11 de maio de 2013

Olhai-vos nos olhos e…

Casamo-nos no dia 30 de Setembro de 1977. Os anos passaram-se rapidamente, demasiado rápido, para dizer a verdade.
Os momentos que mais alegria nos deram, foram aqueles em que nos sentíamos unidos para sempre, sobretudo a partir do nosso casamento. Foi desde aquele momento, em pé, diante de Deus, que nos olhamos nos olhos, olhamo-Lo a Ele e ligamos os nossos corações, nos laços do Seu Amor. 
Foi o ‘calor’ que provêm do Seu coração a manter o nosso amor vivo até hoje. Seguros no Seu braço caminhamos unidos com a mesma força, a mesma profundidade e a mesma ternura, daquele longínquo 30 de Setembro. Como fruto maduro deste amor, floriram outros momentos de grande alegria para nós. Entre eles, assumem particular importância o nascimento de cada um dos nossos filhos, que para nós foi fonte de uma felicidade imensa.
Com o seu nascimento, a aventura da sua vida: o baptismo, a primeira comunhão, o crisma, a entrada na faculdade e a conclusão dos estudos universitários, o seu matrimónio e o nascimento dos 3 netinhos. Tudo isto preenche verdadeiramente a nossa vida de esposos e pais.
Não nos faltaram também, aqueles momentos mais sombrios, que, como em cada pintura, ajudam a realçar a luz, e que tecem, juntamente com os momentos felizes, a tela da nossa vida.
“Como mulher, num determinado período, senti a falta de um diálogo em família, porque o meu marido assumiu uma responsabilidade pública que o ocupava demasiado. Coisas que sucedem. 
A necessidade de maior recursos económicos para a família, pode absorver demasiado tempo, prejudicando a harmonia do clima familiar respirado. Mas isso acontece quase inconscientemente. 
Todas essas preocupações consomem muito esforço, muita energia; e muitas vezes reduzem a disponibilidade para os outros, a vontade de dialogar, de trocar afectos e ternura, de dar atenção, enfim, de comunicar coisas importantes e necessárias, sobretudo num contexto matrimonial.
Muitas vezes, é uma situação impossível de evitar, sobretudo se está em causa um bem maior, neste caso o bem da família. O ideal é conseguir uma coisa, sem descurar a outra. Mas pode-se superar tudo isto, oferecendo tudo a Deus e pedindo-Lhe constantemente a Sua ajuda. 

Se o nosso matrimónio iniciasse hoje, não desistiria de amar a minha mulher, como a amei até agora. Dedicar-me-ia totalmente à família, orientando cada membro, porquanto me é possível, para uma vida sã e cristã. Evitaria, a todo o custo, que pessoas estranhas interferissem na nossa vida familiar, porque em algumas ocasiões podem perturbar a nossa convivência familiar, serena e cheia de amor. Tentaria equilibrar melhor a ocupação profissional com a maior dedicação à família, sob pena de lhe faltar algum bem, mais secundário. O que nos mantém unidos é o amor que cada um de nós sente pelo seu cônjuge e pela nossa família, e que nos leva a darmo-nos ao outro, aos nossos filhos e à comunidade.
Queremos que o nosso matrimónio dure até à nossa morte. Desejamos que a nossa fé continue a ser viva e luminosa, queremos respirar paz e compreensão recíproca.

Casal Davide e Maria Antonieta

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