24 de fevereiro de 2010

Primeiro colaborador do "Jornal da Família"

Quando fundou o Jornal da Família Mons. Alves Brás quis que eu fosse colaborador habitual, versando temas e problemas relacionados com a Família. Ao longo de vários anos foi com proveito para mim e julgo, que com agrado dos seus leitores, que muito escrevi.
Foi ainda resolução de Mons. Brás que o Instituto das Cooperadoras da Família editasse tudo quanto escrevi até 1969, ano em que o Sr. Bispo D. Policarpo me pediu para deixar o Seminário e viesse para a cidade da Covilhã como Director do Centro Social e Cultural e Director do “Notícias da Covilhã". Os apontamentos deste pequeno opúsculo (cerca de 100 páginas) mantêm plena actualidade e foram eles que me inspiraram o tema da minha tese de doutoramento sobre "O Problema Jurídico da Educação na Constituição e na Concordata Portuguesa" editada pela Comissão Episcopal com o título a “Educação em Portugal”.
Para a sua elaboração passei as férias de verão de 1951/1952 em Lisboa para frequentar a excelente biblioteca da Residência dos Padres jesuítas, hospedado na Casa de Santa Zita, na Rua de Sto António à Estrela, onde fui sempre tratado como se fosse pessoa de família.
No prefácio deste opúsculo, escrevi que “sobre a matéria e educação são claros os princípios da pedagogia cristã; os ensinamentos dos Pontífices e os Cânones do Código Direito Canónico, por isto o título deste pequeno livro é “Obrigação dos Pais no Direito da Igreja”. Sobre a dignidade do matrimónio e da família, o “Jornal da Família tem realizado através de excelentes colaboradores, um trabalho notável, citando e comentando a doutrina conciliar, pelo que merece o reconhecimento, o louvor e a gratidão da comunidade cristã e da sociedade portuguesa, já que está demonstrado que “o bem-estar da pessoa e da sociedade humana e cristã, estão estritamente ligados à prosperidade da comunidade conjugal e familiar" (GS, nº 47).

Cónego António Mendes Fernandes

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