9 de maio de 2013

Divórcios - O impacto da separação dos pais nos seus filhos


É difícil avaliar e quantificar, em números, o impacto que tem nos filhos quando os pais se divorciam, não obstante Todos os analistas são unânimes em afirmar que os filhos são as vítimas, os grandes sacrificados.
Quando a separação é traumática ficam sequelas na mente e na personalidade das crianças, que se não se conseguem processar, elaborar e superar, podem afectar a sua vida.
Para precisar mais ainda, basta pensar no sofrimento que sentem os filhos, quando vêm discutir os seus pais continuamente, incluindo a falta de respeito. Aquelas duas figuras básicas, na sai vida, aqueles a quem querem tanto e a quem se confiam, deixam de ser seus modelos. E nasce o desencanto.

Os filhos não desejam a separação dos pais
Fazendo uma interpretação do livro do Dr. P. CASTELLS, “Los hijos no se divorcian de sus padres”, pode-se afirmar que os filhos não desejam a separação dos seus pais. Facto que pode levar a uma consideração tão profunda e delicada, quanto frequente.
Os filhos divorciam-se? É necessário uma resposta reflexiva e serena que pode concluir, afirmando que não existem os ex-filhos, mesmo que existam os ex-esposos.

A separação na actualidade
Se as tendências actuais prosseguem, é previsível que se aproxime o número entre os casamentos e as separações. A família é um núcleo básico de convivência e por isso mesmo, um núcleo susceptível de conflictos. Entre iguais e diferentes gerações. Talvez a solução não esteja tanto em romper os laços, mas em solucionar os conflictos.
Atendendo que em qualquer convivência surgem conflictos, o óptimo será educar Na cultura do diálogo assertivo e conciliador, a partir da escola e da família.
A sociedade pode colaborar proporcionando o desenvolvimento da cultura do diálogo assertivo e conciliador.

Relações nos filhos de pais separados
Mais de 50% das crianças/adolescentes actualmente em tratamento a nível mundial, estão aí como consequência da separação de seus pais. Deve especificar-se que se trata, na sua maioria, de separações traumáticas.
A reação que está presente em todos os casos é a depressão.
Quando as crianças são pequenas, produz-se, o que doutor CASTELLS, chama de depressão mascarada, cujos sintomas podem ser: irritabilidade, tiques nervosos, neuroses, insónias, inadaptação, medos, insegurança.
Se a separação ocorre na adolescência a reacção é pior, porque se lhe associa a conflitualidade que de por si, acontece nesta etapa da vida.

Conclusões
O futuro das crianças, depende em grande parte das decisões de seus pais. O futuro emocional das crianças de pais separados está em jogo.
Diz-se, normalmente, que é por uma má convivência que uma separação, porém a separação tem sempre um impacto negativo.
A uma má convivência, podem-se aplicar melhor soluções que à separação. Os filhos não se divorciam, porém, se a relação com os seus progenitores não está bem ajustada e a frequência das vivências comuns pai/filho (a) mãe/filho (a) não é a mais adequada, ficará afectada, com grande probabilidade, a sua futura estabilidade matrimonial.
Superar o trauma, que supõe uma ruptura matrimonial nos filhos e nos próprios sujeitos que a decidem, necessita um processo complexo e difícil que levanta a interrogação? Não seria melhor, arreglar, antes que criar ruptura com aquilo que vai mal?
Psicologicamente falando, seria mais rentável e para isso se pode aplicar o diálogo assertivo e conciliador na comunicação familiar.

Mª Aurora de Santiago – psicóloga, in La Sagrada Familila, Agosto/Setembro 2009, Ano cx Nº 1418

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