5 de outubro de 2010

Um Domingo feliz

Gosto de frequentar a Casa da Música, no Porto e apesar da programação ser sempre muito interessante, selecciono as minhas músicas preferidas; há algum tempo reparei que voltava à
Casa da Música, a Joana Carneiro que já tinha visto em Janeiro de 2009 e comprei logo bilhetes para esse Concerto.
Joana Carneiro é uma Jovem Maestrina apreciada na Europa, na América e no Oriente e é Maestrina residente numa importante
Orquestra, na América, dividindo ainda o seu tempo, a fazer Concertos pelo mundo fora. Para além da sua elegância e beleza naturais, Joana Carneiro, tem uma Direcção de Orquestra tão sábia que o seu corpo e o seu rosto, dão expressão a um conhecimento profundo da música que de uma maneira agradável transmite aos músicos que dirige.
Como este Concerto, foi ao meio dia, havia muitas famílias com crianças, a assistirem e de um modo geral matinham-se bem atentos à Sinfonia de Schubert.
À minha frente havia um Casal com quatro filhos ainda pequenos; dois ouviam atentamente a música, um encostou-se na cadeira e adormeceu e um outro, sentado junto do Pai falava muito baixinho e adivinhava-se pela expressão, não estar muito interessado; o
Pai ouvia-o, acarinhava-o e assim aconteceu até ao fim do Concerto.
Aprecio os pais que proporcionam aos filhos, experiências diferentes, tais como, passear pela natureza, assistir a concertos ou visitar museus; a educação deve ter uma componente estética e é no contacto com essas realidades que as crianças desenvolvem o seu gosto artístico.
Também numa outra manhã de Domingo, vi um grupo de crianças com menos de dez anos a fazerem uma visita guiada no Museu de Arte Antiga de Lisboa; as Crianças estavam atentas e felizes, cada uma tomava notas no seu pequeno bloco de papel.
Mais uma vez confirmei que a educação pela arte e pela cultura é bem aceite pelos mais pequenos.
Ainda bem que há famílias que proporcionam estas experiências às suas crianças!
Mas, voltando à casa da Música, não poderei esquecer quatro olhinhos muito vivos e sorridentes de duas crianças negras que após o concerto, almoçavam com os seus pais e avós; muito meigas, muito bem-educadas faziam boa companhia. No fim do almoço, vieram ter comigo, disseram o seu nome e perguntaram-me o meu; trocámos sorrisos.
Nesta manhã de Domingo o tempo estava horrível, mas perante tanta beleza e harmonia eu não senti a nostalgia de um Domingo com sol.

Por Mª Teresa Araújo Cunha

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