21 de outubro de 2009

Paixão pela Missão

“As nações caminharão à Sua luz”- é o tema que Bento XVI apresenta a toda a Igreja, para reflexão, no dia (ou semana) das missões.
Evocando o Espírito Santo, como autor e dinamizador de toda a acção missionária da Igreja, Bento XVI, desafia todo o povo de Deus, a cultivar a paixão pelo anúncio do Evangelho.
Na introdução da sua mensagem, Bento XVI enuncia o objectivo da missão da Igreja: "iluminar com a luz do Evangelho todos os povos em seu caminhar na história rumo a Deus". Dirigindo-se a todos os crentes, exorta-os dizendo: "Devemos sentir o anseio e a paixão de iluminar todos os povos, com a luz de Cristo, que resplandece no rosto da Igreja, para que todos se reúnam na única família humana, sob a amável paternidade de Deus".
A causa do anúncio do Evangelho, diz Bento XVI, leva uma multidão de homens e mulheres, no mundo inteiro, a dedicar-lhe a sua vida, no meio de alegrias e dificuldades de vária ordem. O anúncio do Evangelho, torna-se assim uma acção peculiar que se diferencia, enormemente de qualquer acção sociopolítica: "a Igreja não age para ampliar o seu poder ou reforçar o seu domínio, mas para levar a todos Cristo, salvação do mundo.
No primeiro ponto, Bento XVI, apontando Deus como origem, sentido e fim da pessoa humana, relembra que a Boa Nova do Evangelho é para todos os homens. Só Deus é a plenitude do humano.
Consciente desta verdade, diz Bento XVI, a Igreja não pode calar-se, tem o imperativo de "anunciar" esta verdade, mesmo que seja contestada.
A consciência de uma Igreja peregrina, que não tem as suas raízes no tempo, mas em Deus que é Eterno, é a ideia chave do segundo ponto desta mensagem.
"Este Reino, mesmo sendo na sua essência escatológico e não deste mundo (cfr. Jo 18,36), está também neste mundo, na sua história é força de justiça, paz, verdadeira liberdade e respeito pela dignidade de todo ser humano. A Igreja propõe-se transformar o mundo com a proclamação do Evangelho do amor, “que ilumina incessantemente um mundo às escuras e dá a coragem de viver e agir e... deste modo, faz entrar a luz de Deus no mundo” (Deus caritas est, 39).
No terceiro ponto, Bento XVI refere que a situação actual carregada de cenários contrastantes, lança um grito ainda mais forte ao anúncio do Evangelho. É com base nesse grito, que Bento XVI confirma "novamente que a tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial da Igreja” (Evangelii Nuntiandi, 14), tarefa e missão que as vastas e profundas mudanças da sociedade actual tornam ainda mais urgentes".
O conteúdo do Evangelho, contém uma Verdade absoluta e Eterna, capaz de transformar a história e as relações entre os homens, tornando-a mais habitável por todos, descreve o nº 4 da mensagem. Anunciar o
Evangelho, desacomoda e incomoda e algumas vezes exige: sacrifício, perseguição, difamação, opressão, discriminação social, tortura, prisão, insultos e mesmo a morte. Está em causa uma verdade, que está para além do valor da própria vida humana, daí que muitas vezes implique o martírio". Mas, "a Igreja coloca-se no mesmo caminho e passa por tudo aquilo que Cristo passou, porque não age baseando-se numa lógica humana ou com a sua força, mas seguindo o caminho da Cruz e fazendo-se, em obediência filial ao Pai, testemunha e companheira de viagem desta humanidade".


por Conceição Vieira

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