24 de dezembro de 2011

"O Mundo veste-se de Luz!..."

Veste-se de luz para celebrar um acontecimento crucial da História da Humanidade, ao qual nenhum povo ou civilização ficou indiferente ao longo dos últimos vinte séculos. Porque o Natal de Jesus, em 25 de Dezembro, é a resposta de Deus para os sonhos e as aspirações do coração do homem, a grande festa da família cristã que realiza e celebra aqui e agora, o encontro do Divino com o Humano. 

No Natal a eternidade e a humanidade abraçaram-se…O Deus – Menino veio ao nosso encontro tornando-se filho, um de nos, na gruta de Belém. Por Ele somos convidados a ir ao encontro de Deus e dos irmãos mais pequeninos e feridos do nosso tempo que precisam do nosso acolhimento, amor e ajuda. 

Na pobreza do Presépio de Belém recebemos o convite para o desprendimento do supérfluo e o compromisso com os mais necessitados. Por isso mesmo, o Natal de Jesus é ensinamento e mais uma ordem…É na pessoa desses “pequeninos”, que também hoje Jesus espera e quer ser reconhecido, acolhido, hospedado e amado. Sem dúvida, celebrar o Natal de Jesus não consiste apenas em recordarmos que Jesus nasceu na história humana, mas que Ele ontem, hoje e sempre quer e precisa nascer no nosso coração, nas nossas famílias, comunidades e no mundo. 

Desde sempre nos encantou ver as ruas, lojas, casas e as igrejas das nossas cidades com enfeites e luzes! O Presépio nas famílias e ruas das cidades fala-nos do cumprimento da promessa de salvação feita por Deus, enviando-nos o Messias prometido, esperado e anunciado através dos profetas. 

É o presépio que nos indica que o homenageado principal da festa é e deve ser sempre Jesus. Faz-nos bem reconhecer e sentir que apesar das pressões do consumismo das últimas décadas que nos envolvem no tempo natalício, somos despertados para a esperança de um mundo melhor… 

E o Natal de Jesus é um sinal permanente que nos fala do amor de Deus mas ao mesmo tempo nos interpela com a pergunta: que lugar o Deus Menino da gruta de Belém ocupa hoje na minha vida? Infelizmente devemos reconhecer que, para alguns de nós, mesmo cristãos, Ele ainda não é a prioridade da festa natalícia! 

A Bíblia relata que Jesus no seu tempo veio ao mundo e que os seus não O reconheceram e, por isso, não O acolheram. 

Perguntemo-nos: hoje é diferente?! 

O que devemos fazer para que o verdadeiro Natal de Jesus, não se transforme apenas num tempo de consumo ou num banquete em família? 

Jesus nasceu na gruta de Belém e quer hoje nascer na gruta do nosso coração! Que lugar Lhe reservamos? Como o preparamos?! 

No nosso tempo em que abundam dificuldades e carências de todo o género, Jesus espera também ser reconhecido nos pobres, nos doentes e nas crianças feridas e abandonadas pelo mundo! Nunca o esqueçamos: “Tudo o que fizeres ou deixares de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos é a Mim que o fazes”… 

Estamos em vésperas do Natal. A celebração alegre do Nascimento de Cristo, em cada ano, não depende das condições sociais e individuais do momento. Quanto maior for a angústia, tanto mais cresce a expectativa de uma superação do mal-estar reinante, através da comemoração do Natal de Jesus. 

O Natal é um apelo dirigido a cada um, no sentido de viver e anunciar a mensagem do Presépio. Recordemos as lições esquecidas que advêm da Manjedoura: Há ali um ambiente religioso, com a presença do Menino – Deus, de seus Pais – Maria e José – as vozes dos Anjos, a homenagem dos Pastores, dos Magos… Vislumbra-se uma magnífica riqueza, através da pobreza do estábulo. A felicidade que tem o seu lugar ali no meio da carência de bens materiais: Reconhecemos até o início do itinerário da Redenção da Humanidade: da Gruta de Belém ao suplício do Gólgota, à vitória da Ressurreição…até ao Pentecostes! 

E Maria aí estava presente! 

Figura materna que está e continua, até aos nossos dias, na História da Igreja e da Humanidade e que assim permanecerá até ao fim dos tempos! 

Feliz Natal! 

Maria Helena H. Marques


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