25 de maio de 2010

Ser mãe é...

Quando me propuseram escrever um testemunho para o Jornal, sobre a maternidade fiquei muito apreensiva, pois a experiência da maternidade é indescritível. Com o intuito de ajudar outras jovens na missão da maternidade, acedi a escrever a minha experiência.
Tenho 30 anos. Sou casada e mãe de duas meninas: a Joana (5 anos) e a Beatriz (22 meses). Estou casada há sete anos. A decisão de ter o primeiro filho surgiu muito naturalmente, pois qualquer casal sente a necessidade de se complementar. O nascimento da Joana abriu um novo ciclo no casamento. Todas as rotinas, horários e organização familiar dependiam agora de um novo elemento. Os primeiros meses pareciam demasiado desorganizados, uma vez que a própria criança ainda se estava a adaptar à nova realidade. À medida que os meses foram passando, as coisas foram-se encaixando e passaram a correr melhor.
O nascimento da segunda filha surgiu quando percebemos que a mais velha já tinha desenvolvido alguma independência, nomeadamente no que diz respeito aos cuidados maternos. O facto de não querermos que a Joana fosse filha única também pesou na decisão. Sempre ouvimos dizer que os filhos únicos têm tendência a serem muito individualistas e até possessivos com as suas coisas. Penso que nem todos os filhos únicos são assim, mas quando ouvia a Joana a dizer: Mãe, não tenho ninguém para brincar! Ninguém brinca comigo!; tocou-me e fez-me pensar que tudo seria mais fácil pois todos os elementos da família desejavam receber um bebé.
Quando olhamos para os bebés, acabados de nascer, cresce uma angústia e uma ansiedade, pois foi-nos entregue um pequeno ser e a responsabilidade de o preparar para a vida.
Interrogo-me muitas vezes: Estarei a seguir o caminho certo? A educação que lhes estou a dar vai torná-las boas cidadãs, boas pessoas e boas cristãs? Não sei, nunca sabemos. Cada ser é único e escolhe o seu caminho. A nossa função é apenas mostrar-lhe os caminhos possíveis e orientá-los nas suas escolhas. Quando tentamos fazer as escolhas pelos nossos filhos podemos estar a cair no erro de viver a vida por eles. Temos que lhes dar a liberdade suficiente para que possam fazer as suas escolhas e prepará-los para assumirem as responsabilidades que daí advêm.
Preparar duas crianças para o mundo de hoje é uma tarefa muito complicada. Todos os dias ouvimos casos de crianças que maltratam os pais, os professores e os que os rodeiam. Ou crianças que são maltratadas pelos pais ou outros familiares. Esta realidade leva muitas vezes os casais a não terem filhos. Quanto a isto, não podemos perder a esperança. Todos podemos contribuir com um bocadinho de nós para melhorar a sociedade. Não podemos cruzar os braços. Se o fizermos estaremos a contribuir para a destruição da sociedade e não da sua reconstrução.
Quero ainda partilhar que após todo este tempo de vivência em casal e com as filhas, o laço que nos une está reforçado e mais sólido. Pronto para o resto da tarefa que nos está destinada: preparar duas crianças para a vida.
Não sei se irei ser mãe novamente. Neste momento não pretendo ser, no entanto estou preparada para tudo o que Deus me tiver destinado. Desejo que este pequeno testemunho possa guiar as mães no cumprimento da sua missão. Não desistam em qualquer circunstância. Nós somos os pilares da família. Somos o apoio, o colo e a almofada dos nossos filhos, sempre.

Testemunho de Paula Cristina Alves

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