4 de novembro de 2007

Projecto “Família Jovem”

Com o objectivo de promover o acompanhamento dos casais novos – uma das grandes lacunas da nossa pastoral – o Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar de Coimbra (SDPF) lançou o projecto “Família jovem", com três níveis de actuação e envolvendo diversas estruturas paroquiais e diocesanas.

No 1ºnível, procura-se acompanhar os casais que frequentaram o CPM (Centro de Preparação para o Matrimónio). As paróquias serão alertadas para os casais que lá vão residir e providenciarão pelo seu acompanhamento personalizado (e continuado), tanto quanto possível através de um casal – o “casal amigo” - pertencente à Equipa Paroquial da Pastoral Familiar (EPPF). A estes casais jovens, e na expectativa de equilibrado crescimento conjugal e de uma adequada integração na comunidade, ser-lhes-á proposto um itinerário de formação, com o apoio dos movimentos de espiritualidade familiar, dos movimentos de cariz “mais” evangelizador (Cursos de Cristandade, Cursos ALPHA, Renovamento Carismático, etc.) e de outras estruturas diocesanas de formação. Embora o processo seja simples (e lógico), o SDPF está ciente das dificuldades da sua implementação, não só porque nem todas as paróquias têm EPPF, como também pela evidente falta de experiência de trabalho em conjunto. Desta forma, numa primeira fase, o projecto, com a coordenação e avaliação do SDPF, irá atingir um número restrito de situações não coibindo, porém – antes pelo contrário – qualquer paróquia deve abraçar, desde já, este desafio, de forma autónoma.

No 2º nível, procura-se acompanhar os casais que pedem à Igreja o Baptismo para os seus filhos. Aqui, a responsabilidade de todo o processo recai sobre o pároco e EPPF. Também deverá ser destacado um casal amigo e estudado um percurso de formação.

No 3º nível, investe-se no acompanhamento dos casais que matriculam os filhos na catequese pela primeira vez. São envolvidos, prioritariamente, pároco, coordenador da catequese e EPPF. Tal como nos outros níveis, os casais devem ser estimulados para sentir a necessidade de se integrarem num percurso formativo análogo ao já descrito, sempre acompanhados pelas estruturas paroquiais. É óbvio que este projecto é um grande desafio para todos nós. Exigirá muita Fé, muita organização, muito trabalho, muita paciência, muita comunhão e articulação de esforços entre as diversas estruturas diocesanas, pouco habituadas a trabalhar concertadamente. Exigirá, também, muita ousadia e criatividade. Mas será uma tentativa séria para termos famílias mais coesas, mais cristãs, mais "comunidades de vida e amor", isto é, mais felizes.

Jorge Cotovio

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