16 de julho de 2009

A Vida Humana, é sempre um bem!...

O debate sobre a reforma da lei do aborto, vai acontecendo e crescendo um pouco, por todo o mundo.

Também entre nós, os movimentos pró-vida têm levado a efeito inúmeras iniciativas, no âmbito da Família e da Educação, uma vez que a lei, fomentada e promovida pelo actual Governo do PS (e que considera, o seu “título de glória”!), não alterou o aborto clandestino, antes pelo contrário o agravou, e veio criar uma série de abusos, conforme se previa e tem sido demonstrado.
Desde que a lei do aborto foi aprovada, foram registados, no mínimo, 30 mil abortos legais no nosso país!...
A constatação e consciencialização deste facto, desta injustiça gritante, estiveram na origem da recolha de milhares de assinaturas, reclamando a suspensão da abominável Lei do Aborto.
A petição, que foi entregue em Março, na Assembleia da República, foi promovida por vários movimentos pró-vida, que se recusam a dar por encerrada a questão da liberalização da Interrupção Voluntária da Gravidez.
Este grupo de Movimentos, partidários do não, pedem também que, a nível de impostos, sejam criados mecanismos para que os custos do aborto sejam suportados apenas, por quem o defende…
Outras iniciativas das movimentações cívicas pelo “não”, apresentaram estudos sobre o aborto, que concluem que a sua legalização gerou e gera novas formas de violência contra a mãe e contra a criança; mas, segundo um parecer da Federação Portuguesa pela Vida, há uma esperança de revogação desta lei iníqua…
Famílias que lutaram e lutam pelo não ao aborto, estiveram também presentes, deixando claro que vale a pena continuar a lutar pela vida e que é preciso exigir uma política não de subsídios, mas de uma verdadeira Política de Família…
O movimento católico Portugal Pró-Vida, deixou claro, através do seu Presidente, que não quer aulas obrigatórias de educação sexual nas escolas portuguesas. “A obrigatoriedade de os alunos frequentarem as aulas de educação sexual é anti-democrática e muito perigosa para os jovens e para a sociedade portuguesa”, referiu a mesma fonte.
A Convenção Portugal Pró-Vida que se realizou em Guimarães, com o tema “Valorizando a vida, superamos a crise”, assumiu uma nova “luta” contra a existência de aulas de educação sexual nas escolas e contra a obrigatoriedade da sua frequência. Como Pais, consideram que o Estado, numa atitude de “poder absoluto”, lhes está a retirar o direito de decidir sobre a educação que querem dar aos seus filhos, o que é claramente anti-constitucional, além de anti-natural! Reconhecem que as ideias distorcidas e os ensinamentos erróneos que são transmitidos aos alunos, vão fazer com que, dentro de poucos anos, tenhamos uma geração para quem nada é proibido, nem moral, nem eticamente. Referiram ainda que nos manuais ditos de educação sexual, só se visa a deseducação dos jovens, a promiscuidade, não se fazendo uma única referência ao amor sério e limpo, ao casamento e aos filhos!
Para onde caminhamos e até onde é que esta gente quer chegar?!
Ameaças não têm faltado, mas os momentos eleitorais que se aproximam, têm refreado um pouco e camuflado deixando para depois, os ímpetos anti-naturais e retrógrados das actuais “categorias” governativas…
É sobejamente conhecido, que as mais recentes descobertas científicas promovem o respeito ético pelo embrião, o respeito garantido a toda a vida humana!
E recentemente, o Papa Bento XVI, num discurso aos participantes num Congresso sobre a problemática da Vida, afirmava que “a Vida Humana é sempre um bem”, salientando que “o amor de Deus não faz distinções entre o ser humano recém-concebido e que se encontra no seio materno, e o menino, o jovem, o homem maduro ou o ancião, porque em cada um deles vê o rasto da própria imagem e semelhança”.
Acrescentou ainda que este amor sem limites e quase incompreensível de Deus pelo ser humano, revela até que ponto a pessoa humana é digna de ser amada em si mesma, independentemente de qualquer outra consideração (inteligência, beleza, saúde, juventude, integridade, etc.).
Terminou dizendo que “em cada ser humano, em qualquer fase ou condição da sua vida, resplandece um reflexo da realidade de Deus, o que determina o carácter sagrado e inviolável de cada vida humana, desde a sua concepção até ao seu fim natural”.

por Helena Marques

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