12 de janeiro de 2010

Salvé 2010


Com a publicação deste número do “JORNAL da FAMÍLIA” faz este mensário 50 anos de jubilosa existência.
Não se poderá afirmar que seja uma provecta idade. Porém 50 anos de lutas, canseiras, fadigas de toda a ordem e às vezes, até de incompreensões, são tempo mais que suficiente, para já não ser considerado um jovem paladino da imprensa de inspiração cristã. É a idade madura.
A idade na qual, muito do que nos rodeia, deixa de ser visto através das lentes cor-de-rosa, da fantasia e da quimera, para passar a ser observado pelo duro prisma das realidades da vida.
É a chamada idade adulta. É a etapa por que está a passar o “JORNAL DA FAMÍLIA”, embora de rosto sempre jovem, risonho e atraente, radioso de expressão, cheio de pletórico e pujante entusiasmo, graças ao escol de bons colaboradores que tem e, sobretudo, por ter à sua frente, uma pundonorosa e dinâmica
Chefe de Redacção, como é a consagrada Maria da Conceição Vieira muito bem coadjuvada pela Directora Dulce Teixeira de Sousa.
Além do mais se tivermos em consideração que estes 50 anos de esforçado e dedicado jornalismo desenvolveram-se no meio dum mundo de dificuldades, que geralmente rodeia os pequenos órgãos da comunicação social, facilmente se compreenderá quão longa e difícil tem sido a caminhada do “JORNAL DA FAMÍLIA”, para atingir a efeméride que hoje estamos a festejar. Andam bem às claras os valores cristãos realizados por "JORNAL DA FAMLÍIA", probo jornal de elevado e significativo mérito, especialmente para as famílias cristãs, que ele, pendularmente visita todos os meses, qual mensageiro, amigo, que aparece com uma regularidade impressionante, em nossas casas, para nos comunicar alegrias, trazer-nos alvissareiras novidades, transmitir-nos boas notícias.
Por si fala a expressiva linguagem de uma existência pujante.
E quem melhor queira certificar-se, basta folhear, atentamente, toda uma colecção de 50 anos de publicações do “JORNAL DA FAMÍLIA”, para melhor compreender toda uma mística, feita de devoção e estrénue dedicação, em defesa da FAMÍLIA e do Bem-Comum.
De cada linha que se lê, ressalta o seu primordial anseio, que o tem norteado, ao longo destes 50 anos, de existência, cumprindo com dignidade e muita perseverança, a nobre e específica função para que foi criado, pelo seu fundador, Monsenhor Joaquim Alves Brás.
E assim, se Kant tem razão, nós poderemos também afirmar, sem receio de sermos desmentidos, que “JORNAL DA FAMÍLIA” tem realizado, com pundonor e brio, ao longo destes 50 anos, a suprema existência da vida, que é, segundo o pensamento do filósofo os valores da dedicação e sacrifício, consagrados a Deus como um dos mais elevados de todos os suportes morais.
Como nos sentimos recompensados e alegres, ao descortiná-los sem grande dificuldade, nas colunas do “JORNAL DA FAMÍLIA” e nesta existência continuada de 50 anos, gerando títulos de glória, dificilmente ultrapassados. São marcos referenciais, sinalizando, com sua presença, as atitudes de estóica dedicação, ao serviço de Deus, do Bem-Comum e da FAMÍLIA. Edoward Drumond, mestre insigne de jornalistas, anunciava, há anos, um “La Libre Parole”, quais as verdadeiras directrizes de um Jornal. “Este – dizia o consagrado mestre - não deve ser, nem um simples “amuseur”, nem um banal registador de factos, nem um director de consciências, nem tão pouco um empresário de eleições. Cumpre-lhe ser, isso sim, um DESPERTADOR de ideias, um paladino em defesa dos sãos princípios”. É justamente o que tem sido o "JORNAL DA FAMÍLIA”, durante estes 50 anos de vida, marcando presença viva, nos arraiais da imprensa de inspiração cristã, de maneira sadia, vigorosa, estrénue e dedicada. Servido sempre pelas mais rectas consciências e iluminado pela probidade e dignidade do seu fundador e abnega dos continuadores “JORNAL DA FAMÍLIA” granjeou a dignidade de poder enfileirar hoje, no número dos órgãos da imprensa de inspiração cristã e no número dos poucos que alcançam por mérito próprio, os 50 anos de publicação com tão nobre e eloquentes pergaminhos.
Eis porque esta casa está em festa e em festa está a alma de todos quantos, seja a que título for, vivem a vida do “JORNAL DA FAMÍLIA”, colaboram nas suas páginas, lhes dão o seu afecto e se orgulham de fazer parte integrante da família do "JORNAL DA FAMÍLIA”. Por tudo isto, aqui estou a agradecer muito reconhecidamente à consagrada Maria da Conceição Vieira, todo o acolhimento que me tem disponibilizado.
Neste momento que seja permitido parafrasear Klug: Querido “JORNAL DA FAMILIA”, chamam por ti os valores humanos e as FAMÍLIAS.
Continua a ser, por isso mesmo, o seu catalizador, o portador do facho luminoso, por mercê do qual se fará apostolado.
Neste momento, quero envolver, nos sentimentos de felicitações, para além da consagrada
Maria da Conceição Vieira e da Directora Dulce Teixeira de Sousa, todos quantos trabalham no “JORNAL DA FAMÍLIA”, desde colaboradores, redactores, paginadores, compositores, maquetistas, fotógrafos, impressores, dobradores e leitores, formulando sinceros votos de uma vida sempre em crescendo, por dilatados anos, para engrandecimento e dignificação das FAMÍLIAS PORTUGUESAS. Que “JORNAL DA FAMÍLIA” continue a somar, muitos triunfos, anos, desenvolvimento e êxitos redactoriais.


por Fabião Baptista

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