11 de fevereiro de 2012

Editorial

Eram os anos 60! A realidade familiar começava a emitir sinais preocupantes, que faziam intuir a necessidade de iniciativas que fossem de apoio e estímulo à família. Urgia relembrar e apontar a sua beleza, o seu fundamento e a sua missão. O Jornal da Família surge então como uma resposta, com o propósito de ajudar a purificar a nascente... 
"A família é fonte donde brota a humanidade... é preciso defender a nascente se quisermos ter água límpida e saudável", afirmava então o Pe. Brás. Esta intuição reveste hoje uma actualidade extraordinária. Ao progressivo estrangulamento da família, corresponde hoje uma desagregação e um empobrecimento dos valores mais básicos da vida e da convivência social: o respeito pela vida, pela pessoa e suas crenças, a paz das nações, a harmonia, a beleza, o bem comum, as relações construtivas e dignificantes, os compromissos, etc. Com razão Bento XVI, denuncia como factores responsáveis pelo mal-estar social, “o eclipse de Deus, a difusão de ideologias contrárias à família e a degradação da ética sexual”. 
Fragilizados os valores básicos de uma convivência nobre e digna, a lógica do prazer instala-se e teima cilindrar a existência e seus sentidos, ditando normas, estilos de vida, estilos de consumo e de relações descartáveis, publicidades, vendas, compras, instrumentalizando a vida e as relações; fazendo acreditar, a todo o custo, que este é caminho obrigatório para a felicidade. Mas o cenário social, com seus dramáticos coloridos, desacredita-a, nas suas promessas cor-de-rosa, fazendo intuir que não é esse o verdadeiro caminho.
O Jornal da Família, remando contra corrente está de parabéns! Ao longo destes 52 anos tem procurado veicular estas verdades. 
De olhos postos no futuro e em largos milhares de famílias que vivendo em fidelidade a sua vocação de cônjuges, pais e esposos, são “um verdadeiro oásis” na sociedade e na Igreja, o Jornal da Família, continuará a “gritar” com Bento XVI que “a família é riqueza para o casal, bem insubstituível para os filhos, fundamento indispensável da sociedade, comunidade vital para a Igreja”. 

Vieira Maria

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