16 de março de 2009

A Lei e as Leis


Javeh falou a Moisés e disse “Não te deites com um homem, como se fosse com uma mulher: É uma abominação”. É o que se colhe directamente da leitura do Livro do Levítico, escrito há milhares de anos com as prescrições de Deus a Moisés (cap.18, 22).

É mais que algo de erróneo, é um abomínio, algo de detestável. E sempre assim foi e, por mais voltas que se dê, como se pretendeu dar com o aborto, em torno de cuja problemática se teve a coragem, maldosa, de declarar que não era morte, desde o momento da concepção do feto, o que, agora, já não se desmente, porque aos políticos e seus sequazes já não interessa para colherem votos, pese embora se possa tolerar, como se entende, o homossexualismo é uma forma desviante de convivência.

A convivência íntima pela forma querida pelo autor da Criação é a que se exerce e pratica nos moldes de ajustamento entre um homem e uma mulher, não colhendo outra, como, por exemplo, e ainda, a entre o ser humano e animais (bestialismo).

Diga-se o que se disser, por mais voltas às palavras em que intelectuais, oportunistas políticos e políticos, são férteis para legitimarem situações, agradando a quem convém, jamais se adequará à convivência íntima entre pessoas do mesmo sexo, a noção de casamento. Poderá apelidar-se de união de facto, simplesmente união ou que quer que seja, mas nunca casamento.

O país está a estoirar como um odre fedorento repleto de problemas, que se espera não desagúem no pior e fazer-se uma lei a regulamentar o “casamento” de homossexuais é atentar contra a consciência colectiva, é esquecer que o dito “casamento”, só em meia dúzia de países, de todo o mundo - e são perto de 200 - está previsto, é tornarmo-nos avançados no que não carecemos.

É, mais uma vez, a descida à imitação do que não presta em que somos férteis.

E, a caminho da legalização, vem a eutanásia e do testamento final. Estas medidas visam distrair o povo dos reais problemas, sob a capa de um progressismo vazio, sombrio, doentio, obsessivo, pouco inteligente, sustentado por uma meia dúzia que a história vai esquecer, como tantos outros, a curto tempo.Convém, no meio da crise apregoada, esquecer aquele cidadão, que nunca foi pedinte, antes trabalhador, agora desempregado que estende a mão à caridade, envergonhadamente; convém a erosão de valores porque assim se descansa mais na lassidão de costumes instalada; estão muito gratos, atentos, veneradores e muitíssimo obrigados aqueles a quem interessa; convém tanta coisa que até se tem medo de gritar. Ocorre-nos, como César, invectivou Catilina, dizer “Quousque, tandem, Catilina abuttere patientia nostra“, ou seja e de forma actualista, até quando alguns abusarão da paciência de tantos?


Por Armindo Monteiro

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