21 de maio de 2008

Uma experiência de vida: o esforço vale a pena

A minha bebé adormeceu cedo, ainda não eram 8 h da noite. Coisa rara. Geralmente adormece tarde e acorda várias vezes durante a noite.

Daqui a uns dias faz um ano, sempre foi assim, difícil para dormir.

O meu marido e eu somos de longe, onde muitas coisas são diferentes: a paisagem, a temperatura, a pronúncia...

Lá, longe, estão pais, avós, irmãos, tios, primos, sobrinhos, e etc.

Quando decidimos ter um bebé, não pensámos em nada, só existia a vontade e ainda bem. O meu marido foi o único familiar que acompanhou a minha gravidez até ao nascimento. Só nos tínhamos um ao outro. Quando a bebé nasceu, tive a visita das minhas amigas, que também me confortaram. A bebé chorava muito, tudo era uma novidade, o mudar da fralda, o banho, os soluços, a roupa, a febre, a primeira papa… passou o primeiro mês, depois o segundo, o terceiro..., o tempo corre depressa! Aprendíamos os três um com o outro. Lá nos desenrascamos e tudo está a correr bem. Graças a Deus. Até os nossos três gatos ajudaram, pois aceitaram bem a bebé, e ela acha-lhes imensa piada. A simples presença deles ou a acalma ou a alegra. Pois é, em casa somos seis, como costumamos dizer, nós e os gatos.

Não sei se seria diferente se as nossas famílias estivessem por perto. Com certeza que pelo menos teria sido diferente quando tive que ir às urgências do Hospital. O meu marido não teria ficado em casa sozinho com a bebé, enquanto eu não tinha alta. Quem tem a ajuda da família na difícil tarefa de cuidar de um filho bebé, tem com certeza mais tempo para si e, acima de tudo, mais apoio e tranquilidade. Aos que, como nós, não têm a família por perto, dizemos que todo o esforço vale a pena, pois não existe maior Graça que podermos ver uma parte de nós crescer feliz e saudável.


Casal - José e Cristina

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