.
Mas, é aqui que tudo começa. Os pais devem ser os primeiros evangelizadores de seus filhos. Devem suscitar a abertura dos seus corações e mentes para Deus. Devem dar-lhes a conhecer Jesus Cristo, com quem devem promover um encontro de amor, confiança e intimidade interior.
Hão-de cultivar neles a devoção e o amor a Maria Santíssima, Mãe de Deus e nossa Mãe.
Ensiná-los a rezar: em especial a oração do rosário, essa oração tão importante, que é ao mesmo tempo uma catequese constante.
Levá-los à Igreja e depois a receber os sacramentos e participar da comunidade eclesial. Em casa, ensinar-lhes a prática da caridade fraterna, do perdão, da solidariedade, da justiça, da honestidade, do amor ao trabalho, enfim cultivar neles todas as virtudes cristãs e humanas. Com exemplo e a palavra.
O exemplo dos pais é decisivo para a educação dos filhos.
A Igreja afirma a importância da vocação para a vida conjugal e familiar. Por isso o Papa, no 4º Encontro Mundial com as Famílias, em Manila, quis sublinhar que a família é uma boa notícia para o mundo e continuará sendo uma boa notícia para o mundo no 3º milénio.
Isso significa que a família tem uma missão fundamental a cumprir na história humana e na história da salvação. Não podemos deixar que a família seja enfraquecida ou desestabilizada. Promover a família é garantir o bem do presente e do futuro da humanidade.

Rezar em Família é transformar o mundo

Recuperar o sentido espiritual da vida e da família é hoje uma prioridade imperativa.
A família está a ser, de facto, bombardeada por todo o tipo de influências negativas e desagregadoras numa sociedade permissiva. Está ameaçada na sua existência institucional, com consequências que constatamos e vivemos todos os dias em nossas próprias famílias, nas escolas e nas cidades.
“Rezar em família”, porém, é recuperar a prática sadia das famílias cristãs, que vivem e transmitem valores e ideais aos próprios filhos, que fundamentam e fortificam mais os alicerces da sociedade e da civilização.
Isso implica constância, fidelidade e audácia para ir contra a corrente e para impedir que os tecidos da sociedade sejam afectados pelos não-valores, pelas ideologias do relativismo e pela permissividade.
Defendendo e promovendo a família, como instituição, como célula básica da sociedade, como o lugar da primeira e indispensável educação para todos os âmbitos (cultural, social e espiritual), como o lugar primário e privilegiado das relações humanas, somos construtores da sociedade, somos os verdadeiros artífices duma sociedade com valores e com futuro.
Neste sentido, quando uma família reza transforma o mundo. Quando uma família reza, quando uma família se reúne para se dirigir a Deus em oração, é certo que o mundo se transforma, que algo vai mudar nos corações dos membros da família multiplicando-se na vida e nas relações da família humana.
O Papa João Paulo II na sua Exortação Apostólica sobre a família, com o titulo “Familiaris Consortio”, apresenta uma esplêndida definição da família, que resume todas as experiências humanas, toda a grandeza da instituição e toda a força da “célula primária e vital da sociedade”. Ele afirma: “A família é o Santuário doméstico da Igreja. Em tal sentido, a família cristã é chamada a santificar-se e a santificar a comunidade cristã e o mundo” (n. 55).
Nesta mesma linha o Papa João Paulo II continua: 
“O Futuro da Humanidade passa pela Família”.
Renovemos, pois, os nossos compromissos na edificação da família cristã!
Olhemos para a Família de Nazaré, como modelo de santuário doméstico, aonde se viveu a mais elevada experiência familiar. 


©Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar (Coimbra)




0 Comentários:

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More